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Mostrando postagens de Junho, 2006

Fora do Ar

Tenho novidades sobre os últimos dias e sensações, mas estou no meio de um twister familiar, então... fora do ar por algum (curto) tempo.
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Ah, se fosse o técnico de Ghana teria posto todos eles no tronco no vestiário. Vou torcer para a French agora. E viva o Henry!!!!

Medo

Pois é. Cheia de desculpas... Arrumar a mudança, fazer os trabalhos atrasados, mas na verdade nem uma coisa, nem outra. Eu tava com medo de ir para casa e, ao chegar lá, receber notícias ruins. Do tipo: teu pai vai se operar de novo. Quem diria, bastou um telefonema - já cheia de arrependimento por ter sido uma egoísta cagona - para descobrir que ele baixou o hospital ontem (23) e vai se operar amanhã (25).

Bah, e agora José?

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Nunca havia pedido essas coisas, mas, aos amigos que por aqui passam, por favor, façam uma corrente de luz e energia positiva para ele. Vale tudo. Mandinga, reza forte, amém Jesus, hare hare... Tudo que for do bem é bem-vindo.

Brasil x Japan

bah, todos sabem que odeio futebol, mas detesto mesmo. acho algo inútil, oportunista, desnecessário. dinheiro posto fora, entre outas cositas mas.

mesmo assim decidi assistir o jogo ontem, mesmo. Entrei no clima de Copa. Agora vou assistir dos os jogos do Brasil, mas com torcendo para o adversário, como fiz nesta quinta-feira, no Boteco Teco. E pior, mandando mensagem para os amigdos. Nesta semana cheguei até a apostar - 2x1 para o Japan. FDP, perderam as forças depois do primeiro gol.

enfim, me aguardem na terça-feira. estarei com Gana. Afinal, além de serem adversários eles vem da mãe África, hehehe.

A Cara de um Polícia

Uma verdadeira comédia americana, com uma dupla de actores de provas dadas e um argumento irrepreensível para o objectivo do filme. E fazer rir é mesmo o intuito desta produção.

Realizado por Les Mayfield, este filme conta com Samuel L. Jackson e Eugene Levy nos principais papéis. Toda a história se desenrola num contratempo e num incidente ocorrido nas ruas de Detriot.

O companheiro de L. Jackson é um dos polícias mais reconhecidos da cidade, no entanto, é encontrado morto junto a um carregamento de armas ilegais. Para provar que aquilo se tratava apenas de um passo para a captura de um criminoso, Jackson vai ter apenas 48 horas para descobrir quem matou o seu companheiro e para dar uma explicação sobre as armas.

Dentro de todo este enredo está Eugene Levy, conhecido de outras comédias da sétima arte americana. Eugene faz o papel de um fornecedor de materiais dentários que vai até Detroit para um congresso de dois dias. Perdido na cidade pede informações ao colega de Jackson, pouco ante…

Tive Razão

Começou no sábado...

Tive razão, posso falar
Não foi legal, não pegou bem
Que vontade de chorar, dói
Em pensar que ele não vem só dói
Mas pra mim tá tranqüilo
Eu vou zuar
O clima é de partida
Vou dar sequência na vida
De bobeira é que eu não estou
E você sabe bem como é que é
Eu vou
Mas(não) poderei voltar quando você quiser
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Imaginem Seu Jorge e Paula Lima, juntos, cantando essa música... De sentar e chorar no cantinho, hehehe. Os dois são tudo de bom.

Não conhece a Paula Lima? Vai lá então - http://www2.uol.com.br/paulalima/

Fênix

A fênix ou fénix é um pássaro mitológico que quando morria entrava em auto-combustão. Diz a lenda que passado algum tempo, ele renascia das próprias cinzas.

Outra característica da fênix é ser capaz de transportar em vôo cargas muito pesadas, havendo lendas onde chega a carregar elefantes.

Acho que eu sou esse pássaro...

palhaçada...

ah tá... faz piadinha ridícula, sem graça e provocativa e quer que eu explique a reina (que nem é do dia, é de dias, mas tudo bem). mon chèr... só digo uma coisa: cansei de bater água em pedra dura. não fura cherri. não tem mais explicações, tu não és velhinho para ganhar tudo mastigado. faz a merda, agora limpa.

Sobre Inveja

Faz tempo que estou para dizer-lhes que, se eu realmente cheguei a ter inveja no lugar do ciúmes (postagem No Chuveiro), agora estou curada. Não tenho mais esse sentimento horripilante. Aliás, depois do desabafo, já tinha expurgado isso de mim.

