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Mostrando postagens de Maio, 2008

Jeito gaúcho de falar

O sotaque do gaúcho começo no gesto típico, repetido de geração em geração. Mas esse vocabulário diferente não é só de quem usa bota, bombachas ou vestido rodado. O gaúcho urbano também é gaudério, usando o termo que se refere ao comportamento típico do Rio Grande.

Nas ruas do Rio Grande do Sul não existem ladeiras. Só lombas. Nos cruzamentos, nem farol e nem semáforo. São as sinaleiras que coordenam o trânsito. E se o motorista não respeitar, é certo que dá pechada!

“É como quando duas pessoas estão andando na rua e se dão de encontro. Eles se pecharam”, disse o gaúcho.

E olha só que cusco brincalhão. Não, cusco não é o nome do cachorro. É como gaúcho chama o animal.

E tem mais: diferentemente da maioria dos outros lugares, o sanduíche não é misto quente, não. “É torrada. Vai queijo, presunto e margarina no pão”, falou o gaúcho.

E lá na padaria tem o que muitos podem achar estranho. “O pão da cesta é o cacetinho. Todo mundo pede pelo cacetinho”, contou Leila Maria Martins, balconista.

É is…

Onde há fumaça, há fogo...

...Já dizia minha avó. E por falar em avó, é da casa dela que tenho essas lembranças doce do fogão a lenha.
Quando era pequenininha... Sim, isso já foi possível, hehehe, passava as férias lá na casa da véia, em Cruz Alta. Uma cidade pequena, com a economia baseada na pecuária, onde a vida social era em galpões de CTG. Um baile era tudo para o povo de lá. Mas eu cresci longe disso. Não geograficamente, mas culturalmente. O que me interessava em ir para a casa da vó eram os doces que as 'tias véias' faziam; ir visitar os amigos que tinham vaquinhas nos quintais, para tirar leite e tomar o tal de apôjo - aquele leite grossinho, morno e espumoso que sai das tetas das vacas na segunda tirada. Eu, particularmente nem lembro mais o sabor desse leite, mas a festa que fazíamos para chegar a ter o leite na canequinha era o que contava para a criançada. E o medo então? Bah, eu nunca consegui fazer o negócio.
Mas, o que mais me divertia era mesmo o fogão a lenha. Não interessava a época: fo…

Incêndio na Perdigão de Videira

Indícios remetem focos de fogo nos compressores das câmaras frias da agroindústria. O sinistro começou na noite de quinta-feira (29), mas os bombeiros passaram a madrugada e o dia de sexta-feira (30) apagando pequenos focos. Ninguém se feriu.

Cor de Rosa e Carvão (14)

Título: "Espectros XXXII"

Arte impressionista impressiona mesmo!
Quem foi até o Centro de Eventos Vitória (Cevi) nessa semana pôde conferir o trabalho da artista plástica Aurélia Nattir de Bastos. Sob pinceladas com cores marcantes, a pintura da artista segue o estilo impressionista, surgido na França, no século XIX. Em tempos em que sofremos com a instabilidade na segurança pública e com o alto custo de vida, entre outros quesitos do nosso cotidiano, nada melhor do que nos deleitarmos com a beleza das artes plásticas. E a exposição de Nattir é assim: bela.
Antes de conferir a exposição, tive o prazer de conhecer a senhora de 76 anos, num breve momento em que ela estava com a família e amigos no Café Expresso Veneza, no Videira Shopping. De antemão ela me preveniu de que não esperasse fragilidade ou desenhos doces em suas obras. Então, de sobreaviso segui para o Cevi para me deleitar com as artes plásticas. Não estou habilitada a analisar a arte de ninguém, mas gosto de aprec…

Tudo pronto para as comemorações dos 200 anos de Imprensa

IMPRENSASexta-feira, 30 de Maio de 200818:55

A partir de uma iniciativa da Associação Riograndense de Imprensa, os 200 anos de implantação da Imprensa no Brasil serão comemorados durante uma semana de atividades, no período entre 2 e 7 de junho. O evento visa a provocar a reflexão sobre o papel do Jornalismo na sociedade atual e sua importância na formação do pensamento, da opinião e do comportamento. O Dia da Imprensa foi criado em 1999, com a publicação da lei 9.831, de 13 de setembro, e 1º de junho marca a data de veiculação da primeira edição do Correio Braziliense, jornal editado por Hipólito José da Costa em Londres, em 1808.

