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Mostrando postagens com o rótulo Eu

Fazendo fita!

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    Está me vendo aí nas fotos? É isto que eu faço durante duas tardes na semana. Desafio-me! Sim, e é para a vida. Faço o comparativo, às vezes. Só para lembrar que quando se há um objetivo, deve-se planejar a ação, preparar o necessário, saber os aspectos positivos e os desfavoráveis, conhecer o custo-benefício para um e para todos. E com a certeza no coração, eu mergulho. Então, pode ser até de olhos vendados, que as dificuldades serão ultrapassadas com louvor. Preciso fazer isso. O comparativo e a dança aérea. Um, para reafirmar as possibilidades, a capacidade, a qualificação, o conhecimento adquirido, o desenvolvimento interpessoal e profissional. Para comprovar o fator terapêutico. Por que é preciso conhecer que há adaptações e que se é possível superar-se, a gente encara. Outro, para praticar o que lhe é bem visto. Desenvolver os dotes artísticos, a criatividade, a graça, recuperar o encantamento. Exercitar-se. E estar conectado com pessoas de mu...

Cegueira ocasional

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Às vezes fecho os olhos por um momento frente às situações complexas as quais estou envolvida. Por um longo momento, na verdade. É minha busca do falso-verdadeiro ou de um super-herói. É fuga, eu sei... Quero a sensação de que as causas do que me atormenta não foram construídas. Que as questões não existem. E, por consequência, os problemas não podem ter sido concretizados. Que não há efeito. Nem consequências. No entanto, a cegueira é passageira, e logo volto a enxergar onde estou e como estou. Então só me resta encarar tudo. De frente. De peito aberto. E depois de um longo período, anestesiada, a dor é inevitável. Vem tudo de sofreguidão e intensidade. Para ter forças, olho ao meu redor. Levanto os olhos do meu umbigo e vejo os vizinhos, minha família, amigos, colegas, as pessoas da associação do bairro, as “tias” da creche, os demais passageiros no ônibus, as famílias no trânsito, a humanidade, o casal caminhando... Protejo os olhos da luz ofusca o real para refleti...

Página em branco

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Preciso de um novo plano de vida. Preencher meus dias com desejos, sonhos, planos e traçar objetivos e metas para eles. Reorganizar-me. A boa notícia é que depois de dois meses, vislumbro perspectivas. E vontade de concretizá-las. Aos poucos, a página em branco que tenho a minha frente se tinge em cores, em letras, números e esboços. E não estou sozinha nesse novo projeto de vida. As ações tem se apresentado de forma cooperativada. Ao menos é assim que estou chamando uma rede de apoio e de trocas que tem se formado em minha volta. Ainda bem! Não nego que preciso de ajuda. E de todos os tipos. O melhor de tudo é que ela surge de vários lugares e por parte de várias pessoas: seja da família ou do círculo de amigos. Isso me tranqüiliza, apazigua meu coração, é um bálsamo em minha vida entristecida. Seja escambo ou doação. A questão é que vem pessoas queridas que buscam ajuda mútua, de forma solidária, igualitária, bem democrática. Ou as tias fiéis que, de coração aberto, ...

Dei um tempo

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Ontem (quinta 6/8) dei um tempo. Um tempo nos problemas e no jejum da cerveja. Faz um calor do caralho aqui no Porto dos Casais. E precisa ver meus amigos. Então sai. Sai da privação por cevada e me enchi de lúpulo cremoso. O saldo foi: três canecas de Ipa da Imigração (adoro), três longneck de Budweiser, vários cigarros de menta, um laricão do cacete, e, noutro dia, uma ressaca leve acompanhada de palpitações nervosas. Só pode... Em contrapartida, dei risada. Muita risada. A Mari e a Jana são ótimas parceiras de copo e de bobagens. O Luiz é um querido e estava desde o verão sem vê-lo. Precisava articular o laço, azeitar. Depois, tive que compartilhar minha big ideia com eles. Aliás, precisei solicitar apoio dos amigos, companhia também. Sei que, ao certo, só uma vai topar a executar meu plano. Mas é uma parceria de peso. Então galera, e Big Brother Brasil 2016, preparem-se, aí vamos eu e a Jana. Rá! (Disse que era uma big ideia.) Claro, se passarmos pela seleção regional que ...

