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Mostrando postagens com o rótulo Festa no Interior

Amo

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É daqui a pouco. Logo depois das 23h59. Sessenta segundos para ser mais exata. E pronto! Estaremos comemorando o aniversário da Odete. Minha mãe. Uma mulher forte e frágil, doce e azeda, meiga e rude, gentil e indelicada... Uma pessoa que eu amo e me basta como exemplo. A pessoa a quem me tem e a quem dedico tudo que tenho e busco. Parabéns minha velha!

I'm back in Porto Alegre

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Feliz 2012 a todos. Meu reveillon foi de Paz e Amor familiar no interior do Estado do Rio Grande do Sul. É fácil demais acostumar com a vida no campo. Depois dos primeiros dias, o corpo já está acostumado as delícias do interior. Comidinha caseira produzida com legumes e verduras da horta, com gordura animal artesanal, carnes frescas e tratadas sem ração ou conservantes químicos. O resultado é um sabor mais autêntico e, de certo, quilos a mais na balança. Mas deixei para pensar nisso depois. Afastada da metrópole parece que as horas não passam. Deve ser por causa do calor do local descampado. Calor intenso! 34 graus em campo aberto é muito pior do que os 40 do Rio de Janeiro. E nada de chuvas. Pecuaristas e agricultores sofrem com a estiagem pelo Noroeste do Estado. E lá no Sudeste do país, água em excesso. E que mata tudo. Até gente... Já falei disso por aqui: a cada final e início de ano, uma ou mais catástrofes naturais pelo Mundo. Mas quando acontece no quintal da gente, é...

A Lua e eu

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Eu já peguei a Lua na mão. Em uma mão apenas. Na verdade, entre dois dedos: o indicativo e o polegar. Outrora, toquei-lhe a face arredondada e nem senti suas crateras. Para mim, ela, realmente, é achatada, fria, embora exuberante em sua luminosidade. E exerce influências sobre mim... Curiosamente ela não é feita de queijo. Mas de vidro fumê. E só consigo essa proximidade com o satélite natural quando viajo à noite. De ônibus. É em qualquer momento do trajeto que sinto meu olhar sendo atraído para a janela. Abro a cortina velha, poeirenta e fedorenta e lá está ela - resplandecente. Para garantir que ela está pertinho de mim, estico a mão direita. Raramente à esquerda. Quase nunca, creio... Nesse êxtase, nem percebo quando ela começa a fugir de mim, ficando para trás. Logo ela muda a situação, acelera o passo e corre atrás do meu toque. Ao nosso redor está apenas a paisagem bucólica e noturna. Iluminada por seu esplendor seguimos num romance sem testemunhas. Ninguém dá valor...

Elas falam demais!

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Agora é uma constatação. As mães falam demais. Parece que é uma sede incessante de tal gosto. Algo automático. Basta um olhar para elas ou apenas sentirem a nossa presença que começam a descarregar centenas de palavras, às vezes, sem sentido. Tudo isso pra cima da gente. Os filhos! Não sei se faz parte da maternidade, se são treinadas, desenvolvem com a idade ou é apenas um dom natural das mulheres. Alugar os filhos com assuntos novos ou velhos, tanto faz, lhes dá um prazer incrível. Dá para perceber isso na hora. Meu papel nesses momentos é apenas um: ouvir! Entre uma respirada ou outra dela eu tento introduzir algumas palavras minhas. Para travar um diálogo, sabe? Porém, logo sou vencida pelo respeito que nos é peculiar na hierarquia familiar. Acabo cedendo e volto a ouvir, paciente. De repente, levanto os olhos; esboço um sorriso; pronuncio sussurros ou expressões prontas. É o estímulo que a mãe espera para continuar com o falatório. Num encontro etílico com ...

A lenda rural que aterroriza as gurias

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A primeira dama do Barraco Parece castigo. Mocinhas da cidade não devem ir ao campo. Os borrachudos adoram o sangue mole dessa gente. Eu, que sou urbana demais, mal saio da cidade e já estou sentindo as picadas. Mas insisto. Vou de pele limpa, fresca e orvalhada pro mato. Ainda mais quando se trata de uma lenda: O Barraco dos Piás. Afastado de tudo e no meio de uma plantação de pinus, estava a sede campestre dos guris. Naquela peça mediana tinha de tudo: Freezer, fogão a lenha, mesas e cadeiras [inteiras], armário com utensílios domésticos, literatura educativa, e uma pia. Para os associados desgastados da lida, ou do trago mesmo, um colchão, que de certo faz às vezes de alcova. Eu, com minha imaginação fértil, sexualmente fértil, diria, tive ideias para esse contexto... Na verdade, no Barraco dos Piás dá pra morar tranquilamente. É tudo muito bem organizado. Tem água encanada e energia elétrica. Sim, fiquei pasma. Até agora não sei de onde vem essas delícias da modernidade, mas lá te...

Eu peco pela boca, sempre!

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Carnaval de 2009 - Vale Samba Minha amiga Jana diz que tenho que manter meus sonhos, desejos, projetos para mim. Sem ficar espalhando aos quatro cantos, muito menos pelo mundo virtual. O problema é que eu peco pela boca, sempre! Sou gulosa e sou faladeira. Não faço fofoca, mas sou faladeira. Adoro uma boa conversa e segredo pra mim tem que ser partilhado, pelo menos com os amigos do peito. Estava agora vendo o desfile da Imperatriz Leopoldinense , acompanhada de um big sanduíche e uma ceva bem gelada. Pronto. Lá se foi o primeiro pecado, considerando que sai de casa, depois do Big Brother, só para comer um petit gateau. Acho que era conseqüência da ressaca de sábado. Na verdade, é gula mesmo, já que comi meia barra de chocolate com castanhas e uvas passas. Não precisava de mais cacau por conta da ressaca não. O outro pecado que cometo, diariamente também, é o de falar demais. Passei anos da minha vida não entendendo e renegando o samba. Passava os carnavais na praia, com amigos, ao so...

Codorna da Nêga

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Tá! Eu sei que se trata de um almoço numa comunidade, como outro qualquer. A codornada não é em minha homenagem, obviamente, mas achei muito meigo o desejo das pessoas de se reunirem para confraternizar entre si e ainda dividirem seu tempo comigo. Para incluir o festejo do meu aniversário. Muito meio mesmo. Coisas de Nonô e Reolon. Diliça. Então, vamos encher o bucho gente!

Porco Dio!

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De médico e louco todo mundo tem um pouco! Eu já sou mais faca na bota e afirmo que de grosso, todo ser humano tem um montão. Mas o Porco Dio de ontem, oriundo da Comunidade de São Pedro, Zona Rural de Videira, tem o corpitcho avantajado dele todinho de pura grosseria. O que falta lá na casa dele, de certo, é espelho. Vou mandar um carregamento urgente pra lá, porque só se olhar em açude ou água de poço tá dificultando a realidade dele. Me diz agora quem vai explodir? Porco Dio! Já a Vindima tava tri legal. A comida caseira uma delícia, a cantoria da Família Paganini tudo de bom e a bailanta correndo solta. Me deu até vontade de valsar pelo salão da Comunidade de Rondinha. Me deu até lembranças... "Que tempo bom que não volta nunca mais..." P.S.: E agora eu sei: os gringos novos e bonitos tão todos lá!