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Postagens

Mostrando postagens de Outubro, 2007

Divinha em camadas

by Alessandro Leivas (meu amigo)

Coca light, requeijão, pão de forma e chocolate
Base em bastão, sombras coloridas
Shampoo vagabundo e um belo batom

"Birety sem noção"

Unhas não pintadas
Cutículas arrancadas
Mão gelada
Um rosto no espelho
TV ligada.

"Uma mulher apaixonada"

Sapato alto
Decote ousado
Sacola nas mãos
Um olhar assustado

"- Ela tem sempre razão."

Três da madrugada
Água quente
Ela está acordada
Tristeza estridente
Som ligado

"- Um homem é amado"

Coisas novas

Não sei o que está acontecendo. Nunca quis adquirir nada aqui em Videira, que não pudesse carregar depois. Há 21 meses eu guardo roupas em uma caixa de papelão. Calçados também. E até pouco tempo ainda depositava o Fred sobre uma banqueta de madeira mal construída, que trouxe "emprestada" do outro prédio, onde morava. Sentava então sobre um poof em napa, que poderia retirar o miolo e levá-lo para onde quisesse, caso precisasse. Era desconfortável digitar por horas e horas assim, mas pra que comprar móveis quando se pensava em picar a mula a cada dois dias?
Porém, aos poucos isso foi mudando. Primeiro veio o Shazan, meu felino, que não pode ser levado para qualquer lado e de qualquer jeito. Depois, dizem que gatos não se mudam... Depois, pensei no meu conforto e decidi comprar uma mesa para o computador (usada, claro) e comprei. Ela é bem conservada, saiu baratérrima e ainda acomodou todos os meus badulaques (quase todos, hehehe). Até o Sha se abanca nela quando quer ficar per…

Lordy II

1
Eu cresci assistindo aos filmes de Benji. Esse cachorrinho fofo aí da foto. Adorava! Como em casa eu tinha o Lordy, meu cão mais fofo ainda, sempre me identificava com o personagem secundário, ou seja, o dono ou a dona do Benji. Quando o filme terminava costumava inventar alguma super missão para mim e o Lordy, que era um companheiro fiel, pois sempre me acompanhava nas minhas aventuras pelo bairro. Era nesses momentos que ele perdia o seu nome de batismo e era chamado de Benji, como o cão ator.
Nós moravamos numa casa emprestada por meu tio, que há muitos anos já residia em Curitiba. Ela ficava na Rua Batista Xavier, no bairro Partenon, em Porto Alegre. Foi numa casa de madeira, cuja base era de pedra, que eu cresci e vivi momentos felizes da minha big infância (por isso e pela casa da minha avó, em Cruz Alta, que sou apaixonada por casas de madeira). Ela era velha, mas por muitos e muitos anos nos abrigou, até que meus tios decidiram vender a propriedade. Foi então que meu pai comp…

A Incerteza do Talvez

by Carlos Drummond de Andrade

Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata, trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar uma alma. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

Dia universal do Te Amo

Não sei se é verdade ou se é mentira.
Mas um dia assim poderia ser todos os dias. Deveria ser todos os dias. Pelo sim ou pelo não, aí vai: TE AMO!!!

Ground zero

Espiei o relógio, 0:00, um momento feito inteiro de zeros no relógio digital. Fiquei ali matutando os segundos que iam rítmicos e sem pressa rumo ao inevitável.
Logo eu, que insisto em não ter relógios. Bem que podia ser 16:35, 23:55, um tempo gregoriano qualquer que ao menos mencionasse meus números de sorte. Mas não. Nessa vez que inadvertidamente mirei o bicho, ele mostrou logo isso: Zero, dois pontos, zero, zero.
Raro fitar o desenho do zero seguido de outros seus, acho que só lembro de fazê-lo uma vez por ano e, mesmo assim, forçando uma barra: É quando todos os meios de comunicação alardeiam o quanto deixamos de fazer nas imensas horas tiquetaqueadas pelo relógio no ano que passou, e o quanto devemos mudar, e o quanto somos ineficazes em nossos projetos e que a hora de balanço chegou e isso e aquilo outro...
Aí o número no relógio digital girou, virou outro número, vítima rítmica e inevitável de sua natureza. E com ele a minha pressa em não pensar mais nisso. *** *** O Xuxú pediu pa…
Assim andam minhas tardes nos últimos dias: comendo rosquinhas, hehehe!