Máscara da discórdia

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O clima estava quente. Dentro e fora do carro. E depois de um beijo ousado, e um afago na face, a temperatura interna deveria elevar-se, não fosse uma percepção e uma observação indevidas. ´- tu estás com os cílios azuis? Sim, ela respondeu já desconfiada. E na defensiva arremeteu uma pergunta: - porque, não gostou? - gostei... é diferente. só isso. Ainda melindrada, ela o questiona novamente: - não gosta de azul? Com voz doce, mirando o olhar colorido da moça (já ferida em sua vaidade) e sabedor de sua preferência, ele busca a única alternativa possível para desviar do assunto, de forma que o favoreça. - gosto sim, embora eu seja colorado.

Só quero estar lá...

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Sou gorda. Vocês sabem disso. E quem me conhece sabe mais. Eu uso biquíni na praia.  Não disfarço, há alguns anos, minha barriga grande em um maiô. Não escondo as coxas coladas e com celulite em bermudas de algodão enquanto tomo banho de mar. Não ando cabisbaixa na beira-mar. Pois, não tenho vergonha de mim ou do que sou. E, em uma contradição assombrosa até para mim, embora eu me considere bonita, não penso que meu corpo seja agradável ao olhar. Mas me dou o direito de ficar tão à vontade quanto os pálidos e esquálidos. Quanto os magros ou os falsos magros. Ou aqueles deuses e deusas do verão, que se exibem sobre a areia para nosso deleite.  Eu não acho a maioria das pessoas bonitas na praia, mas respeito a vontade e o direito delas de ocuparem o espaço como quiserem. Nada mais natural do que usufruir do mesmo direito. Vou aproveitar que estou nessa conversa aberta e confessar: fico incomodada com o olhar de incredulidade quando estou na praia. O riso n...

Obrigada!

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Sou imensamente feliz. Tenho sido assim. Depois que a gente perde quem ama, se aprende a viver realmente e aproveitar todos os momentos possíveis. É assim que tenho vivido desde que meu palhaço partiu para outro picadeiro. Passado o choque inicial, a dor latente, o trauma, veio a certeza serena de que tudo nessa vida é passageiro, até mesmo a vida. Parece que, então, deixei ser um pouco errante. Agora me dedico inteiramente aos meus amores. Meus bichanos, meus amigos, minha família, meu trabalho, minhas flores, meus sonhos e “mim”. Compreendi que a fé, a crença em mim e em seres divinos não é uma certeza apenas de momentos ruins. Eles estão em tudo. É como pó, como pólen. Sempre germina em qualquer circunstância e em qualquer tempo. Também sei que tudo que nos acontece é o reflexo das nossas opções, do nosso modo de vida. Somos nós que procuramos sabe-se lá o que e de tanto buscar o conhecido ou desconhecido, encontramos. Então, não reclamo mais, profundamente, claro - por que rec...

Rugas clínicas: ãh?

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A Universidade está em período de provas. Os alunos todos querendo sair de férias. Não aguentam mais o calor, não aguentam mais o transporte público, não aguentam seus professores, não querem mais estudar. Só ir do trabalho pra casa e de casa pro happy hour. Para contribuir nesse processo, fui ser a cliente de uma acadêmica de Estética. A Amanda. Linda a guria. E simpática. E atenciosa. Ela foi minha esteticista em prova por durante duas horas. Para logo depois ela sair de férias do Laboratório de Estética e Corporal, aprovada. Bem feliz. No entanto, para chegar no grand finale , a guria higienizou a pele do meu rosto e o colo com sabonete líquido cheiroso, passou uma loção adstringente, fez a avaliação da pele. O protocolo foi uma esfoliação profunda para redução da oleosidade e das sujeiras nos poros. Então, ela utilizou um esfoliante a base de uma máscara de bambu. Outra lição para abrir os poros, uma máscara úmida e vapor. A estudante fez a extração. Depois adicionou uma másc...

