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Duas decisões e uma toalha no chão


Às 8 horas da manhã, ao cruzar o portão do estacionamento - que praticamente posso chamar de meu -, tomei uma decisão: 
- Não vou mais transar com o Vizinho e nem vou perder mais uma aula na academia. 

 Respeito decisões matinais, assim como respeito decisões de aniversário. É quase que uma promessa. Uma “autopromessa”. E foi assim, decidida que comecei o dia, rumo à terapia. 

À noite, 12 horas depois, cumpria a segunda delas. A primeira jura será mais fácil. Cansei do Vizinho, embora suas qualidades [ou melhor dizendo, seu dote] possam me por em tentação no pensamento, nas lembranças. 

Só que hoje, a única tentação que corria o risco era a de um ombro amigo. Um convite qualquer para beber ou um sorriso mal intencionado me tiraria do prumo, pois estou exausta. Chateei-me com o desrespeito. Com a falta de profissionalismo de algumas pessoas e seu oportunismo. 

Fatiguei de gente falsa e fofoqueira. De observações camaradas, em público, que disfarçam a ironia, a inveja e a arrogância. Esgotei minhas forças contra esse povo que, sem talento algum, puxa o saco de seus chefes, reforçam conceitos equivocados, para se beneficiar de qualquer maneira, já que seus conhecimentos limitados não permitem que desenvolvam mais do que são capazes. 

Cansei. E não chorei, como faria em outros momentos, para extravasar a raiva criada por estas situações. Apenas entristeci. E por 24 horas, joguei a toalha...

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