Na Associação Riograndense de Imprensa (ARI), a semana será repleta de atividades em comemoração ao bicentenário da imprensa brasileira. Com o apoio da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul e de entidades do setor, como o Sindicato dos Jornalistas e a Agert (Associação Gaúcha das Emissoras de Rádio e Televisão), a ARI pretende, com esta inicia…

Soberba

A soberba masculina eu só aceitaria dele:
Esse sim teria propriedade para a arrogância e o orgulho... Ah, que não me faria de rogada como a Peppers não!

O dom do silêncio

Hoje entendi a importância do silêncio. Palavras escritas ou ditas podem fazer mal a saúde emocional. E o dito popular “quem diz o que quer ouve o que não quer” também funciona. O que sei é que algumas vezes elas causam mágoas ao invés de dissipá-las, ofendem, transformam-se em mal entendidos, em agressões. Elas viram discussões ao invés de conversa.
Não quero mais saber disso. Não quero mais chorar por isso. Nunca fui do tipo de ficar feliz com discussões infrutíferas, embora sempre as tivesse mantido até agora. Talvez deva adquirir, em determinadas situações, o dom do silêncio.

Segunda-feira... Que legal!!!

Não. Não estou sendo irônica. Apenas tendo uma crise de Garfield ao contrário.
Acordei assim hoje: sem TPM (como sempre), sem dinheiro (como sempre, hehehe, mas com alguma possibilidade no final do dia - tb n vou fazer ponto), ainda com trabalhinhos atrasados (assisti TV o final de semana todinho e hj pela manhã tb) e sem pautas para hoje à tarde. Mas e daí? Está tudo bem! Eu estou bem, minha família está bem, meus amigos estão bem. Eu tenho um emprego, estou concorrendo a um prêmio de cincão (ainda vou para Floripa passar o findi me divertindo com amigos, com prêmio ganho ou não) e moro num apêlindão.
O que posso querer mais para começar bem uma segunda-feira? Um namorado? Tá, eu sempre quero mais mesmo... He he he, mesmo assim: Boa semana!

Mestre Cuca

O amigo de toda mulher ou homem que mora sozinho: Macarrão Instantâneo! Depois de dois dias almoçando o tão famoso Miojo ou o Macarrão Instantâneo da Mônica, a gente começa a adquirir prática e criatividade. Ou seja, o que deveria ser uma simples massinha mole e aguada e sem cor, se transforma numa deliciosa refeição.

Basta você adicionar legumes da sua preferência, ovos, queijo e cheiro verde e - voilà! Se quiser algo mais requintado (mesmo com um miojão) experimente adicionar tomates secos e subtrair os ovos - no meu caso em sempre os deixo. Poderia dizer até que tenho uma cruza com lagarto.


Depois de algumas adições você muda completamente a aparência do prato e o sabor do negócio. Sério!!! Mas, um alerta: vá na casa de um amigo ou no restaurante mais próximo a partir do quarto dia. Ou perca a preguiça e cozinhe! Seu paladar agradece...

Um bom ano

Max Skinner (Russell Crowe) é um investidor inglês sem muitos escrúpulos que vive somente para ganhar cada vez mais dinheiro. Quando seu tio Henry (Albert Finney), seu parente mais próximo, morre, ele herda sua vinícola na França. Quando viaja ao local para ajustar detalhes a fim de vendê-lo, Max acaba passando uma temporada no local, deixando-se seduzir pelo inebriante clima francês.
Assisti a pouco esse filme no Telecine Pipoca e achei muito meigo. Ele me lembrou de uma das poucas certezas que tenho na minha vida: de que vou morar na França, por dois lindos anos. Repito: Tenho absoluta certeza disso! A mesma certeza de que sabia que seria jornalista desde os 11 anos de idade. Putz! Lá se vão 22... Então, não é sonho ou ilusão; será a mais pura realidade.
Comecei a me preparar para isso há uns cinco anos. Comecei a estudar a língua na AllianceFrançaise de Porto Alegre e adorava. Tudo te remetia a história e a cultura francesa. Os eventos, as experiências dos colegas, a origem dos prof…