Ou Isto ou Aquilo

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Estou vivendo uma semana a la Cecília Meirelles: Ou Isto ou Aquilo. Às vezes queria que tudo na vida fosse mais simples. Como a infância. Tudo é bonito, tudo é bacana, tudo vira brincadeira... Em alguns momentos pode parecer que não, na ótica de uma criança, mas, depois, olhando pra trás, é fúria e folia infantil. E depois a gente cresce e fica assim: meio perdida... Estou lutando para crescer nos últimos dias. Para ser um pouco mais responsável, mais fiel aos meus projetos e desejos. Mas é tão difícil ser adulta! Tudo precisa ter envolvimento, comprometimento, empenho e dedicação. Tudo precisa ter paixão. E com ela, o prazer. Queria tanto pular direto para o final... Numa equação matemática simples: desejar + trabalhar = para nossa alegria. De novo, não. Já que não pode ser assim, o negócio é arregaçar as mangas e seguir em frente. E que seja agora. Pra que amanhã, eu abra os olhos, consciente de que fiz de tudo para que desse certo nessa vida.

Ex my love

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Gaby Amaranto desfila há tempos no cenário da música tecnobrega. E sempre assim, cantando bem. Confesso que não sou muito fã deste estilo, mas a canção da moda é boa demais. E veste perfeitamente meu ex amor. Pois, como canta a guria:  "Meu amor era verdadeiro, o teu era pirata. O meu amor era ouro e o teu não passava de um pedaço de lata... Ex my love, ex my love, se botar teu amor na vitrine, ele nem vai valer 1,99."

Peter Pan é tão encantador

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Não. Nem pensar que vou dar um presente e não vou comprar outro pra mim. Sim. O dia das mães foi de fúria e folia nos mimos. Uma blusa pra mami e outra pra mim. Uma pantufa pra mami e outra pra mim. Uma bolsa pra mim e outra pra mami. Ops! Uma inversão, mas tudo bem. E um abrigo pra tia e nenhum pra mim. Chega dessa coisa desengonçada. Vários reais mais pobre, mas bem feliz em agradar aos meus amores, é hora de trabalhar. E muito. Falta-me organização ainda, mas as coisas estão acontecendo e fico feliz por isso. É chegada a hora de priorizar a vida, de focar, de investir com firmeza, afinco mesmo, no que queremos colher amanhã. Eu quero colher amor, felicidade e, sempre, prazer. Mas não sei abrir mão de muitas coisas no hoje para obter resultados. Gosto demais de viver para isso. E vivo bem. Graças ao meu velho, que me ensinou a usufruir o que há de melhor ao nosso alcance, e a Deus, pelas oportunidades. Porém, uma hora a gente tem que crescer. Talvez eu tenha evitado mu...

Decisões

Minha mãe é uma figura. Perguntei-lhe como foi o seu terceiro parto, aquele que me trouxe ao Mundo e ela disse que não lembra. “Depois de 35 anos a gente esquece. Quantos anos tu tens mesmo?” Bom, se ela esquece a minha idade, o parto é o de menos... Bom, não adianta nem forçar a memória por que eu não vou lembrar mesmo. Mas, demorado não deve ter sido. Então, essa minha lerdeza é genético mesmo. O problema é saber de qual dos dois herdei essa característica: se de pai ou de mãe. Eu demoro, como sempre, pra tudo. Mas para tomar decisões é ainda pior. Porém, quando decido, elas são marcantes e, também, sempre para o meu bem estar físico e psíquico. Mas antes disso vem a indecisão, afinal, tomar decisões dói. Talvez seja por que eu me apego demais aos sistemas, situações, pessoas, lugares, objetos... Talvez seja por medo do que me espera do outro lado. Medo... Quase sempre está presente nesse processo do Sim ou Não. No entanto, tem hora que não tem jeito. Tenho que optar - e faço. É ness...