Então tá né...

Tá tudo na mesma. Ainda confusa, sem alternativas e esperando o tempo passar para que tudo volte ao normal de bem antigamente. Essa foi a única sugestão feita que me parece mais lógica até então. Esperar tudo voltar ao normal... É assim que funcionava e parece que assim vai continuar funcionando.
Depois de uma conversa repetitiva para mim, onde fiquei com perguntas sem respostas, dei-me conta de que pouca coisa vai mudar, embora o esforço e boa vontade apresentados. Como, às vezes, sou humilde, isso já me deixou feliz. Porém, estou descrente, e por outro lado, se antes ainda tinha esperanças, elas agora estão na UTI, sem doador de sangue. Foi fechada a porta mais uma vez para mim... É isso que acontece quando um elefante entra numa loja de cristal. Sempre quebra algo. Fiquei muda várias vezes do lado de cá. Sem saber o que pensar e principalmente como agir.
Enfim, o negócio é continuar se esforçando, e tenho feito fervorosamente, e torcer para que tudo se resolva da melhor forma possíve…

O racismo premiado

18/10/2007 - 09h34 Africano é menos inteligente, diz Nobel RAFAEL GARCIA da Folha de S.Paulo

1 Uma entrevista do biólogo James Watson, 79, com declarações racistasanteontem a um jornal britânico atraiu uma enxurrada de críticas decientistas, sociólogos, políticos e ativistas de direitos humanos. Watson, ganhador do Prêmio Nobel por ter descoberto a estrutura do DNAjuntamente com Francis Crick, em 1953, afirmou ao jornal britânico "TheSunday Times" que africanos são menos inteligentes do que ocidentais e, emrazão disso, se declarou pessimista em relação ao futuro da África. "Todas as nossas políticas sociais são baseadas no fato de que ainteligência deles [dos negros] é igual à nossa, apesar de todos os testesdizerem que não", afirmou o cientista. "Pessoas que já lidaram comempregados negros não acreditam que isso [a igualdade de inteligência] sejaverdade." A declaração verbal foi apenas um jeito um pouco menos delicado de expor oque ele já havia escrito em s…

Manhã feliz!

1

A manhã deste Sábado ensolarado estava no fim. Eu estava atrasada para fazer pesquisa de preço no centro da cidade e para pegar a comida e a areia do Sha. Estava ainda abismada com as revelações sociais (ou antisociais) da sexta-feira quando o celular tocou, apontando no visor um número estranho, mas da terrinha. Era o PP!
Não acreditei! Hehehehe. Foi muito bom, pois estava com uma saudade tremenda dele. A ligalçao estava ruim, com o som muito baixo e pouco entendia, mas o principal deu para sacar, claro. Quando os ouvidos falham, o coração faz sua parte.
Fiquei feliz em saber que ele está bem, embora ainda em tratamento. Não deve ser fácil o que está passando e, ainda por cima tendo efeitos colaterais dos medicamentos. Mesmo assim, uma parte da conversa foi engraçada - posso perder o amigo, mas a piada nunca. Ele me contou que uma das suas alucinações notúrnicas é ver um cachorro louco ao pé da cama ou dentro do Apê, que ele sempre acaba expulsando. Eu disse a ele que bem que poderi…

Bom Dia Anjo

by Jair Oliveira

Em lençóis brancos você dorme
E eu em meu canto te admiro
Em teu descanso você brilha
Em seus encantos meus suspiros
Não acorde ainda, seja meu anjo
Guarde minha vida embaixo
De teus lençóis brancos
Sonhe melodias e acorde cantando
Deixe que o dia siga teus planos
Os teus planos.

Quando acordar
Bom dia
A madrugada vem te olhar tranqüila
E vai avisar
O dia
Que pode te acordar
Bom dia anjo.

A paz e a realidade matutina

1


Eu moro num bairro tranqüilo e bonito da cidade. E santo. Santa Teresa. Essa paz quase religiosa só é quebrada pela manhã cedo com os cantos dos pássaros. Melodia que embala meu despertar todas as manhãs.

