domingo, 29 de julho de 2012

Armistício

Chorei copiosamente vendo Marley hoje à tarde. Doeu-me ao lembrar que o tempo de vida dos animais é grandiosamente menor que os nossos. Logo, vivemos o suficiente para sofrer por vários animais de estimação. Passamos pelo rito da perda várias vezes e nunca aprendemos com esses momentos. Nunca...

Eu tenho paz em mim em grande parte do tempo. Na maioria dos dias. Às vezes, por mais de um mês consecutivo. Mas, também às vezes, o armistício acaba. O tratado é cancelado e a saudade volta a se digladiar dentro de mim quando olho ao meu lado e não vejo mais a presença física de quem amo. Seja por que morreu e nunca, mas nunca mais verei com a consciência mundana ou humana que conheço agora. Ou seja por que rompi os laços da amizade, do amor...

É tão estranho viver só de lembranças dessas pessoas. Mesmo que sejam bons momentos. Buscamos com o olhar os locais antes receptivos aos queridos e está tudo assim, seguindo igual, mas com aquele vazio, aquela ausência.

Por oras e dias fico sem querer sentir saudades. Por dias, semanas e meses consigo alcançar essa meta É a trégua.

4 comentários:

Silvia Angélica Palma disse...

Saudade. Eu também sofro deste mal. Bem disse um poeta que "saudade temos é dos pedaços de nós que ficam pelo caminho". E viver sem pedaços é mesmo difícil. Boa semana garota.

Cor de Rosa e Carvão disse...

Às vezes ela é mais forte e me desequilibra.

jana disse...

ufa, não sou a única maluca que chora vendo marley.... chorei com o livro, chorei com o filme pela segunda vez...
saudades, eu tenho saudades até de quem está muito bem vivo e por uma dessas ironias do destino faz parte da minha vida mas mora longe...

Anônimo disse...

Vixi, lendo este texto me deu saudade d vc amigaaaaaa...

bjóks Sandra Lara