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Mostrando postagens com o rótulo apenas um café...

Luzes da cidade

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Centro de Ponta Grossa (PR) Esse tema é recorrente neste espaço. Sim! As luzes da cidade me fascinam. Não tem dia, nem ponto de vista, basta entardecer e o primeiro bico de luz acender, que já começo a imaginar que história paira ali. Claro que meu estado de espírito influencia essa pseudo narrativa imagética. Nos nostálgicos domingos, que às vezes carregam o "se" por trás de perspectivas, cada ponto de luz pode me parecer uma interpretação diferente. No início da noite, quando estou preparando algo para comer, da janela da minha cozinha avisto cenas de famílias se organizando para a semana, lanchando juntos, ou só assistindo a TV; de casais enamorados; de mulheres com seus pets, com seus livros, com seus amigos e amigas, consigo mesmas. Imagino o que lhe vão à cabeça ou que as suas vistas recriam para elas sobre o que veem de outros pontos de luz.  Que energia vibra de cada quadradinho nesses prédios? Quais são os sonhos que iluminam? Que intenção se destaca na luz branca?  ...

Cegueira ocasional

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Às vezes fecho os olhos por um momento frente às situações complexas as quais estou envolvida. Por um longo momento, na verdade. É minha busca do falso-verdadeiro ou de um super-herói. É fuga, eu sei... Quero a sensação de que as causas do que me atormenta não foram construídas. Que as questões não existem. E, por consequência, os problemas não podem ter sido concretizados. Que não há efeito. Nem consequências. No entanto, a cegueira é passageira, e logo volto a enxergar onde estou e como estou. Então só me resta encarar tudo. De frente. De peito aberto. E depois de um longo período, anestesiada, a dor é inevitável. Vem tudo de sofreguidão e intensidade. Para ter forças, olho ao meu redor. Levanto os olhos do meu umbigo e vejo os vizinhos, minha família, amigos, colegas, as pessoas da associação do bairro, as “tias” da creche, os demais passageiros no ônibus, as famílias no trânsito, a humanidade, o casal caminhando... Protejo os olhos da luz ofusca o real para refleti...

O inverno vai passar...

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Estou aqui me debulhando em lágrimas. Meio de requenguela assisti ao programa sobre os 18 anos da morte do cantor e compositor sertanejo Leandro. Ele, assim como minha mãe, foi vítima de câncer. Por isso está sendo difícil não me emocionar com o sentimento das pessoas que estiveram em volta da luta do artista. Aliás, quando um ente querido está doente, a batalha é de todos. Amigos, médicos e familiares. Fazendo uma retrospectiva breve, lembro bem que depois do diagnóstico de câncer na minha mãe, já na saída do consultório, eu só pensava em tratamento. Em tentar todas as opções, buscar apoio médico especializado - o melhor para ela. No contraponto, sob o olhar e experiência de quem acompanhou a passagem de uma tia e da vó com a mesma doença, a mãe já estipulava até onde queria ir. E eu querendo ultrapassar barreiras. Foram pouco mais de três anos de persistência. De muita força, incentivo, quimioterapia, radioterapia, exames, alimentação alternativa, de reza, benzedura, ...

Gosto muito: Zumbi

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Do maravilhoso Jorge Ben Jor

Amanhã ninguém vai lembrar que tem pai

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Domingo de fortes emoções hoje. A tensão do primeiro plantão no jornal, sozinha, quase que não percebi. O que marcou mesmo foi o primeiro Dia dos Pais, sem pai e nem mãe. É como estar sem chão, sem apoio, sem suporte. Pela manhã, passei rapidamente para ver meu irmão, que é pai. E que agora é a minha única referência paterna. Mas não é o mesmo que o meu Paiaço. Os sentimentos a flor da pele me fazem chorar por qualquer homenagem. Reportagens na tevê sobre a data, posts no Facebook, Instagram ou Twitter, matérias de jornal têm sido cruéis com meus nervos, desde ontem. E eu que choro até com comercial de margarina, de verdade, nem preciso dizer que minha caixa de lenços está no final.  Hoje, sinceramente, queria que as lágrimas secassem para que pudesse dirigir com visibilidade, caminhar pela casa sem tropeçar e gravar áudios no whatsapp sem estar com a voz embargada. Queria só que o dia passasse mais rápido. Por que amanhã, ninguém vai lembrar que tem pai. Certament...

