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Mostrando postagens com o rótulo Cotidiano

Sóis

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Sexta-feira de manhã. Não precisei abrir o aplicativo que controla meu ciclo menstrual para saber que estava de TPM. O mau humor era latente e já o percebia insuportável até para mim. E chovia. Muito. Dia perfeito para ficar em casa, hibernando, como costumo definir dias e este estado de espírito. Mas não. Tinha que encontrar um amigo-cliente, que ontem estava sem comunicação via smartphone. Não havia escapatória. Teria que ir. Fechava assim meu período de pré-aniversário, antecipadamente. Não suportaria mais uma semana. Teria eu mesmo que dar o start em novas energias e começar Setembro com os dois pés direitos. E hoje, no primeiro dia do mês, ainda cinza e molhado por aqui no Sul do país, um novo sol surgia. Mesmo que ainda de TPM, a virada do mês sopra em mim mudanças. Novos tempos. Renovação. Fiz a mesma coisa que nos últimos sábados do calendário letivo. Acordei, peguei a mochila gasta e sai respirando o ar úmido e cheio de partículas de vida e possibilidades den...

Ode aos detalhes do cotidiano

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Foto: Marcelo Oliveira Porto Alegre, 6 de julho de 2018. Cotidiano Vinha distraída pelo caminho, como acontece sempre que decido fazer o trajeto a pé. Foco o pensamento na agenda do dia, no que tenho que fazer em seguida, e ando. Resolvo o que dá para resolver. Mas, de repente, mudei. Agi diferente. Em dias de chuva às pessoas ficam nervosas, ansiosas. Algumas até melancólicas. Comecei a ficar mais atenta.  Cuidava o trânsito; desviava de pessoas e seus cães pelas calçadas úmidas ou irregulares.  “Engraçado!” Um homem de seus 50 anos levava um cão pela guia por um passeio estreito de pedras. O mesmo em que estava, aliás. Ele deve ter pensado que iria parar para deixa-los à vontade. Não queria. Mas fui condicionada a ser gentil ou servil com o próximo. (Naquele momento eu era essa próxima) Cedi. Sem sapatos impermeáveis, o normal seria dar a preferência a quem seria mais afetado por poças d’água, lama ou buracos. A lógica e a educação guiavam meus pensamen...

Dietando: Dança aérea é motivação!

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Como perceberam, o diário da dieta não foi publicado nas últimas segundas, quartas e sextas. Vi que era muita coisa. Vocês iriam ficar entediados rapidamente. Eu já fiquei. Por isso, mudei de ideia. Agora eles serão publicados uma vez por semana. Ou não! "Cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar." Machado de Assis

Pasmem! Eu faço pilako.

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Minha mãe tinha razão. O problema não é praticar Pilako – como ela dizia. É se manter sobre a bola, apoiá-la nas costas, pressionar entre as pernas.  Êta coisa mais difícil! Ainda se fossem duas bolas, eu até faria com prazer. Com prazer...

Emagrece que cresce!

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Eu tenho um emprego novo. E colegas novos em sua maioria e, no meio deles, duas amigas. Uma delas divide a área de trabalho comigo. Tem a paciência de me explicar toda a dinâmica do nosso cotidiano e nem se cansa de repetir. Na verdade deve estar cansada de falar pela 19ª vez a mesma coisa, mas é paciente. E agradeço por ter calma comigo. Então, essa mesma amiga e colega pega o ônibus comigo, ou uma carona para a civilização quando estou de Bólido. Hoje, nossa rotina ganhou mais uma persona. A colega da editoria de Polícia. Comentava com elas sobre o fato do Krust, um ex affair, ter realizado uma bariátrica hoje. Disse-lhes que eu continuaria gorda a ter que passar por um processo tão invasivo. Arriscado mesmo. E que, ao final, ainda assustador com tanta pele extra. Como na minha vida tudo acontece, saíamos do pátio da empresa, e eu a tagarelar sobre o meu aniversário de 2015, quando outra amiga pediu a um dos queridos presentes, com então pouco mais de um ano de bariátrica, p...

Atualizando...