Curtas das últimas 24 horas

Assoviar e chupar manga
Definitivamente, estou me acabando de tanto trabalhar e e ir as aulas de espanhol e inglês e estudar espanhol e estudar inglês e cuidar de mim e cuidar do Sha e vadiar na internet e procurar os amigos e ainda ter que dormir. Mas, o mais pesado é editor matérias, apurar, escrever, produzir pautas e fazer chamadas e ainda ter criatividade para escrever uma coluna. Não dá para associar e chupar manga ao mesmo tempo... Não dá!

Churras Pocket
Já tenho a minha própria foto de Churras Pocket. O eventium de ontem foi um sucesso! Faltou carne, como o esperado, mas bebida tinha aos dardalhéus... Êta maravilha! O que também não faltou foi conversa fora. Falamos e falamos e falamos e falamos até o povo que vira abóbora ir embora (adoro vocês, mas esse lance de ir embora antes da meia-noite não é comigo, he he he. talvez tenha deva me unir as amigas do André).

Ressaca
O único problema da ressaca é que ela dá fome e para matar a fome tenho que cozinhar e para cozinhar tenho deixa…

Cor de Rosa (13)

Trânsito, em desenvolvimento constante

Mais uma vez me aproprio de impressões colhidas no exercício do meu ofício para tratar de um assunto que preocupa os cidadãos de Videira: o trânsito. Este é um tema que gera muitas reclamações, mas também deveria gerar reflexões por parte de cada um de nós.
Percebo que falta comprometimento por parte de condutores de veículos, pedestres, autoridades públicas e da sociedade civil organizada. Ficamos bestificados, muitas vezes, com a imprudência dos condutores no trânsito central e nas rodovias quando observamos diversas situações no dia-a-dia. Porém, também é justo falar que alguns pedestres também são irresponsáveis ao ponto de não considerarem seu comportamento nas vias públicas. Falta respeito de todos os lados e temos que ter consciência de que os problemas estão no sistema viário da cidade, na fiscalização e no comportamento humano. Eles não estão unilaterais.
Nos últimos dias foram apontados algumas ações que podem minimizar essa problemática. …

Churras Pocket

Para que entenda o mesmo conceito que eu de um churras pocket, pense num churras na lage. Pronto! É isso.
A partir de amanhã, todos os churras pocket aqui de casa vão ter fotitos próprias. Nada mais de "control C" e "control V". Somente fotos originais, graças a minha super Olympus X-775, que o Almeidão trouxe para mim, do país vizinho. Já estava mais do que na hora. Faz pouco tempo que tenho ela, mas fiz trocentas imagens, inclusive para o jornal. É uma delícia!!!
Então, feriadão para os mortais sortudos e felizes e final de semana comum para os operários como eu. Para comemorar, nada melhor do que um churras pocket. É isso, boa companhia, comida, bebida (essa não pode faltar) e som na vitrolinha.

P.S.: Churras Pocket tem o patrocínio de Odete e José - Huahuahua!

"Eu Mesmo Disse"

Não, não fui eu. Foi meu ex-fã - se é que um dia ele foi meu admirador secreto. Seu codinome era Eu Mesmo Disse (e sim, ele dizia muitas coisas legais). Assim ele assinava os comments neste blog, sempre com alguma observação pontual, inteligente, interessante, até que... Até que um dia ele se indignou por que eu falava mal de Videira e sumiu do mapa (ou está oculto ou assumiu sua identidade sem assumir a identidade anterior ou sei lá!). Eu, claro, fazia comparações lógicas e lúcidas para mim, sobre e infra-estrutura e a cultura daqui, pois era tudo estranho. Acho natural para quem vem de fora.