Desprezo as marcas do tempo

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Prestem bastante atenção por que só confessarei uma única vez: tenho medo de envelhecer. Esse lance de que quanto mais idade, mais experiente, sábia e coisa e tal é balela. Não quero ter rugas, não quero ter cabelos brancos, não quero entrar na meia idade ou nesse engodo de melhor idade [mesmo sonhando em viver até os 85 anos]. Quero ficar assim como sou: jovem e linda! Deus me livre de virar uma velha tarada, que fica dizendo piadinhas para os gurizinhos quando eles passarem por mim. Odeio velho babão e não quero me tornar uma. Tenho 36 anos e um comportamento de uma jovem de, no máximo, 24 anos. Não consigo amadurecer, mas minha pele, meus cabelos, minha voz e minha disposição já não correspondem a minha idade mental. Insistem em acompanhar a realidade... Sou viciada em cremes de mãos. Gosto delas cheirosas e perfumadas. Macias e sedosas. E hoje me preocupo em usá-los para evitar o envelhecimento do único lugar do corpo que diz a verdade sobre a idade da mulher. Adoro hidratantes cor...

Talvez, falte um bom motivo

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Por aqui, o cusco nem rengueia mais. Enrijeceu! E nós, seres humanos, muito antes do perro. Eu, em especial, estou durinha há muito tempo. Mas fiz uma promessa a mim mesma, que até dezembro eu fecho todas as minhas metas propostas. E não são muitas. E não são difíceis. Só tenho que mantê-las em prática, já que estão na ativa. Isso sim é difícil para mim. Mas, quem quer construir, ter, alcançar algo tem que ser assim: obstinada. Lembro-me de uma única vez em que fiquei assim. Meus colegas ficaram longe, se afastaram, pois eu estava focada. Meus amigos me apoiaram e fiquei feliz. E ao final de pouco mais de um ano eu me formei. Talvez, agora, eu só precise achar um motivo novamente. Um bom motivo... Mas, como a vida continua, vou arriscando meus palpites em metas que penso ser válidas. E quando eu engrenar, conto para vocês. Podem ter certeza!

Parei para refletir e renasci

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Meu ano sabático está, oficialmente, chegando ao fim. Nesses 12 meses eu fiz tudo que pensei ser melhor para mim. Às vezes dei murros em ponta de faca, principalmente ao que dizia respeito ao coração. Mas agora vejo que precisava passar por mais essa provação que me infligia para, quem sabe, agora começar a colher bons frutos, saudáveis. Fiz tudo que quis, que sonhava, que planejei em anos anteriores e não me permitia por em prática em detrimento de alguém ou alguma situação. Pus as idéias onde elas devem ficar e os sentimentos onde devem ser sentidos. Avaliei, ponderei e tomei decisões. Refiz planos, tracei novos rumos de vida, descartei pesadelos disfarçados e me propus aventuras diferentes. Creio que agora estou centrada, de verdade, no que realmente quero para mim, para minha vida. E não é nada menos do que mereço. Nem um pouco! O que começou com dor e tristeza, pode não ter terminado, mas vai se transformar em saudade apenas. E já está de bom tamanho. De tanto ouvir que temos que ...

Era o que tinha pra hoje!

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Tenho tido muitos sentimentos ao dia. Talvez seja por causa desse lance de coisas novas, ao qual estou me dando oportunidade de vivenciar. Nesta segunda pus em prática meu Plano Alimentar. Noooossssa! Quase tive falência total dos órgãos, de tanta gula que tive. E sim. Eu sucumbi no lanche da tarde, atacando o pote com amanteigados que a minha tia faz com maestria. E sim [de novo], hoje o descontrole começou no mesmo horário... Já sabia que fazer dieta não é fácil. Mas preciso persistir. Começar a maneirar no lanche e na janta. A ceia não conta por que como tanto nesses dois horários, que fico cheia até a hora de dormir... #OFimDaPicada Ontem também começou o meu bico. Como diz a minha professora de inglês, “a pessoa” passou meses em férias, gastando dinheiro a torto e direito [na verdade, sem arrependimento nenhum] e agora precisa, urgentemente, de grana para manter as despesas pessoais. Por isso, agora, exerço atividade remunerada no meu condomínio. Faço faxina três vezes por semana ...