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Os dias passam voando. Como sempre tem sido nos últimos tempos. As pessoas, e me incluo nessa observação, estão sempre apressadas, correndo, atrasadas, ou querendo ganhar tempo... Sabe-se lá para que... E me arrisco a dizer que, se não for para conviver com a família e amigos, confraternizar, não vale a pena. Mas bem, deixa eu atualizar. Dar uma geral em tudo que aconteceu nas últimas semanas. Sexta-feira, dia 8. Um ogro bateu no meu carro. Estava dirigindo para um compromisso, no sentido centro-bairro, sinalizei, permaneci na mesma pista, mas convergi. Só que o motorista da pista ao lado, que deveria seguir na mesma faixa, decidiu que queria subir o viaduto. E pronto, cabum! Lateral traseira amassada. Segunda-feira, dia 11. Meus clientes decretaram greve e minha semana inicia sob forte agito do movimento sindical. Uma delícia para quem estava há um ano e meio sem se envolver com mídia, releases, divulgação, redes sociais, contatos... Quarta-feira, dia 13. Missa de três m...

Mais amor, menos planilhas

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Quando se passa um tempo em hospital, nosso comportamento perante a vida (e sobre ela) muda. Adotamos novos valores.  Aliás, a busca pela saúde faz isso com a gente. Muda nossa visão. A possibilidade da morte é inerente. No entanto, a proximidade dela, sua vigília, ou sua visita aos vizinhos nos mete medo, nos choca e até nos motiva. Dá forças para continuar lutando. Traz à tona detalhes latentes, como o papel das enfermeiras. Dezessete dias nos faz conhecer o staff da saúde completo. As picuinhas, divergências, as associações e amizades... A gente conhece as pessoas de bem, a rotina médica, o cotidiano do pessoal da higienização. E, de novo, o papel das enfermeiras. Elas lidam com papeis mais do que com gente. Penso eu que quatro anos intensos de estudos, pós-graduação, mestrado, doutorado para os corajosos, é empenho demais para que tu se pare atrás de uma escrivaninha, coordenando a equipe do turno do dia ou da noite. Mediando relações interpessoais entre colegas e co...

Dei um tempo

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Ontem (quinta 6/8) dei um tempo. Um tempo nos problemas e no jejum da cerveja. Faz um calor do caralho aqui no Porto dos Casais. E precisa ver meus amigos. Então sai. Sai da privação por cevada e me enchi de lúpulo cremoso. O saldo foi: três canecas de Ipa da Imigração (adoro), três longneck de Budweiser, vários cigarros de menta, um laricão do cacete, e, noutro dia, uma ressaca leve acompanhada de palpitações nervosas. Só pode... Em contrapartida, dei risada. Muita risada. A Mari e a Jana são ótimas parceiras de copo e de bobagens. O Luiz é um querido e estava desde o verão sem vê-lo. Precisava articular o laço, azeitar. Depois, tive que compartilhar minha big ideia com eles. Aliás, precisei solicitar apoio dos amigos, companhia também. Sei que, ao certo, só uma vai topar a executar meu plano. Mas é uma parceria de peso. Então galera, e Big Brother Brasil 2016, preparem-se, aí vamos eu e a Jana. Rá! (Disse que era uma big ideia.) Claro, se passarmos pela seleção regional que ...

Sobre mulheres gordas e homens magros

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Uma das belas mulheres gordas de Fernando Botero (colombiano) Alguns homens que não sentem atração por mulheres gordas, e são idiotas, tendem a fazer piadas discriminatórias com elas e entre seus amigos. Brincadeirinhas essas que têm a ideia de sacanear o parceiro. Então, eles te chamam e apontam para o companheiro, ao mesmo tempo em que dizem alguma coisa do tipo (com aquela expressão de riso no rosto...): - Meu amigo gostou de ti e quer falar contigo. Isso acontece comigo. E agora não fico mais em dúvida sobre o que fazer. Chego na roda de amigos, mas me aproximo do cara sorridente e olho para o candidato. E digo algo do tipo para os dois [com a minha expressão (vingativa) de riso  no rosto], mas que dá para os coleguinhas ouvirem também: - É mesmo? E ele tem pau pequeno como tu deve ter? Inesperadamente a brincadeira acaba para eles. E por alguns instantes, em que aproveito para me deleitar com a réplica, surge o silêncio no grupo... Nesse momento, eu p...

Menos é mais. Lembre-se!

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Não quero me gabar não, mas sou uma pessoa fácil de aturar as chatices alheias. E de vivê-las também, por um longo tempo, sem ficar incomodada.  Mas, às vezes, as pessoas conseguem ser tão banalmente chatas, e inoportunas, e vaidosas, e arrogantes, enfim, elas mesmas, que fica difícil de aturar. Tudo junto e misturado então, é chato demais. Logo, a dica é: mais humildade pessoal. Ninguém consegue ser o sabe-tudo ou o melhor em tudo. Por favor...