Hoje lembrei dele ao postar num blog de um amigo e me deu saudades. Aliás, tenho saudades de um monte de coisas... Estranho ter saudade de brigas virtuais né? Mas, na verdade, é do ato de debater. Essa coisa de troca de idéias, posturas, colocações, posições, hoje tão escondido nas pessoas. O que cada um pensa, cada um guarda pra si. E vai embolando no interior desse povo todo, formando uma bola …

Que venha o final de semana

Sim, é cedo. Eu sei. Mas estou antecipando a sensação de ficar de pés para cima, sem fazer absolutamente nada no final de semana. Minha mente precisa de silêncio, de calmaria, de tranqüilidade. Aceitaria apenas conversas amenas e sem sentido. Nada, mas nada mesmo, de conversas filosóficas, ideológicas, da vida. Não quero saber de mandar emails, escrever matérias, fazer trabalhos para a faculdade, apurar informações.

Tudo bem que para chegar nesse nível, terei, primeiro, que fazer tudo isso, afinal, hoje a recém é quarta-feira. Tenho uma noite de escritas para executar, outros para revisar. Tenho uma quinta-feira, feriado para os felizes mortais que não são jornalistas, de muito trabalho, tanto profissional como escolares. Tenho uma sexta-feira de fechamento de edição. Mais uma tarde de trabalhinhos da faculdade. Para então, no sábado, começar a relaxar... Momento este que será quebrado apenas para go to class the English. Mas, pasmem, mesmo não sendo a minha língua estrangeira preferid…
Na quinta-feira à noite eu embarquei para a cidade Porto dos Casais. No domingo (18) iria prestar concurso para a UFRGS. Tenho um séqüito de amigos, além de familiares, que clamam por minha volta à capital dos gaúchos, minha terra natal. E isso, não vou negar, também é um anseio meu, que, aos poucos, vou planejando.

Como sempre, foi bom estar em casa, embora a primeira impressão na chegada, enquanto esperava o Caldre Fião no ponto de ônibus, tenha sido estranha. Em dois anos de idas e voltas, a linha Caçador-Porto Alegre atrasou apenas duas vezes. Essa foi uma delas. Então, com apenas uma mochila de roupas, fui de busão pra casa. Na espera, coisa que não estou mais acostumada, percebi que olhava em volta, pasma, embasbacada, como se fosse uma interiorana pela primeira vez na cidade grande.

Sempre gostei de observar as pessoas, os grupos, as tribos. E Porto Alegre tem muitas delas, em todos os cantos. Talvez esse perfil pulverizado seja um dos encantos dos gaúchos; mesmo que na raiz, sej…

Cor de Rosa (12)

Sentado ou em pé, se espera ou paga o mesmo
Algumas coisas não mudam, nunca! Uma delas são as filas de espera atendimento nos caixas das instituições bancárias. É de praxe já. Véspera de feriados, pós-feriados; sextas-feiras, segundas e, é claro, dias de pagamento de benefícios ou de vencimentos de serviços públicos. Nos outros dias até pode haver menor movimento. Com sorte não se pega nem fila, não dá nem para esquentar o assento do banco.
Ah, os bancos... Há algum tempo os clientes ou consumidores de serviços bancários podem esperar sentados. Mas isso também cansa, também é falta de respeito com o cidadão, principalmente quando o tempo de espera é superior a 30 minutos. Pior é no Banco do Brasil, que nem cadeiras têm para a comodidade do cliente. No Besc tem bancos e dois guichês para o atendimento fácil para quem vai executar até duas operações. Ótimo. Mas também tem fila. De repente é até melhor retirar a senha para ser atendido nos caixas comuns.
Agora a Caixa é o recordista entr…

Amigos de infância

Danilo e Edgard (em cima), Janaína e Peterson

Eu tive a melhor infância. Meus pais me amaram, de deram casa, comida e roupa lavada também. Me educaram e hoje tenho valores inestimáveis para mim, que me orgulho de tê-los.

Foi na infância também que comecei a construção de amizades. Esses aí de cima, eu vejo pouco, mas são meus amigos de escola, mais propriamente dizendo: de coléginho! Falta ainda um bando de maloqueiros, tratantes, renegados e outros displicentes. Mas, o que vale é que a gente se diverte quando se encontra (principalmente Eu, a Jana e o Peterson - os baixinhos da foto, literalmente, sentados ou de pé eles ficariam na mesma altura, he he).