Um bom final de semana

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O homem dos meus sonhos tem que ser assim: super! Eu tive um final de semana muito bom. Fazia tempo que isso não acontecia e por isso precisava dizer a vocês. Não foi nada de especial, não. Mas diferente, pois me fez ver a importância sobre muita coisa. Sobre mim. Descobri que sou importante. Não só para a minha família, que já comprovou isso há muito tempo. Nem pelos meus amigos, aqueles do peito, os verdadeiros, os que em amam. Mas por estranhos. Pessoas que me conhecem num instante e que conseguem ver o que tenho de melhor, sem que haja interesse de nenhuma parte em agradar um ao outro. É pouco? Pode ser. Mas nesse momento, quando minha estima está mediana, isso tem um valor bom pá caraiô. Por que me faz lembrar que eu tenho valor, entre outras cositas boas demais. Mas, enfim, resumindo meu final de semana em atividades: - Fui num pagode bom demais. Só ouvi música boa e bem executada. Não pensei, não lembrei e nem fantasiei sobre nenhum FDP que tenha me feito sofrer nos últimos dia...

Quero plantar meus amigos, meus discos, meus livros e nada mais

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Topas [sonhar] um chimas comigo no meu jardim de inverno, hoje no final da tarde? Não sei onde, nem como ou por que me criei assim: sonhadora. E não sou modesta, não. Ao contrário. Sou daquelas que sonha alto, grandioso, dantesco. É de anos minha vontade de ter uma casa. De voltar a morar numa casa. Se fosse de madeira, melhor ainda, pois acolheria minhas lembranças da infância, quando passei bons momentos na casa velha de minha avó, no interior. Mas também não seria a mesma casa. Nada de frestas, falta de brilho e cor. Não seria um casebre. Não, não... Ao ler o blog da Cora Rónai , que passa por uma situação delicada com seu querido [Millôr Fernandes], meu sonho antigo veio rapidamente à memória. Num post ela clamava por pais adotivos aos dez felinos que estavam desamparados. E também transcrevia a história de cada um deles. Imediatamente me vi numa linda casa, bem iluminada e com jardins – sim, adoro flores e plantas e preciso de um quintal e de um jardim de inverno, no mínimo – par...

Bem Estar Bem

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Li a pouco a coluna de Ruy Carlos Ostermann para seu blog . Primorosa como sempre. E descobri que temos algo em comum. Nós dois sabemos fazer “nada” muito bem. Cada uma ao seu estilo. O professor referia-se a sua atividade de férias. Em janeiro ele se encheu de “nada” e aproveitou maravilhosamente seus dias de sol e de chuva. É assim que vivo também, meus dias de folga. Aí está outra diferença entre nós. Vivo um semestre de férias. Que, aliás, deveriam ter acabado em janeiro, mas estendi por mais algumas semanas, já que é verão e calor pede praia, inevitavelmente. No meio do “nada” a gente inclui algumas coisinhas. Eu, por exemplo, encontro amigos. E é tão bom rever os afetos e ter noticias boas... Mesmo que seja por pouco tempo. A hora do almoço. Mas valem os sorrisos, as repreensões, as novidades, as “velhicidades”, os auxílios e as promessas. Isso dá um ânimo no dia a dia de dar gosto! Também, a pouco, retomei uma atividade que há meses não exercia. O da escrita, da revisão, da ediç...

Ain't no Mountain High Enough

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Fábio Gouveia, surfista brasileiro com pouco mais de cinco anos de atuação profissional e já renomado no mundo todo Não sei... Parece que com a idade eu vou ficando mais emotiva. Minha capacidade de chorar com o drama ou a felicidade alheia é enorme. Tão grande quanto eu... Mal as pessoas começam a falar, contar a sua história e pronto. Já vem aquele aperto na garganta, surge uma pressão na narina, a pupila começa a dilatar e em seguida a avalanche de lágrimas. Às vezes, isso tudo me remete a minha própria história e a emoção aumenta. E isso não tem hora, nem lugar. É em qualquer momento... Talvez seja a perda, a grande perda de minha vida até agora. Também não sei. Eu, que gosto muito pouco da programação aberta da tevê e quase nada de perder tempo em frente a ela também, me vi encantada no sábado último. Via o que acho de pior na televisão brasileira, que são esses programas com quadros assistencialistas. Pior que isso. Assistia ao Lar Doce Lar do Luciano Huck. E chorava! Adoro surf....