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Mostrando postagens de fevereiro, 2006

ME CHAMA DE ROBERT

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Quando bebo, bebo ate cair Quando fumo, viro chaminé Quando faço amor eu quero mais Quando jogo bola, sou Pelé Sou fomão Eu quero, quero, quero, quero Quero tudo pra mim Quero mel É meu, é mel, é meu, é mel É meu mel Eu confesso, eu quero é sucesso Eu me entorto, depois passo mal Eu me atrolho, depois pago o preço Eu mereço Eu sei que sou Que eu sei que sou Que eu sei que sou A mãe do Brasil ______________ 1 - Pensou que estaria livre do meu repertório? Hahahahaha. Ledo engano. 2 - Esse post tem sabor de juventude. Isso porque, quando adolescente, sempre dizia que só sairia da casa dos meus pais para ir para outra com, no mínimo, máquina de lavar roupas, geladeira e um "puta" aparelho de som. Hoje moro sozinha, lavo roupas todo dia, que agonia, no tanque; tenho uma "caixa térmica", vulgo isopor, porque o Luis me emprestou e uso um disc man emprestado, porque o meu foi roubado na porra do hotel que fiquei hospeda. Ah, para "compensar", continuo dura (sem, m...

Desvario

Sofia estava sentada ao lado de seu pai, na cama, de frente para a janela. O dia amanhecia e a conversa já fluía solta há muitas horas. Um pouco de sono aqui, um desvario ali, mas falavam como nunca havia acontecido antes. Talvez sejam as circunstâncias. Um papo descontraído, livre de ranços. Nos momentos de silêncio, ficavam olhando a vista por meio das quatro vidraças fumê, que tomava conta da parede, sete andares acima do solo. Segundo seu pai, do lado de fora, homens se reuniam sobre um prédio para um manifesto. Ele dizia que era uma pouca vergonha o que eles estavam fazendo. Em todo o seu tempo de serviço nunca havia feito greve. Não podia, trabalhava com a diretoria da companhia. Sabará era profissional de confiança. - Esses vagabundos! Vão trabalhar... Ela acredita no relato de sua fidelidade trabalhista, mas só porque escuta o discurso desde sua adolescência. No agora é que tudo é duvidoso. - Ah! - O que foi pai? - Tu não viu a onda? Mas bah... O que eu tô fazendo aqui em Capão...

Bandeira

Zeca Baleiro (minha mais nova paixão musical. o luis pensa que vou devolver o CD dele, mas se ele se descuidar, vou acabar roubando o DVD também) Eu não quero ver você cuspindo ódio Eu não quero ver você fumando ópio para sarar a dor Eu não quero ver você chorar veneno Não quero beber o teu café pequeno Eu não quero isso seja lá o que isso for Eu não quero aquele Eu Não quero aquilo Peixe na boca do crocodilo Braço da Vênus de Milo acenando tchau Não quero medir a altura do tombo Nem passar agosto esperando setembro, se bem me lembro O melhor futuro este hoje escuro O maior desejo da boca é o beijo Eu não quero ter o Tejo escorrendo das mãos Quero a Guanabara, quero o Rio Nilo Quero tudo, ter estrela, flor, estilo Tua língua em meu mamilo água e sal Nada tenho vez em quando tudo Tudo quero mais ou menos quanto Vida vida noves fora zero Quero viver, quero ouvir, quero ver (Se é assim quero sim, acho que vim pra te ver) _________________ 1 ) Verdade, eu menti no último rodapé. Este não é...

Treze no Caixão

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Mário Feijó Soube pelo jornal da morte de Edmílson. Minha reação foi como a de qualquer pessoa normal diante da notícia da morte de um amigo: não quis acreditar, achei que era algum engano, que tinha lido errado. Não. Era verdade, era ele mesmo, assassinado com quatro tiros, todos nas costas. Assassinado por um covarde qualquer. Uma raiva enorme começou a me queimar por dentro, um maldito sentimento de impotência, de fracasso, de perda. Mataram meu amigo. No momento em que tudo estava mudando para ele, mudando para melhor. Tinha saído do anonimato, assinado um bom contrato, estava morando num lugar decente e três dos seus quatro sonhos estavam se concretizando: vestir a camisa 13 do Fluminense, ter um carro zero com motor 2.0 e pegar muita mulher boazuda e gostosa para foder adoidado. O quarto e último sonho continuava distante, mas não impossível — não mesmo, porque ele era muito bom: ser convocado para a Seleçâo Brasileira. Morrer aos 24 anos é muita sacanagem. Morrer com quatro tiro...