Ame-se mais!

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É tudo medo. Medo de mudar. Das perdas. Medo de dar errado. Das críticas negativas. Medo do incerto. De se aventurar. E no fim, é tudo mesmo uma grande bobagem. Difícil acreditar quando te dizem que és bonita. Por dentro e por fora. Mas se falam que és uma “baranga”, ai sim, tu concorda... Vamos parar de fingir e passar a acreditar em si mesmo. Perder o medo. E ter a coragem de confiar no que cada um tem certeza sobre sua pessoa. Amor próprio é o nome disso. E não dá para fingir, temos que sentir, de fato. Fechar os olhos e ver que no interior da gente tem um arco-íris que é só nosso. Abrir os olhos e ver que ele continua lá, no nosso horizonte, todos os dias. Então, a partir de agora, está combinado: “Ame-se mais!”

Resoluções de final de ano

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Acordei em 2016 querendo mudar meu comportamento em geral. No entanto, decidi começar logo pela alimentação. Afinal, se tivesse tomado essa decisão antes, um ano atrás, hoje estaria com 120 kg, ao invés dos 130,3 kg atuais. Mas, como diz o dito popular, nunca é tarde para começar. Pois então, comecei. Bem na primeira segunda do ano novo. Tudo certinho. Pelo menos era o que pensava até ontem (algum dia de janeiro), quando subi numa balança e constatei que tenho 2,5 kg a mais. E pensei de novo: Isso não é justo! Não, não. Não depois de incorporar sucos detox e arroz integral na minha alimentação. Praticamente como saladas, arroz integral e um tipo de proteína por refeição. Diminuí a quantidade. E, às vezes, não repito. O próximo passo seria cortar doces e também praticar exercícios, pois a meta é simples: 1 kg a menos por mês. Doze a menos ao ano... Mas, se em duas semanas eu engordei, não sei que diferença faz adotar um novo comportamento alimentar. Se, ao invés de emag...

Cerveja: parei com ela, só por hoje

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Parceiros de viagem à Buenos Aires - Porto Madero Um ano sem o líquido dourado... É. Pasmem! Agora, na verdade, já serão onze meses. E não, não é mentira, nem promessa. Apenas um momento estratégico, a fim de buscar o equilíbrio na vida. Quero tentar uma mudança de comportamento, praticar exercícios regulares e me alimentar melhor. E não exagerar mais - em muitas coisas e ao mesmo tempo. Pareceu-me mais fácil e saudável começar pela bebida alcoólica. Cerveja era o que mais consumia. E a vibe da ceva artesanal estava, além de entorpecendo frequentemente, deixando-me desprovida de recursos. A ideia de unir o útil ao agradável veio de uma orientação espiritual. E se é algo que respeito é a minha crença religiosa. O ideal seria para de beber tudo, mas um passo de cada vez. Não está sendo fácil não beber cerveja, quando se fazia isso cotidianamente. Porém, voltar a beber vinho e acentuar a preferência pela espumante é uma decisão me agrada e supera a de parar com a...