O que sei é que: Encontrar os amigos de infância, como os do Coléginho, não tem preço! Para todas as outras coisas, como viajar 1000 km, fazer um concurso 'forçado', ficar longe do Shazan, não ter dinheiro, andar de ônibus urbano (esperar ônibus); existem amigos, parentes e mastercard, claro...

Babylon

Zeca Baleiro

Baby!I'm so alone
Vamos pra Babylon!
Viver a pão-de-ló
E möet chandon
Vamos pra Babylon!
Vamos pra Babylon!...

Gozar!
Sem se preocupar com amanhã
Vamos pra Babylon
Baby! Baby! Babylon!...

Comprar o que houver
Au revoir ralé
Finesse s'il vous plait
Mon dieu je t'aime glamour
Manhattan by night
Passear de iate
Nos mares do pacífico sul...

Baby!I'm alive like
A Rolling Stone
Vamos pra Babylon
Vida é um souvenir
Made in Hong Kong
Vamos pra Babylon!
Vamos pra Babylon!...

Vem ser feliz
Ao lado deste bon vivant
Vamos pra Babylon
Baby! Baby! Babylon!...

De tudo provar
Champanhe, caviar
Scotch, escargot, rayban
Bye, bye miserê
Kaya now to me
O céu seja aqui
Minha religião é o prazer...

Não tenho dinheiro
Pra pagar a minha yoga
Não tenho dinheiro
Pra bancar a minha droga

Eu não tenho renda
Pra descolar a merenda
Cansei de ser duro
Vou botar minh'alma à venda...
Eu não tenho grana
Pra sair com o meu broto
Eu não compro roupa
Por isso que eu ando roto
Nada vem de graça
Nem o pão, nem a cachaça
Quero ser o caçador

Os Pretos Velhos

Os espíritos da humildade, sabedoria e paciência

Os Pretos Velhos são entidades cultuadas pelas religiões afro-brasileiras, em especial a Umbanda. Nos trabalhos espirituais desta religião, os médiuns encorporam entidades que possuem níveis de evolução e arquétipos próprios. Estas se dividem em três níveis: As Crianças – chamadas eres, ou ibejis, representam a pureza, a inocência, daí sua característica infantil. Os Caboclos – onde se incluem os Oguns, Boiadeiros, Caboclos e Caboclas, representam a força, a coragem, portanto apresentam a forma do adulto, do herói, do guerreiro ou soldado. Os Pretos Velhos – incluem os Tios e Tias, Pais e Mães, Avôs e Avós todos com a forma do idoso, do senhor de idade, do escravo. Sua forma idosa representa a sabedoria, o conhecimento, a fé. A sua característica de ex-escravo passa a simplicidade, a humildade, a benevolência e a crença no “poder maior”, no Divino.
A grande maioria dos terreiros de Umbanda, assim também suas entidades possuem a fé Cristã…

'Cirurgia de lipoaspiração?'

Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração?Uma coisa é saúde outra é obsessão.
O mundo pirou, enlouqueceu. Hoje, Deus é a auto imagem. Religião, é dieta. Fé, só na estética. Ritual é malhação. Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem.Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção. Roubar pode, envelhecer, não. Estria é caso de polícia. Celulite é falta de educação. Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso. A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem? A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem. Imagem, estética, medidas, beleza.
Nada mais importa. Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais impor…

Que bicho você é?

O homem sempre esteve integrado à natureza. Os animais representam nosso conjunto de potencialidades e instintos, que, ao serem assimilados, viram dons especiais. Reponda às perguntas e descubra o bicho que há dentro de você!
fazer o teste
"Eu sempre quis ser uma borboleta bem colorida ou uma gatinha manhosa, mas sou uma cachorra mesmo. Que legal ! ! !"
Sua nota é 19. Você é um cachorro, no bom sentido da palavra, é claro!

