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Mostrando postagens de Abril, 2010

Qualquer prazer me diverte [2]

Ontem, dei meu primeiro sorriso espontâneo e vaidoso nos últimos dias. E claro, não poderia ser diferente, foi em consequência do consumismo. Não poderia. Na verdade não posso gastar um tostão furado. Mas, pra que trabalhar então se não é para pagar as contas originadas pela minha vaidade e pelo meu prazer?

Também não é só isso. Ontem foi um caso a parte - necessidade. Pus no rosto esses óculos meigos que havia comprado há 20 dias. E gente, pasmem, nem parece que estou de lentes. Vejo tudo como se minha visão fosse perfeita. Adorei!

Não preciso dizer que o que já era belo ficou ainda mais encantador. Sim, ficaram lindos em mim, o que é um pleonasmo em se tratando desse corpitcho que me pertence. Agora, nada mais de tirar os óculos para sair em fotos. Vou de Mr. Magoo para os flashes.

[1]

Estrelas

Parece brincadeira do destino, mas lembrei desse comercial dias antes do meu velhinho ir embora. Tinha o registro como perdido até agora a pouco. Mas a Mimi [sim gente, a Mirela está dominando a internet agora] achou o comercial das Lojas Quero Quero, gravado há aproximadamente cinco anos. Relíquia de família agora queridona. Obrigada pelo presente.Ah, além do meu Pai, que dança alegremente a beira do Lago Guaíba, eu tô na fita também, fazendo uma pontinha. É. A família toda tem dotes artísticos... Não duvide!

Pra morrer basta estar vivo

Eu não sabia o que significava morte súbita até nove dias atrás. É uma dor lacerante no peito que fica na gente depois que a pessoa que amamos vai embora, repentinamente. Sem explicação. E enquanto essa dor não adormece, se percebe que ou se fez tudo que deveria ter sido feito em cada momento com a pessoa amada, ou essa vivência foi ignorada por egoísmos ou outros sentimentos quaisquer. Graças a Deus e a todas as entidades de luz que pertenço ao primeiro grupo. Que por um último dia, ainda pude compartilhar das palhaçadas e birras de meu pai.

Mesmo assim, isso não serve para amenizar a perda. Fico pensando que embora minhas idas e vindas, perdi quatro anos de convivência com o único homem que me amava, incondicionalmente. Dele, torto ou direito, eu aprendi a amar, ser pidona e bobalhona. Herdei o riso e o gosto pela boemia. A necessidade de ser independente, livre e dar o valor ao trabalho - mesmo quando se quer jogá-lo fora e virar hippie. Tudo isso e muito mais são ensinamentos que f…

E agora José?

Tápensandoque eusou teu paiaçoagora?

Sim, pai! Tu és. Alegrou e divertiu meus dias na infância. Me deu bons ensinamentos [os maus aprendi no dia a dia]. Disse-me o certo e o errado e quando cresci, me deu liberdade para escolher. Não sei até hoje se acertei ou errei. A única certeza é que no meio do caminho, Meu PAIaço tava sempre lá, pra auxiliar. Obrigada meu velhinho por ter-me tido no seu coração e nos pensamentos. Eu te amo!

LUTO [o céu está mais alegre agora, mas meu coração está menos cheio... quase vazio.] .

Cantar a beleza de ser uma eterna aprendiz

Sempre desejada,
por mais que esteja errada,
ninguém quer a morte.
Só saúde e sorte...

O que é, O que é - canção de Gonzaguinha, teve seus versos eternizados por vários interpretes, além dele mesmo. Palavras simples numa canção democrática sobre o que é viver. Vou brincar com as palavras desse mestre da música popular brasileira, mas, pra mim, “viver é muito mais do que não ter a vergonha de ser feliz. É cantar, cantar e cantar a beleza de ser uma eterna aprendiz”.

Por isso, que cada vez que encontro meus velhinhos nos jantares da Sociedade de Amigos do Museu do Vinho [Samuvi] eu volto renovada, fortificada, animada. Não tem como não se encantar com um povo tão alegre, tão saudavelmente festivo. Ali, entre eles, por poucas horas a tristeza vai embora. O medo e as incertezas ficam de lado, e nasce a esperança de uma velhice divertida e saudável.

É esse mesmo ritmo que quero pro meu casal de velhinhos favoritos. Porém, nesta semana, a segunda não foi de boas notícias, mas também não foi de…

Maior desejo da boca é o beijo

Beijo-flor
by Carlos Drummond de Andrade

O beijo é flor no canteiro ou desejo na boca?
Tanto beijo nascendo e colhido na calma do jardim nenhum beijo beijado (como beijar o beijo?) na boca das meninas e é lá que eles estão suspensos invisíveis.

* * *

Espero que tenha comemorado bem oDia Nacionaldo Beijo.

"...estarei viva depois do prato principal?"

Está virando rotina. Todo domingo eu divido a faxina no flat em duas partes: antes e depois do cinema. Hoje não foi diferente. Comecei pelo quarto e passei para a cozinha, deixando o banheiro e parte da sala (a sala e a cozinha são conjugados] para a volta e desci para o shopping.

Lembranças é um filme simples. Com uma ótima sacada no final. Se é que dá para dizer que lembrar a tragédia do 11 de setembro de 2001 já possa ser considerado como uma boa idéia cinematográfica. Mas para a história ficcional, unir um fato real que entrou para a história dos EUA numa película é, sim, uma boa sacada. Pronto! Assumi...

Assumo também que sou uma mulher cheia de lembranças. Eu me lembro dos meus amigos de Porto Alegre e dos bons momentos que sempre tenho cada vez que os reencontro. Lembro de situações divertidas - e outras nem tanto - em família, como a gravação que o meu pai fez para um comercial de tevê. Ele, de palito risca de giz preto, chapéu, sapato branco e uma bengala [na época ele não tinh…

As viagens dos sonhos...

