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Se a pré-venda é ruim, imagina se precisasse do pós...

20h51. Entrava em um pequeno centro comercial próximo a minha casa em 15 minutos. O sol e o calor forte que fazia durante a tarde de Porto Alegre me deixou prostrada em casa, sobre a cama, a cochilar. Então, deixei para sair ao anoitecer. E foi nesse horário que adentrei em uma loja da Rede de Farmácias Panvel. Na porta, um atendente com olhar questionador observava meu caminhar cadenciado e vagaroso. Fiquei intrigada no início, pois duvidei que, em pensamento, ele me queria longe do seu lugar de trabalho. Sim, a loja fechava às 21 horas.

Sua reza não deu certo. Entrei. E logo avistei a prateleira das tinturas. De primeira um tom avermelhado me conquistou. Na fileira debaixo, outro tom. E mais um. E em poucos minutos uma dúvida tomava minha mente. Concentração quebrada eu tive ao ouvir o som da porta de vidro sendo fechada e a placa de Fechado sendo estampada nela. E novamente sinto o olhar do atendente...

- Posso ajudá-la?
- Não, obrigada.

O rapaz bonito me deixou constrangida com o assédio. Ele queria ir embora e eu queria o tom certo de vermelho para os meus cabelos. Mas ele estava decidido a me constranger ainda mais. Se posicionei próximo a mim, a meu dispor... ignorei tanta serventia e voltei meus olhos para a indicação de resultados nas caixas que continha em mãos. Mãos, em poucos minutos, um outro rapaz, desta vez um que parecia o gerente, fez contato.

- Posso ajuda-la?

Pensei: não! A não ser que entenda de pigmentação avermelhada e da estrutura molecular do cabelo negro, mais do que eu, que pinto os cabelos há anos e com diversas marcas. Mas, não disse nada diferente do que havia pronunciado ao seu colega.

- Não, obrigada. (claro que tinha um tom de incredulidade na situação)

Escolhi a tinta, passei no corredor do lado, peguei outro produto que precisava e fui ao caixa. E claro, tinha que ser a mais apressada de todas. A mais impaciente.  A menos humorada. Dei os produtos e enquanto ela registrava, perguntei:

- Eu escolho o shampoo?

Sim,  a tintura fazia parte de uma promoção que dava direito a um shampoo da mesma marca. E no cartaz indicativo não dizia qual tipo e nem tamanho.

- Sim, é aquele vermelho ali da prateleira.

Disse a caixa indicando o local. E lá fui pegar o produto. Dei para ela, que comentou:

- Mas o da promoção é o pequeno.

Voltei e ali não tinha nenhum pequeno. Foi quando sua colega veio ajudar. Sim, por que nenhum dos dois outros solícitos rapazes vieram dar pitaco dessa vez... Pensei. Bom, estou no meu direito de cidadã e consumidora de exigir meu brinde. E o pseudo gerente deve saber disso.


A moça - que por sinal era a única dos quatro funcionários da loja que fazia seu trabalho com atenção e cordialidade - avisou ao “gerente” que não havia mais o produto na prateleira. Logo, voltei ao caixa e pensei: barraco ou parcimônia? Escolhi a segunda opção e me arrependi de não ter entrado nas Americanas, que ficava aberta até às 22h e que, certamente, não iria causar um desconforto e, até, um constrangimento.

Comentários

Jana GOSTOSA disse…
sim, eles te queriam fora da loja. conheço essas clientes que entram na loja faltando 9 min e querem ainda pesquisar.... isso é um sacoooo.
existe clientes que são chatos pra caralho.... é o meu caso, é o teu caso.
tu já pintou o cabelo de acaju antes, então deveria saber qual a marca que te agrada. aprende uma coisa comigo que fui ruiva por 15 anos, nenhuma, eu disse nenhuma marca de tinta consegue colocar na escala de " como esta a cor do teu cabelo e como vai ficar se pintar com a tonalidade 7.9 borgonnha", kkkkk.
isso é balela, teu cabelo nunca fica igual ao que diz na caixa.
esse teu andar cadenciado e vagaroso eu conheço, tu anda assim quando já a 3 horas atrasada ou no caso quando quer irritar os vendedores, kkkkkkkkkkkkkkk
mas devo confessar que ficou tri massa o acaju no teu cabelo
Nanda Assis disse…
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Jana DELICIA disse…
teu corte só lembra o da Veja. o raspado dela é para o outro lado, kkkk
Jana, SISSI, eu sou uma mulher contemporânea. Vivo trocando tons, cores, marcas... Acompanho os novos tempos, até por que a indústria capilar propicia isso. Por isto que não uso mais Acajú, desde a década de 90, amiga. Cai na real.
Nanda Assis, sua querida, Feliz 2014 também. Bjo

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