Duas decisões e uma toalha no chão

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Às 8 horas da manhã, ao cruzar o portão do estacionamento - que praticamente posso chamar de meu -, tomei uma decisão:  - Não vou mais transar com o Vizinho e nem vou perder mais uma aula na academia.   Respeito decisões matinais, assim como respeito decisões de aniversário. É quase que uma promessa. Uma “autopromessa”. E foi assim, decidida que comecei o dia, rumo à terapia.  À noite, 12 horas depois, cumpria a segunda delas. A primeira jura será mais fácil. Cansei do Vizinho, embora suas qualidades [ou melhor dizendo, seu dote] possam me por em tentação no pensamento, nas lembranças.  Só que hoje, a única tentação que corria o risco era a de um ombro amigo. Um convite qualquer para beber ou um sorriso mal intencionado me tiraria do prumo, pois estou exausta. Chateei-me com o desrespeito. Com a falta de profissionalismo de algumas pessoas e seu oportunismo.  Fatiguei de gente falsa e fofoqueira. De observações camaradas, em público,...

40 à vista

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http://souperolanegra.tumblr.com/ Túnel Verde na RS040 em janeiro de 2014 Há uma luz ao fim do túnel. Do Sol.  A energia elétrica tem um custo alto demais para a humanidade e o meio ambiente, para ligar o interruptor. Melhor deixar a natureza seguir seu curso. Em mim também.

Oi 2014, seja bem-vindo

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Eu pisquei e 2013 foi embora. Fui ao banheiro, fiz um brinde, dei abraços, recebi felicitações, comi, troquei presentes e já haviam passado as primeiras horas de 2014. E hoje é o dia 2 do ano novo. E o que lembro é que não fiz o balanço de final de ano. Ao menos de forma concentrada, efetiva; apenas no divã da minha terapeuta. E, mesmo superficialmente, o saldo foi positivo. Despeço-me de 2013 com muitas conquistas pessoais e profissionais importantes. Com a coesão emocional e sentimental estruturada na família. E com a certeza de que plantei o meu melhor em muitos momentos. Nos últimos doze meses eu quis trocar de emprego: praticar o que aprendi, prosperar profissionalmente, ter um rendimento melhor e ainda buscar novos aprendizados. E consegui. E para manter as besteirinhas, ainda tive uns frilas. No ano que passou eu fui sorteada nos meus dois consórcios. Também voltei para o inglês, a praticar yoga e tentei buscar uma vida mais saudável... Tudo bem, isso eu não consegu...

Se a pré-venda é ruim, imagina se precisasse do pós...

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20h51. Entrava em um pequeno centro comercial próximo a minha casa em 15 minutos. O sol e o calor forte que fazia durante a tarde de Porto Alegre me deixou prostrada em casa, sobre a cama, a cochilar. Então, deixei para sair ao anoitecer. E foi nesse horário que adentrei em uma loja da Rede de Farmácias Panvel. Na porta, um atendente com olhar questionador observava meu caminhar cadenciado e vagaroso. Fiquei intrigada no início, pois duvidei que, em pensamento, ele me queria longe do seu lugar de trabalho. Sim, a loja fechava às 21 horas. Sua reza não deu certo. Entrei. E logo avistei a prateleira das tinturas. De primeira um tom avermelhado me conquistou. Na fileira debaixo, outro tom. E mais um. E em poucos minutos uma dúvida tomava minha mente. Concentração quebrada eu tive ao ouvir o som da porta de vidro sendo fechada e a placa de Fechado sendo estampada nela. E novamente sinto o olhar do atendente... - Posso ajudá-la? - Não, obrigada. O rapaz bonito me deixou const...

Obrigada!

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Sou imensamente feliz. Tenho sido assim. Depois que a gente perde quem ama, se aprende a viver realmente e aproveitar todos os momentos possíveis. É assim que tenho vivido desde que meu palhaço partiu para outro picadeiro. Passado o choque inicial, a dor latente, o trauma, veio a certeza serena de que tudo nessa vida é passageiro, até mesmo a vida. Parece que, então, deixei ser um pouco errante. Agora me dedico inteiramente aos meus amores. Meus bichanos, meus amigos, minha família, meu trabalho, minhas flores, meus sonhos e “mim”. Compreendi que a fé, a crença em mim e em seres divinos não é uma certeza apenas de momentos ruins. Eles estão em tudo. É como pó, como pólen. Sempre germina em qualquer circunstância e em qualquer tempo. Também sei que tudo que nos acontece é o reflexo das nossas opções, do nosso modo de vida. Somos nós que procuramos sabe-se lá o que e de tanto buscar o conhecido ou desconhecido, encontramos. Então, não reclamo mais, profundamente, claro - por que rec...