O cachorro é o amigo inseparável. Ele não consegue ficar longe dos amigos e adora festas e encontros. É o companheiro fiel que toda pessoa gostaria de ter sempre ao seu lado. Outra característica canina é ser o vigilante de sua casa. Você realmente gosta de tomar conta da sua família e proteger quem está ao seu redor. Coitado de quem invadir o seu espaço.
Entretanto, se você parar de pensar, encontrará uma certa dificuldade em ficar sozinho. O cachorro é capaz de ajudar os outros, mas não sabe lidar direito com os seus problemas. Talvez seja preciso abrir sua c…

Desafios da vida

Esta semana eu vi a capa da Revista Êxito, publicação mensal aqui de Videira, cuja matéria principal trata sobre os desafios de nossas vidas, que são frutos de nossas próprias escolhas. Confesso que fiquei um pouco chocada com essa constatação. É verdade. Nossos desafios são oriundos de nossas escolhas. Eu fiz a minha aos 11 anos de idade, quando decidi que seria uma comunicadora.
Estava então na 5ª série do primário e o sonho de uma guria de família pobre, que cresceu às margens de uma vila, era se formar em jornalismo. Mal sabia eu o que era ser uma jornalista, quais suas funções, ética profissional, desafios, cotidiano de um profissional da comunicação. Mal sabia eu quais eram as responsabilidades de se viver num mundo capitalista, socialmente incorreto; pois tinha a proteção dos meus pais até então.
Foi em 1985 que fiz a minha escolha e segui, ano após ano, a admirar âncoras de programas televisivos, a mirar-me no exemplo deles. Depois, no ensino médio, me aproximei do meio, buscan…

Cor de Rosa e Carvão (11)

Elemar Bresciani com o maestro Luiz Alves da Silva em Zurique (Suíça)
Formação de músicos é internacional
Os músicos de Videira têm sorte. Eles recebem apoio do executivo municipal e doações de instrumentos. E ainda está programado a construção da Casa da Cultura, que deverá ficar localizada no bairro Matriz, onde os músicos terão um espaço adequado para ensaiar e tomar aulas. Os promotores da cultura musical no município estão de parabéns em relação a esse setor.
Também está de parabéns a Associação Suíça em Prol da Escola de Música de Videira, de Zurique, e a Associação Videira Música Viva, da terra do vinho. As duas organizações levam anualmente um aluno de música daqui para se especializar na Suíça. Recebi por email a foto do estudante Elemar Bresciani, que é o aluno escolhido para participar de cursos de formação no exterior e de apresentações artísticas, com músicos de lá.
Elemar é trompista da Banda Municipal e maestro da Orquestra Doce no município. O jovem está lá, com os mais ex…

Curtas de hoje

O frio dos últimos dias, aliado a doença do Fred Astaire (putz, de novo!) e a falta de tempo tem me deixado longe de postar no Cor de Rosa e Carvão. Como sempre tenho mil idéias e sentimentos para expor, mas quando aqui chego, tudo some de mim, porque se não quisessem sair da minha cabeça e coração. Então, hoje, serei breve. Farei notinhas rápidas sobre o que aconteceu na última semana.

Cria no ninho


Meus caros amigos estão grávidos! Sim, a queridíssima Sandra Lara vai ser mãe. Por enquanto é zigoto, mas logo logo, digo, em torno de oito meses, o pardalito (a) vai surgiu para encantar os tios postiços. Só resta saber quem vai ser a criança dos três... A única certeza que tenho é: Querida, me mantenha longe dos balões surpresas do baby!
Minha pérola negra






Domingo é o Dia das Mães e meu peito aperta aqui em Videira ao saber que minha genitora estará em casa, sem a companhia de seus filhos. Estamos os três desgarrados, um em cada canto. Mas, o que mais me dói é não poder ir vê-la, passar o d…

Finished

tantos post assim, numa segunda-feira... tão estranhando né. os últimos tempos foram de abstinência no blog, um pouco no orkut e muito por e-mail. msn então, só o necessário.

pois então, conclui meu trabalho de conclusão da pós-graduação. não sei se ficou bom ou ruim (até sei), mas isso não importa. fechei um ciclo que estava me incomodando há muito tempo. agora estou livre de um compromisso comigo mesma. e ainda corro o risco de ter meu título de especialista em comunicação empresarial. que delícia!

esse era meu estopim para muitas coisas. agora é chegada a hora da decisão. estou preparada para isso. de repente, poderia tentar compreender mais uma meta. queria a oportunidade de ser professora universitária. mas a questão política aqui é muito forte. difícil entrar. a documentação também é extensa e isso ainda é um impedimento para mim. porém, esse objetivo ainda pode esperar, também pode ser em qualquer lugar.

só sei que tô feliz! and finished. ponto final.

