Sou uma mulher gorda. E uma gorda feliz, que acha o perfil arredondado, bonito. Tenho consciência de que não é o padrão estético social, e como costumo dizer, preta gorda muito menos. "A culpa de tudo é sempre de quem? Da preta gorda", he he he. Mas depois de uma juventude sofrida de pré-conceitos dos dois tipos, tanto pela etnia quanto pelo físico, hoje eu tiro de letra tudo isso. Sou linda! E não canso de ressaltar isso. Mas já fui bem mais gorda do que hoje. Quando cheguei aqui, me deparei com tantas escadas e lombas para subir e descer que entrei em pânico. Era então ex-fumante (mas já voltei ao tabagismo) e tinha meu fôlego de volta, mas, o preparo físico era zero. De tanto caminhar sob o verão infernal de Videira em 2006, mais as preocupações do dia-a-dia, com a saúde dos pais, com amor mal resolvido, a saudade de amigos, fui afunilando. Emagreci 27 quilos. Fiquei feliz! Continuei redonda, mas menos gorda. Só que, de dezembro do ano passado até agora já engordei 7 mil ...