Eu tenho muitas viagens dos sonhos. Quero ir a Paris e morar, por dois anos, em algum vilarejo francês. Tenho tanta certeza disso como tinha que seria jornalista. Também quero viajar de jeep ou motor home pela América Latina e Central. Na verdade quero ir do Uruguai até o México. Dar um mergulho em Acapulco, cantar Elvis num daqueles despenhadeiros e ainda subir as pirâmides Teotihuacán e, claro, visitar a casa de Diego e Frida Kahlo.

Sem falar naquela curiosidade básica que tem o afrodescendente em conhecer o continente africano. Mas ainda não tenho certeza disso. Meu coração pode não agüentar tantas guerras, miséria, dor, fome, doenças e coisa e tal que as cidades mais pobres de países subdesenvolvidos têm. Porém, tenho outra certeza - posso não casar e se isso acontecer, pode não ser de véu e grinalda, mas, a lua de mel será num cruzeiro.

Entre tantas viagens dos sonhos, agora eu tenho outra. Desesperadora. Alternativa. Preciso fazer uma dessas viagens de solteiros. Essa semana abri …

Dia-a-dia de um jornalista

JORNALISTA não fala - informa
Não passeia - viaja a trabalho
Não conversa - entrevista
Não faz lanche - almoça em horário incomum
Não é chato - é crítico
Não tem olheiras - tem marcas de guerra
Não se confunde - perde a pauta
Não esquece de assinar - é anônimo
Não se acha - ele já é reconhecido
Não influencia - forma opinião
Não conta história - reconstrói
Não omite fatos - edita-os
Não pensa em trabalho - vive o trabalho
Não vai à festas - faz cobertura
Não acha - tem opinião
Não fofoca - transmite informações inúteis
Não pára - pausa
Não mente - equivoca-se
Não chora - se emociona
Não some - trabalha em off
Não lê - busca informação
Não traz novidade - dá furo de reportagem
Não tem problema - tem situação
Não tem muitos amigos - tem muitos contatos Não usa carro - usa veículo
Não briga - debate
Não é esquecido - é eternizado pela crítica
Parabéns a todosos meuscolegasde profissão!

Sem choro e nem vela

Sou estudante, mas não tenho perfil pra isso. Estou aqui rengueando no último dia para fazer um trabalho da pós, antes do período para postagem se encerrar. O pior que já é a segunda chance. Aquela para os retardatários.

Está forçada demais essa pós a distância. Eles dizem que é exigência do MEC tanto trabalho, chat, fóruns, exercícios e prova. Orgulhei-me tanto dos 9 nas provas que relaxei com o tema de casa. Também, é um artigo, comentários nos artigos dos colegas, depois mais a segunda e a terceira etapas. E eu trabalho, como, durmo e me divirto quando?

Não sei se é sorte ou azar ser solteira e não ter filhos. Sobra tempo para tentar fazer algumas coisas que só nessa condição é possível. Mas agora a pouco, enquanto escrevia meu artigo, que é a parte 1 do trabalho, a tevê estava ligada na Força Tarefa, seriado nacional da Globo. Uma personagem, namorada do tenente, disse que ia ser mãe de qualquer jeito, pois estava doente.

Tem coisas que é desinformação nesses programas televisivos. E…

O momento é de renovação

Hoje passeei por blog de seguidores, que ainda não havia tido tempo de visitar. Foi uma sequência da atividade que iniciei ontem, no final da tarde. Com tempo e conforme meu provedor permitiu, visitei vários blogues muito legais. Todos de pura sensibilidade, sinceridade e realismo.

Num deles, na verdade, em um dos três que a Luci Cardinelli [só vi um até agora] mantém, me identifiquei. Vida é o nome do espaço. Muitos sentimentos têm ali. E nessa Semana Santa, em que estou com todos eles a flor da pele, me emocionei. Em um deles ela fala sobre respeito e renovação. Em amor e perdão. Em fé e religião. Mas tudo de forma simples e verdadeira, como devem ser tratado esses assuntos.
Nesse post ela publicou a receita para um ovo de Páscoa especial, que reproduzo logo abaixo, com a mesma imagem que a Luci também utilizou. Colei e vocês vão entender por que. Mas antecipo: é exatamente os ingredientes que estou me cercando no dia-a-dia, há pouco tempo, mas que quero manter para sempre como hábit…

Enxerguei melhor, mas fiquei surda

Eu adoro bolsas. Minha mãe fica “puta” comigo quando me vê chegando em casa com uma sacola nova. “Pra que outra bolsa, se o cabide tá cheio?”. Dessa vez eu lhe disse: “Pra ti variar quando sai, como tá fazendo agora!”.

Ela não se cansa de repetir essa frasezinha e não me canso de me encantar com os modelos mais diversos do acessório, que, como sempre, os que gosto e me caem bem são aqueles bem salgadinhos no preço. Hoje por exemplo, subindo para o café do shopping, vi numa loja gostosinha a bolsa verde na vitrine. Minha cor também. E mesmo imaginando que custaria os olhos da cara, fui lá experimentar.

“Bolsa bonita assim geralmente é desconfortável pra gordo”, pensei enquanto entrava na loja e a vendedora se aproximava para me atender. Fiz o teste e nem precisei ver no espelho o quanto ela estava ótima agarrada em mim. O quanto era espaçosa por dentro e de bom tamanho por fora. De couro, verde, macia e bem acabada. Bolsa pra uma vida inteira... e barata!

Ela falou das condições e eu gost…