Aqui jazia um sofá...

Sim, depois de um tempo sem, nós tínhamos um sofá. Não era nosso. Era emprestado, mas enquanto estava na nossa casa, era meu, da Silvitcha e até do Sha (ele deixou suas marcas nele. desculpe Jú, mais uma vez. quando enricar te dou um jogo novo).
Durante muito tempo o conjunto nos trouxe conforto. Ficou um inverno aqui em casa e antes de completar um ano, tivemos que devolver. Essa hora chegaria em algum momento, bem sabia disso, mas agora que havíamos descoberto que era só virar o dito cujo, puxar o outro e ficávamos todos confortáveis, jogando, bebendo, rindo; não queria mais me separar dele.
Agora estamos de novo com essa vastidão no nosso latifúndio... Um ambiente 'lounge' praticamente. Particularmente gosto e de novo me vem a vontade de ter uma mesa de pinball ali. Já meu amigo NeMo sonha em ter grana o suficiente para comprar uma casa para a sua mãe e uma mesa de sinuca para nós. Também seria uma delícia. Pronto! Éra só ligar a meia-lua e tava feito a "Boate Azul"…

Tabaco em pó

Ah, meu trabalho me diverti! No cotidiano do jornalismo, quando estou apurando as informações, encontro de tudo: gente normal, gente doida; assassino, polícia; travesti e religiosas. Tem até um senhor, cheirador de rapé.
É o seu Willi. Ele é um velhinho alemão, simpático, com forte sutaque que denuncia sua origem. Ó conheci hoje. No meio de uma entrevista, onde ele entrou de gaiato, puxou do bolso o porta fumo em pó dele e deu uma cheirada.
"Eu nunca fiquei resfriado ou doente fumando rapé. Esse eu ganhei (n lembro de onde veio o fumo, mas era importado), mas eu também faço. Ontem mesmo foi a Jussara lá buscar. Olha o cartão dela aqui. Ela é massoterapeuta", disse o alemão.
Divirtido o senhor, que tem várias manias, além de cheirar o pó perfumado e fino, quase uma poeira. E advinhem, ele me ofereceu e eu aceitei. Pus no dorso da mão, entre o polegar e o indicador e mandei ver no narigão chato. A inexperiência me fez cheirar tudo numa narina só. Não tenho a prática do velhinho,…

Bar de Guampas

Ele vinha sorridente, no sentido oposto do passeio. Ela vinha distraída, ouvindo suas músicas, até que ficaram frente-a-frente.
- Nossa, que alegria te ver.
- Oi, quanto tempo...
- Pois é. Eu não tô mais morando aqui. Fui embora. Levei um par de guampas e agora tô morando em Pexinguinha.
Ela refletia sobre a informação. Não entendia porque ele dizia que tinha ido embora, se Pexinguinha é tão perto. Fica a menos de 30 quilômetros de Gonzaguinha... É quase um distrito daqui, se não fosse a quantidade de habitantes e o tamanho do município, que é quase o mesmo.
- Ah, que massa. Parabéns! Mas qual é o nome mesmo? Bar de Guampas?
Que doido deve ser esse lugar. Um bar para corno... Bom, negócio é negócio.
- Não, levei um par de guampas, por isso fui embora. E tu, tá sozinha?
- Ah, desculpe, tinha entendido que havia aberto um Bar de Guampas. Putz! Que chato isso...
Melhor terminar logo essa conversa. O assunto, além de confuso, tá ficando perigoso. Põe aquele sorriso no rosto, mente logo e vai embor…
amar é... ouvir Roberto Carlos numa tarde de inverno. (e não ficar triste) * * * Todos Estão Surdos Desde o começo do mundo Que o homem sonha com a paz Ela está dentro dele mesmo Ele tem a paz e não sabe É só fechar os olhos e olhar pra dentro de si mesmo Tanta gente se esqueceu Que a verdade não mudou Quando a paz foi ensinada Pouca gente escutou Meu Amigo volte logo Venha ensinar meu povo O amor é importante Vem dizer tudo de novo Outro dia, um cabeludo falou: "Não importam os motivos da guerra A paz ainda é mais importante que eles." Esta frase vive nos cabelos encaracolados Das cucas maravilhosas Mas se perdeu no labirinto Dos pensamentos poluídos pela falta de amor. Muita gente não ouviu porque não quis ouvir Eles estão surdos! Tanta gente se esqueceu Que o amor só traz o bem Que a covardia é surda E só ouve o que convém Mas meu Amigo volte logo Vem olhar pelo meu povo O amor é importante Vem dizer tudo de novo Um dia o ar se encheu de amor E em todo o seu esplendor as vozes cantaram. Seu canto ecoou pelos…