Às 6h30 tudo ainda está meio adormecido, até mesmo eu, que voltei a acordar cedo. Sinal de que já me habituei ao horário de verão. Então, depois de lavar o rosto e escovar os dentes vou para a sacada apreciar o término do amanhacer, acompanhada de um cigarro, do chimas e do Shazan. É nesse momento que eu percebo que os abençoados dos moradores desta comunidade já estão despertos e prontos para a labuta. Aos poucos, um a um vai descendo o morro, rumo aos seus postos de trabalho.

Já sabia que as atividades pelo bairro começava cedo. Até porque moro em frente aos "prédios da Perdigão". Ali, alguns ainda acordar na escuridão da madrugada para fazerem seus turnos. Pois, os que antes faziam parte da diretoria ou de altos cargos administrativos da empresa, já não moram na arrojad…

Curiosidade e, ainda, surpresa

Não sou uma pessoa curiosa sobre a intimidade das pessoas. Para mim basta saber o que elas quiserem me contar. Mas sou curiosa em relação ao que me envolve. Seja ela, direta ou indiretamente. Real ou virtual.
Ontem e hoje fiz duas descobertas. O primeiro acontecimento foi previsívil. Mesmo tendo antecipado o fato (e não sou vidente) e questionado ao autor do ato sobre a futura reincidência da ação, nenhuma resposta obtive. A não ser a evasiva. Dois dias depois do questionamento decidi fazer o teste. E o resultado foi quase que imediato. A marginalização eletrônica. Mais uma vez, a curiosidade surgiu a minha frente... Tracei então várias possibilidades, das mais ridículas as menos ridículas, pq não há outra característica para a ação, apenas a diferença na intensidade.
Hoje, a novidade. O processo de exclusão está evoluindo e dispositivos de segurança foram acionados para a proteção de alguém, que não a do autor (e muito menos a minha), que é um exibicionista, mas de quem? A ação segue s…

Livro some!

O livro que fazia parte da estátua de Mário Quintana desapareceu. A obra está localizada na praça da Alfândega, no Centro de Porto Alegre, e também retrata o escritor Carlos Drummond de Andrade. A Polícia Civil investiga o caso e acredita que o sumiço da peça tenha acontecido no começo desta semana.

ensaios

ai que eu tô adorando esse novo template...
só não tenho tempo ainda de dedicar tempo ao manuseio dele.
só isso. então, vou fazendo testes... paciência amigos.
um dia eu lembro das minhas aulinhas de html, hehehe.
ou não.
A Celle tem cada uma... Meu blog solidário! Obrigada querida, pela menção e indicação. Mas não sei se ele tem essa função, além de manter um elo de contato com amigos distantes, de saciar a curiosidade de amigos e desconhecidos, de causar inveja aos menos afortunados...
Mesmo assim, se ele, por algum momento, servir para dar direitos ou respostas ou apoio a alguém, que me tenha gratificado de alguma forma, fico contente. Não só isso; fico muito feliz!!! Então, como recebi o presente, serei solidária e transmitirei-o para mais três blogueiro.
* Barbara
* O profeta (ele n tem nome no perfil dele)
* Lambe Lambe (ele usa um codinome, hehehe, "tiozinho")

$ $ $

Pasmem! Não tenho nenhuma continha pendurada... Que dilícia, mas tb estou sem um puto, mas isso não é novidade, hehehe.
A novidade agora é que gastei o dinheiro da comida em roupas e tecidos. Sim, sou compulsiva e vou passar o verão ainda mais linda do que sou, dentro de vestidinhos e batinhas mimosas, como eu. Quem iria querer comer em vista de tantas roupitchas novas?! Tá, tudo bem que um chocolatinho e algo diferente do que pão com ovo seria ótimo...
Pensando bem, eu gosto de comer bem. Então, acho melhor ir no super e torrar o restante do $ nos comes e bebis...
Porque tudo que é bom acaba rápido??? Eu quero outro feriadão!!! Now!!!!