Eu me prometo

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Estava aqui, tentando organizar meu livro­ caixa pela quarta vez nas últimas semanas, nos últimos três meses na verdade. De repente, comecei a divagar pelas redes sociais. E deixei de lado essa tarefa que é um desafio para mim há algum tempo. Então, agora, quando cansei de expor minha figura pela web, sinto me cansada para tal tarefa.  Chego a conclusão que preciso de metas pessoais, particulares, de autoorganização mesmo. Quanto mais retardo decisões, atos, atividades, tarefas, mais me prejudico. Tenho persebido de forma cada vez mais intensa.  Confesso que executar certas coisas é tão difícil quanto não comer chocolate. Consegui parar de fumar. Não foi nenhuma dificuldade enfrentar a abstinência da nicotina e demais compostos. Mas, por exemplo, fazer dieta é algo que não consigo. Preciso fazer tantas concessões para isso, como evitar doces e fugir do chocolate ao leite. No entanto, sou capaz de tantas outras coisas...  Há cinco anos descobri que sou uma mul...

Amor tem CEP ou IP?

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Foi a Drika Cake que fez esse bolo lindo , veja outros aqui Os tempos mudam tudo. Até a forma que nos relacionamos com as pessoas. Que se ama, digamos assim. Hoje em dia não é difícil de ouvir das pessoas a forma mais atual de como conheceram os maridos. Adeus fila do supermercado, balada, festa de família, escola ou faculdade, CLJ... Há muito tempo o lance é a internet e seus aplicativos. E sim, eu aderi às novas modalidades faz tempo. Na semana passada, minha terapeuta lembrou das antigas agências de casamento . Tu pagava para que uma pessoa buscasse possibilidades de acordo com o perfil pré estipulado por um candidato. - Por favor, eu quero me apaixonar e casar por um homem alto, bem estabelecido, de nível superior, que goste de viajar, de aventuras, que não fume, mas pode beber socialmente. Ele não pode ter filhos, ou que tenha apenas um filho, mas disposto a adotar um ou mais crianças caso eu ou ele não possamos ser pais biológicos. O candidato tem que te...

Duas decisões e uma toalha no chão

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Às 8 horas da manhã, ao cruzar o portão do estacionamento - que praticamente posso chamar de meu -, tomei uma decisão:  - Não vou mais transar com o Vizinho e nem vou perder mais uma aula na academia.   Respeito decisões matinais, assim como respeito decisões de aniversário. É quase que uma promessa. Uma “autopromessa”. E foi assim, decidida que comecei o dia, rumo à terapia.  À noite, 12 horas depois, cumpria a segunda delas. A primeira jura será mais fácil. Cansei do Vizinho, embora suas qualidades [ou melhor dizendo, seu dote] possam me por em tentação no pensamento, nas lembranças.  Só que hoje, a única tentação que corria o risco era a de um ombro amigo. Um convite qualquer para beber ou um sorriso mal intencionado me tiraria do prumo, pois estou exausta. Chateei-me com o desrespeito. Com a falta de profissionalismo de algumas pessoas e seu oportunismo.  Fatiguei de gente falsa e fofoqueira. De observações camaradas, em público,...

Perigo: Dia dos Namorados

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Selfie no banheiro da firma Passei incólume pelo Dia dos Namorados. Talvez por que tivesse muita coisa para fazer no expediente reduzido da firma. Ou por que fosse dia da abertura oficial da Copa Mundo no Brasil e quisesse fugir dos locais das manifestações, me acomodando numa mesa de bar com petiscos, cerveja e um telão com a bola rolando. Ou, simplesmente, por que não estava preocupada se estava sozinha ou acompanhada, pois, apesar de querer um relacionamento estável, estou bem. Todas as alternativas acima também é uma hipótese. A mais provável inclusive. Literalmente, a completa.  Mas, “se o clima é pra romance eu vou deixar correr”.   É assim que estou. “Se eu tenho alguma chance, a noite vai dizer”. Ou o dia.

40 à vista

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http://souperolanegra.tumblr.com/ Túnel Verde na RS040 em janeiro de 2014 Há uma luz ao fim do túnel. Do Sol.  A energia elétrica tem um custo alto demais para a humanidade e o meio ambiente, para ligar o interruptor. Melhor deixar a natureza seguir seu curso. Em mim também.

Trim Trim Trimmm!