quando o pensamento vagueia, dá nisso...

"eu não tô nem aí pro que dizem. eu quero é ser feliz"
(Jorge Vercilo)

não é novidade eu falar com as paredes, com a comida, com o Shazan ou comigo. isso é mais que normal. o que não tá em mim é pensar no futuro. mais especificamente sobre relacionamentos, localização, objetos, lar.

tá, vou ser clara. fazem alguns meses que fico imaginando, desejando e querendo ter minha própria casa. meu lar. onde eu entrasse no ambiente e visse meus móveis, aqueles que eu gostei e comprei - provavelmente com cores berrantes e desconexas, he he. que quando entrasse na cozinha e quebrasse copos, pratos e tigelas, fizesse uma cara feia, do tipo: "puta merda, mais um!", juntasse os cacos (ou não) e sorrisse. lugar onde eu colocar objetos de decoração no lugar em que sempre quis por.
depois de um tempo isso tudo passou. sou acomodada, às vezes prática, às vezes realista. tudo isso me conteve. só que nos últimos dias o pensamento se aprofundou. fiquei imaginando um lugar, uma cidade, onde…

tipo Bridget Jones

segunda-feira, 28 de abril:

nenhuma gafe cometida no final de semana (aparentemente)

- um trabalho de conclusão de pós inacabado
- 2 kg a mais (que aquelas 7 mil gramas comentado em outro post)
- frio intenso
- sem dinheiro, sem tempo e cansada

quarta-feira, 30 de abril:

véspera de feriado

- no desenvolvimento do processo produtivo
- rejeitei noite laranja (baile do chope em 13 Tílias)
- um zumbi pela casa
- prazo prolongado até segunda 5 para o TC

quinta-feira, 1º de maio:

feriado do Dia do Trabalhador

- me acabei de tanto escrever minhas matérias
- só fumo e bebo (mas isso n é novidade)
- e como doces em excesso (minha ansiedade adora guloseimas

sábado, 3 de maio:

aniversário da Marcita, minha amiga do peito

- acéfala
- sem namorado
- e sem vontade de terminar a porra do TC da pós
- comprei + 20 cigarros
- o vinho tá no final, o tempo estranho e o vale da semana passada acabou hj

Cor de Rosa (10)

O que Videira NÃO tem? Tem um trocadilho insano que cai bem para o momento. “Tudo na vida passa, até uva passa”. Assim está a efetivo da Polícia Civil na região. Já passaram por aqui, em menos de um ano, dois delegados. Um para a Videira e outro para Tangará, que já não compõem mais o efetivo policial da 9ª região. O mesmo aconteceu com dois investigadores, que assim como chegaram, foram embora; rapidamente. Já o terceiro deles tomou uma decisão mais radical e tirou a própria vida.

Fico pensando comigo, o que Videira não tem para fazer com que as pessoas não consigam permanecer por aqui... Confesso que vim para a cidade em conseqüência de uma oportunidade que não tive em Porto Alegre. O processo de adaptação foi longo, mas com disposição e vontade tudo se resolve. Mesmo que as realidades sejam diferentes, incomparáveis até, mas com o tempo descobri que aqui tem muitas vantagens que os grandes centros não têm e que os superam até. O que não deve ter acontecido com, pelo menos, os quatr…