Armistício

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Chorei copiosamente vendo Marley hoje à tarde. Doeu-me ao lembrar que o tempo de vida dos animais é grandiosamente menor que os nossos. Logo, vivemos o suficiente para sofrer por vários animais de estimação. Passamos pelo rito da perda várias vezes e nunca aprendemos com esses momentos. Nunca... Eu tenho paz em mim em grande parte do tempo. Na maioria dos dias. Às vezes, por mais de um mês consecutivo. Mas, também às vezes, o armistício acaba. O tratado é cancelado e a saudade volta a se digladiar dentro de mim quando olho ao meu lado e não vejo mais a presença física de quem amo. Seja por que morreu e nunca, mas nunca mais verei com a consciência mundana ou humana que conheço agora. Ou seja por que rompi os laços da amizade, do amor... É tão estranho viver só de lembranças dessas pessoas. Mesmo que sejam bons momentos. Buscamos com o olhar os locais antes receptivos aos queridos e está tudo assim, seguindo igual, mas com aquele vazio, aquela ausência. Por oras e dias ...

A poucos passos de uma zorra

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Sei os prós e os contras de uma paralisação. Já vivi isso várias vezes e vivo agora com a greve dos metroviários. Mas sou uma pessoa adepta aos movimentos populares, aos protestos organizados, civilizados e sem violência. Então, hoje pela manhã, acordei mais cedo e fui em busca de um lugar no ônibus, que com certeza estaria mais cheio do que nos demais dias. Como sou comodista e prática também - afinal, antes pagar R$ 1,55 a mais do que ficar andando de um lado pro outro atrás de ônibus que não sei que horas sairia - optei de ir de executivo. No sereno das 7 horas, parecia que estava destinada a voltar para casa ou para uma reunião de última hora com o frila. Mas 5 minutos depois eu estava quentinha dentro do veículo, trocando mensagens e me acomodando confortavelmente no banco estofado, para uma soneca de 30 minutos. Mesmo por esse pequeno incômodo pela manhã, o resto do dia transcorreu perfeitamente. Foi uma adorável segunda-feira. Porém devo confessar, já estava prepara...

Novidades e futilidades

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Tenho várias novidades, tri boas, para contar. Mas vou começar pelas fúteis, que gosto mais. Eu, linda, leve [só na alma] e solta agora possuo um lindo par de brincos cor de rosa em resina e metal, além de uma pulseira de strass com acabamento em metal dourado e trançado num cordão fino cor nude. Adoro falar essa cor: nude! Nessa semana, meu colega voltou de férias. Aliás, na tarde de quarta-feira de cinzas a sala estava florida de todas as espécies. Equipe completa e presente, cheia de energia e bom humor. Gostei! E sim, essa é a novidade principal que tenho para contar [e nada fútil]: Estou empregada! Logo, tenho colegas de trabalho. Pois então, esse colega largou um comentário da sua mesa, que fica em diagonal a porta da assessoria. - A colega ali da frente é toda nude! Eu sorri, prevendo que em breve o viria algo debochado. - É. Ela é nude. A expressão dela é nude, a pele dela também e os cabelos completam o quadro. Olhei de reslaio para a guria, pois estava ...

Stopped!