Domingueira

São nos domingos em Videira que lembro das opções da cidade natal. Hoje é dia de tomar chimas na Redenção, mesmo que o céu tenha nuvens cinzas, como hoje. É nesse dia que nós, portoalegrenses, marcamos encontros com amigos para dar uma passadinha emmuseus, teatros, pegar um cineminha, ir a cafés ou simplesmente esticar o almoço, da casa dos parentes, para a casa deles, de novo, os amigos...
Quando se cansa de ficar em casa, no primeiro dia da semana, opta-se por uma das diversas modalidades de lazer que a capital gaúcha oferece. Agora, neste mês de outubro, quem não quer almoçar fora, comer porcarias na Feira do Livro ou então na praça de alimentação da Beinal, na beira do Rio Guaíva, que na verdade é um lago?! Até minha mãe faz isso... Hehehe. A menos social das donas de casa...
É em dias como o Domingo, que me bate uma vontade da juventude que tive em Porto Alegre, onde os finais de tarde tinham local certo: o Escaler, bar do Toninho, que até hoje tenta se eleger vereador, mas cujos …

minha amiga Léo...

Hehehe. Só rindo mesmo...
Bom, já estava tudo traçado. Quinta-feira, véspera de feriado, foi dia de noite laranja. Combinado desde o início da semana com minha amiga Léo, a balada no Gula's Bar estava na agenda.
Depois de passar a manhã escrevendo, a tarde zanzando pelo centro e o início da noite escrevendo mais um pouco, comecei a pensar que não ir ao "clube" seria uma boa. Quando a chuva intensificou pensei que a Léo não apareceria. Então preparei o pensamento para a soneca. Bolinhos de queijo no forno, roupas pelo chão do quarto ao banheiro, que indicavam um banho relaxante. E só o que pensava era no colchão na sala para uma noite de filmes pela metade e sonecas longas.
Então a campanhia tocou e era ela. Trajada para matar alguém, como sempre, hehe. Então, me aprumei e sai igual. Ao som, um pessoal quase desconhecido, mas conhecido da Léo. E não é que a banda do colega dela era boa. Começaram e terminaram bem. O intermeio é que teve bailantas demais.
De cara ela achou um …
1
É de sonho e de pó O destino de um só Feito eu perdido em pensamento Sobre meu cavalo É de laço e de nó De jibeira ou jiló Dessa vida Cumprida à sol Sou caipira pirapora nossa Senhora de aparecida Ilumina a mina escura e funda O trem da minha vida O meu pai foi peão Minha mãe solidão Meus irmãos perderam-se na vida À custa de aventuras Descasei, e joguei Investi, desisti Se há sorte, eu não sei, nuca vi Sou caipira Pirapora nossa Senhora de aparecida Ilumina a mina escura e funda O trem da minha vida Me disseram porém Que eu vivesse aqui Pra pedir em Romaria e prece Paz nos desaventos Como eu não sei rezar Só queria mostrar Meu olhar, meu olhar, meu olhar Sou caipira Pirapora nossa Senhora de aparecida Ilumina a mina escura e funda O trem da minha vida * * * 1 Lá em casa cada um é devoto de um santo. Eu creio em Santo Antônio e na minha preta. Meu pai em Nossa Senhora Aparecida. Então, em homenagem a ela, essa música, que é linda e triste, mas que ela continue iluminando a mina, escura e funda do trem da vida do José…
Super fantástico amigo Que bom estar contigo no nosso balão Vamos voar novamente Cantar alegremente mais uma canção
Todas criança já sabem Que todas elas cabem no nosso balão Até quem tem mais idade, é só felicidade
Sou feliz, por isso estou aqui E também quero viajar nesse balão
Super fantástico, no balão mágico O mundo fica bem mais divertido (2x)
Sou feliz, por isso estou aqui E também quero viajar nesse balão
Super fantástico, no balão mágico O mundo fica bem mais divertido (2x)

cara de palhaça, pinta de palhaça...