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Não tem jeito. Os 10 minutos a mais na cama se transformam em 20 a mais depois do expediente. Tenho que compensar. Pior. Compensar um tempo que nem dormi, por que o despertador da vizinha de cima não me deixa. A tiazinha coloca o celular no nível turbo do vibracall e, às 6h05 todo o prédio deve pensar que está acontecendo um terremoto em Porto Alegre.  Certamente, 9.0 na Escala Richter “dos gaúchos”. Então eu fico alguns segundos tentando entender o que está acontecendo... E contando quantas vezes vai tremer o teto, até a dorminhoca do segundo piso despertar. Por que a de baixo, a essa altura, já entendeu que não tem arrego, nem no relógio alheio.

Longe demais...

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Houve tempos em que não ficava um dia sem postar aqui. Aliás, chegava a acordar mais cedo ou dormir mais tarde para isso. E também não foram poucas às vezes em que escrevia dois, três textos por dia...  Era quase uma produção em série. Saudades... Houve momentos em que precisei olhar mais pra mim, me medicar, e novamente deixei o Cor de Rosa de lado. Hoje, a minha justificativa é outra. Não consigo manter os olhos abertos depois da meia noite. Aliás, depois das 23 horas. Às vezes não consigo manter os olhos atentos e abertos, principalmente, no trabalho. Já até paguei mico de ser surpreendida pela chefe, num cochilo gostoso e reparador. Atualmente, não consigo vir aqui com freqüência por causa do serviço e dos frilas. Eu acordo cedo demais e durmo tarde demais. No meio disso tem o sono: e minhas atividades profissionais e sociais. Sim, também não tenho tido tempo para ver, conversar e sair com meus amigos. Os domingos de sol no parque já deixaram de ser cogitados por mim e...

Paixão de passageiros

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7h14. Quem não se atreveria a sentar no trem? Ninguém. Até eu que fui a última e embarcar consegui um assento privilegiado. Nem mesmo o rapaz magrelo, que depois de passar de vagão em vagão, encontrou a razão do seu afeto, estabelecida ao meu lado. A moça, até então bem tranquila e confortável no banco coletivo, logo buscou espaço para receber o fã temporão, que guardava a mochila no bagageiro. A  paquera começou emocionada, assim como as “bundadas” na lateral do meu avantajado corpo. De minuto a minuto, recebia espiadas com desagrado e os pequenos empurrões. De certo ela pensava: “Vou empurrar a gorda, ela não sente mesmo”. Eu, que sigo a #EtiquetaUrbana, me aconcheguei no meu grosso casaco, fechei os olhos e fingi não sentir mesmo.

Novidades e futilidades

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Tenho várias novidades, tri boas, para contar. Mas vou começar pelas fúteis, que gosto mais. Eu, linda, leve [só na alma] e solta agora possuo um lindo par de brincos cor de rosa em resina e metal, além de uma pulseira de strass com acabamento em metal dourado e trançado num cordão fino cor nude. Adoro falar essa cor: nude! Nessa semana, meu colega voltou de férias. Aliás, na tarde de quarta-feira de cinzas a sala estava florida de todas as espécies. Equipe completa e presente, cheia de energia e bom humor. Gostei! E sim, essa é a novidade principal que tenho para contar [e nada fútil]: Estou empregada! Logo, tenho colegas de trabalho. Pois então, esse colega largou um comentário da sua mesa, que fica em diagonal a porta da assessoria. - A colega ali da frente é toda nude! Eu sorri, prevendo que em breve o viria algo debochado. - É. Ela é nude. A expressão dela é nude, a pele dela também e os cabelos completam o quadro. Olhei de reslaio para a guria, pois estava ...

Diarista com glaucoma

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Nos últimos 20 e poucos dias minha vida pouca coisa mudou. Ou nada! E, inclusive, penso que estou me tornando previsível. E, ao que me parece, não vai ser no inverno que esta rotina que vou lhe apresentar irá se alterar. Mas não entenda essas palavras como desânimo ou pessimismo. Elas se tornarão agora apenas um relato simples da realidade de uma mulher comum, de quase 37 anos, sem filhos, solteira, formada em jornalismo, desempregada, por hora diarista do condomínio onde mora, gorda, com glaucoma no olho direito, em abstinência sexual e tutora de dois gatos. Vamos lá! O bom de se ter compromisso, seja qual for, é impor responsabilidade, horário, ter mobilidade e, de quebra, dinheiro. Meu amigo Peterson disse-me ontem que se a grana dá para pagar a cachaça e financiar uma viagem ao ano para a Bahia, já vale o esforço físico. Como sou cachaceira e sempre quis viajar muito, concordei com ele. O único problema mesmo é que nunca gostei das lidas domésticas. Mas sei fazer. Não! Não sei não....