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Parei. Estou fazendo um recesso no aprendizado da língua inglesa. Minha atual situação financeira me força a cancelar, momentaneamente, as aulas particulares. Descontinuar gerando despesas que não poderei saudar. É isso. Não posso nem pensar em acumular dívidas. Preciso é reduzi-las enquanto busco uma fonte de renda. Hoje, ao final da minha penúltima aula, comuniquei a teacher sobre minha decisão. Senti por mim, senti por ela, [senti por nós] senti pelo meu aperfeiçoamento que, mais uma vez, seguirá incompleto. De repente deveria fazer um cofrinho na web para ver se conseguia financiar o curso por mais seis meses. De certo que este prazo, que vai até o próximo ano, eu deva estar empregada, bem empregada [estou buscando e espero resultado positivo]. Mas não. Não vou pedir nada a ninguém, muito menos a estranhos. Eu tenho uma meta a cumprir ainda. E até ela ser alcançada ou seu prazo vencido, a esperança está firme comigo. Tenho até dezembro para me empregar. E b...

... e voltei a sorrir!

Tive um momento de fraqueza hoje. De raiva, de temeridade. Mas quem disse que seria fácil por tudo nos eixos - e ainda de uma só vez? Não, não... As lágrimas foram inevitáveis por alguns segundos. Aquela sensação de frustração, de derrota... Mas o telefone não me deixou choramingar por muito tempo. Duas vozes familiares e uma estranha foram suficientes para cessar a crise que se intensificava. Duas lágrimas, um pensamento lastimoso e pronto, tudo voltou a clarear. Disfarcei o choro, atendi as ligações, fui educada. Senti-me melhor em minutos. E comecei a pensar sobre o obstáculo que teria que transpor, nas conseqüências negativas que ele acarretaria nas minhas metas e no que precisaria fazer para que ele seja transposto com eficiência. Ufa! Nada impossível. Como tudo na vida. Talvez seja menos um motivo de comemoração nos próximos dias. Mas, com certeza, será um ponto positivo ao final do ano, quando ver que terei resolvido esse problema ou vencido uma dificuldade. E voltei a sorrir!

Eu, entre o público e o privado

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Adoro quando tomo decisões. E agora nem sofro mais. Este ano está sendo tão importante e definitivo para algumas questões, que está me fazendo amadurecer com tranqüilidade e consciência de forma em geral. E isso tem me trazido paz de espírito. Isso é muito bom! Hoje, eu vejo um possível problema e o tento resolver de imediato. Se não consigo, continuo buscando uma solução ponderada e sem interferência em outros aspectos e pessoas. Por fim, se isso não é possível, trato tudo da melhor maneira possível. E claro, sem perder a graça, a irreverência e o meu jeito todo especial de ser. Assim também acontece com inutilidades. Apenas listo as tranqueiras da minha vida, ainda dou uma avaliada profunda nos prós e contras, para logo dizer BASTA! Em seguida abro um sorriso e digo a mim mesma: “Estou orgulhosa de ti, Elaine!” E o dia todo cinza de um inverno chuvoso se torna luminosamente ensolarado. E passo a gostar ainda mais de mim e dessa vida. Nesta terça, a alegria ficou por conta de uma simp...

Tempo de reflexão [e tristeza]

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Domingo de Ramos. Início da Semana Santa. Há um ano, eu estava em outra cidade, numa rotina e num cotidiano muito particular. E nesse período, mas em data diferente, eu não vim para casa. Mas uma semana depois eu estava aqui e vivi uma triste surpresa. Não só para mim, mas para toda a minha família. Hoje, na missa de um ano da morte do meu pai, ouvi do padre que esse é o momento de reflexão. Era sabido. Há anos aproveito a quaresma para uma auto-análise. Já no início da ladainha, uma representação sobre uma leitura da bíblia. Bonita. Marcante. Mas o que mais me tocou foi a interpretação do pároco. Ele falou da Campanha da Fraternidade. Do combate a violência. De valores. De respeito. De amor. De amor próprio. E nessa fase de recomeço, de renascimento que me impus - de um dia que lembra uma forte tristeza, de uma imensa perda -, me bateu forte aquela fala. Amo tanto tantas pessoas, considero-as, valorizo-as e respeito-as, que até esqueço-me de mim. E não posso me impor esse desprezo. Co...