tá. eu nasci no picadeiro e esqueceram de me avisar...
penso que estamos nessa vida mundana para nos arriscarmos. até aí tudo bem. porque é de livre e total auto-conhecimento. o risco é por conta própria nesses casos. mas, quando a coisa vem de fora para dentro, de pessoas oportunistas, sacanas ou desonestas, isso é outro papo.
hoje descobri que o povo daqui abusa da minha boa fé, ah... isso não tem dúvida. tá claro agora. então percebi também que tenho cara e pinta de palhaça. minha fé e crença na humanidade tá sendo abalada e tento, a torto e a direito, não me juntar a este grupo. mesmo que ele seja bem povoado... garanto que se fizesse a mesma coisa que esse povo faz, diriam que é coisa de "nêgo".
essa terça-feira teve momentos de surpresas. uma ruim e outras aproveitáveis. é. não dá para dizer que foram boas. aproveitáveis é o termo correto. no saldo final as coisas não estão ruins. mas poderiam estar melhores se não fosse a ousadia de alguns seres humanos. nesses momentos…

Água para as flores

1 Parece que eu tenho que regar todas as flores aqui de casa. Sem descuidar de nenhuma. Não por água demais e nem tampouco de menos. Ser comedida, mas também não economizar, a ponto em que elas sequem.
Mas nem tudo é 100% e o ser humano é o mais falho se formos destinar percentuais. Eu nunca fui santa, nem perfeita, nem esforçada talvez. Meus atos falhos vão desde a displicência até o provalescimento. Mesmo assim me preocupo, entre outras coisas, com as flores que enfeitam e perfumam este lar.
Nesses últimos dias negligenciei duas delas. Uma está morrendo aos poucos. Aguei demais e a raiz apodreceu. E sim, senti muito cada galho que caía podre sobre o chão. Ela não era minha não. Foi presente da Estela para a Silvia, mas gosto tanto de flores que tomei para mim o ato de regá-las, como se soubesse fazer isso com maestria... Agora bem sei que não.
A outra flor começou a minguar sem eu perceber. Não foi falta ou excesso de água. Talvez falta de atenção, descaso meu. Talvez falta de reconhec…

n

ipanema fm - 24 anos - é foda!!!!

Ainda tem florzinha...

Não iria mais passar aqui hoje, mas uma xícara de chá para o Neno me trouxe lembranças da infância de novo. Cá estou, então, a contar mais uma parte de minha vida.
Eu sempre fui uma criança glutona. Não me continha com pouco, nunca! Queria sempre mais. Em tudo. Comida então, nem se fala. E era comum eu ter dor de barriga ou passar mal do estômago depois da ingestão de doces e salgados, ou seja, de comida em excesso. Muito sofri por ser glutona. Minha mãe sempre vinha com sal amargo, leite de magnésio, chá de carqueja ou, então, o tal chá de macela. E lá ia eu correndo para o banheiro, hehehe.
Geralmente eu enchia a pança nos finais de semana. Então, pouco tempo depois da orgia gastronômica eu chegava para a mãe e dizia: “minha barriga tá doendo...” Já toda chorona, claro, e com a mão sobre o local. Creio que a véia pensava que era dengo e deixava eu sofrer por mais um tempo, até que eu reclamasse novamente. Então, ela vinha com um dos quatro compostos já citado e eu já arrependida e, às…

Sapatos em Copacabana

(Vitor Ramil)

Caminharei os meus sapatos em Copacabana Atrás de livro algum pra ler no fim de semana Exercitar aquela velha ótica sartreana Vendo o maxixe falso da falsa loira falsa bacana O mendigo ensaia o passo lento um carro avança Sei que não tenho idade Sei que não tenho nome Só minha juventude O que não é nada mal (escreverei os meus sapatos na tua idéia escreverei os meus sapatos na tua postura escreverei os meus sapatos na tua cara escreverei os meus sapatos no teu verbo escreverei os meus sapatos nos teus Copacabana) Regressarei os meus sapatos por Copacabana Na mão direita o sangue de uma história italiana Escorregar um tango numa casca de banana Quando cair só vou lembrar da tua risada sacana O polícia esquece a mão suspensa um carro avança Sei que não tenho idade Sei que não tenho nome Só minha juventude O que não é nada mal (as negras pupilas do verso dilatam) (os automóveis jorram de um piano) (as negras pupilas do verso dilatam) (os automóveis jorram de um piano)
Quero um desses pra mim!

Curtas e poucas da semana

# Retomados os contatos virtuais com a Betty Boop portoalegrense. Ainda bem. Faltavam notícias do povo da City Down, bairro do qual muito frenquentei e aonde o povo se concentra, aonde o casal de amigos se aloja. Sim, porque para mim a BB já mora lá, hehehe. Mas fique tranqüila, não esqueci as minhas e nem as tuas raízes no Partenon.

$ Essa semana decidi solicitar a senha da minha poupança para minha mãe. Porque para eu guardar dinheiro, só tendo acesso a um cartão sem senhas. Bom, decidi apelar e retirar os reais que disponho lá, na galinha Caixa. Entre papo vai e papo vem digo para a Odete: "mãe, preciso que vá na Caixa solicitar novas senhas". A véia me avisa que também queria fazer um saque estratégico, mas que tava impossibilitada porque o banco estava de greve. Pensei: "Putz, logo agora!"
* Lili, obrigada pelas visitas no Cor de Rosa. Não sabia que eras leitora. Eu, para matar a saudade, vejo as fotos do teu orkut. Ah, e obrigada pela compreensão também. O Shaz…

Esterilização

Eu fiz. Em prol de um ato egoísta eu pedi para o veterinário cortar as bolinas do Shazan. E nunca me arrependi tanto na minha vida.
Ele voltou da veterinária triste, apático, anestesiado, cambaleante e mutilado. Nossa... Me apertou o coração. Porém, cada vez que ele saia para passear ficava com medo de que nunca mais voltasse. E ele é o meu xodó. Meu baby videirense, hehehe.
E pensei que tivesse tudo bem calculado. Quinta-feira agora é o dia forte da labuta, de juntar as letrinhas em oração coordenada e mandar ver na telinha do computador. Então, pelo fato de ficar o dia em casa pensei que seria mais fácil de dar atenção para o Sha, mas não, pelo contrário.
Então, vou ser breve, porque meu baby quer carinho. Coisa que sei dar aos dardalhéus a todos que amo.

REDAÇÃO

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida.E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal.
Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.
O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos.Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do…

O meu amor anda exaltado nos últimos dias...

O Meu Amor
Chico Buarque (Álbum Ópera do malandro)



O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca
Quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada, ai

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos
Viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo
Ri do meu umbigo
E me crava os dentes, ai

Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca
Quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba mal feita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita, ai

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios
De me beijar os seios
Me beijar o ventre
E me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo
Como se o meu corpo fosse a sua casa, ai

Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz

Tempo

O tempo já foi tema de vários post meus. Em uma das colunas do Prêt-à-Porter a efemeridade dele foi ressaltada também. Queria poder ter o tempo nas minhas mãos, para destinar às minhas atividades diárias a quantidade possível para que pudesse executar todas as ações necessárias do meu cotidiano. Mas também queria ter disposição e agilidade para que, aliado ao tempo, isso se afirmasse.
Durante o dia já não dou mais vazão aos pensamentos que refletem as pessoas, seus perfis, atos, características. Já não tenho mais tempo para apreciá-las, divertir-me e diverti-las. Nas últimas duas semanas sigo o fluxo da doença da modernidade, ao ponto de surpreender-me com conteúdo de sms surpresa no celular. Ainda bem...
Gosto de gente e do contato com elas. Gosto de conversas bobas e sem sentido. Gosto do passatempo... De sentar numa mesa de boteco e falar, falar, ouvir pouco (hehehe) e falar mais e ouvir mais um pouquinho. De bebericar um café e fazer análises sociológicas sobre o uso da bata estamp…

Fields Of Gold

You'll remember me when the west wind movesAmong the fields of the islandsYou can tell the sun in his jealous skyWhen we walked in the fields of goldSo she took her loveFor to gaze awhileAmong the fields of islandsIn his arms she fell as her hair came downAmong the fields of goldWill you stay with me, will you be my loveAmong the fields of islandsYou can tell the sun in his jealous skyWhen we walked in the fields of goldWhen we walked in the fields of goldI never made promises lightlyAnd there have been some that I've brokenBut I swear in the days still leftWe'll walk in the fields of goldWe'll walk in the fields of goldI never made promises lightlyAnd there have been some that I've brokenBut I swear in the days still leftWe'll walk in the fields of goldWe'll walk in the fields of goldMany years have passed since those summer daysAmong the fields of the islandsSee the children run as the sun goes downAs we lie in fields of goldYou'll remember me when th…