Fiquei pensando: Vou ter inveja do que? Tem que se ter algo desejável, e que valha a pena, para que desperte este sentimento. O que eu tinha até pouco tempo atrás, me valia para o momento. O que percebia das reações, das expressões, das palavras desatentas, estavam a contento. Quando deixou de me satisfazer, passo para outro nível. É assim que funciona comigo.

Ali, a coisa é sempre no mesmo patamar. É estável. Não é "oxigenado" (já que gosta de usar essa palavrinha). É induzido. Eu prefiro o que é natural, espontâneo, sincero. Uma vez lanchinho, lanchinho sempre. Eu sou prato cheio.

Balada de Agosto

"Meu coração vive cheio de amor e deserto
Perto de ti dança a minha alma desarmada
Nada peço ao sol que brilha
Se o mar é uma armadilha
Nos teus olhos
Nos teus olhos"

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de sentar no cantinho e chorar. principalmente porque Fagner faz uma participação fundamental. depois de Borbulhas de Amor eu havia perdido o respeito pelo cara, mas nesse CD com Zeca ele tá mais que emocionante. na verdade acho que ele tá se vingando de mim, hehehe. dá no rim, bem no fundo...

Musak

por Zeca Baleiro

Estou aqui em Arari, Nova York,
estou aqui, vou do Chuí ao Oiapoque
Tenho nas mãos um coração maior que o mundo
E o mundo é meu, o mundo é teu de todo mundo

Estou aqui em Arari, Nova York, estou aqui,vou do Chuí ao Oiapoque
Tenho nas mãos um coração maior que o mundo
E o mundo é meu, o mundo é teu de todo mundo

Na ante-sala do dentista ouço meu Muzak
Me entorpeço, esqueço meu coração, frágil badulaque

Estou aqui em Arari, Nova York,
estou aqui, no Cariri, em Bangkok
Tenho nas mãos um coração maior que tudo
Nem tudo é meu, e quem sou eu além de tudo

Na ante-sala do dentista ouço meu Muzak
Minh'alma dorme num velho porão, rima de almanaqueEstou aqui em Arari, Nova York,
estou aqui, no Cariri, em Bangkok
Tenho nas mãos um coração maior que tudo
Nem tudo é meu, e quem sou eu além de tudo

Tudo que se vê, pra que crer
Tudo que crê, pra que ter
Tudo que se tem, pra quem

Tudo que se vê, pra que crer
Tudo que crê, pra que ter
Tudo que se tem, pra quem

Tudo que se vê, pra que crer
Tudo que crê, pra …

U$ 30

Hoje (quinta-feira, 15) estava cansada. Cansada dessa vidinha mais ou menos de mulher independente. Eu não quero ser independente, nunca fui feminista (jamais queimaria meus sutiens em praça pública) e nunca, nunca na minha vida me senti tão abandonada, tão maltratada.

Em Porto Alegre meus amigos atendem meus chamados quando preciso e quando não preciso, eles me chamam porque querem saber como ando, por que estão com saudades, por que querem trocar carinho (menos meu amigo Alexandre, ele é um cético em se tratando de relações humanas). Quando estou em casa, estou sempre cheirando minha mãe, abraçando e pedindo cafuné. Meu pai é mais carinhoso, não preciso pedir, ele dá. Assim como eu também dou.

Nós somos muito parecidos, José e eu. Virginianos, primeiro decanato, teimosos, “auto-suficientes”, dominadores, curiosos, críticos, ácidos às vezes, mas carinhosos, muito carinhosos. Tanto, que nos dói quando temos carinho para dar e o alvo de nossa atenção não quer receber. É bem nessa situaç…
O Téo me disse coisas na terça-feira que me deixaram mais do que na real. Perdi a ilusão. Nada que eu não soubesse, mas dita da boca dele, com os olhos lacrimejando, bem na minha frente...

Não tenho mais opções sem ser a que já havia escolhido. Só queria ter a certeza de que vou parar de amá-lo logo ou de que alguém surgisse, se materializasse na minha frente, dizendo e fazendo tudo que queria poder dizer e fazer com o Téo.

Enquanto isso não acontece fica a pergunta do meu pai, que costuma fazer para ele mesmo, com freqüência, quando tá em circunstâncias de aperto: E agora José?

Mãe

Tenho tido vontade de ligar para a mãe e falar do momento que estou passando. De ouvir a sua verdade seca, mas de poder desabafar e perguntar o que eu faço, mesmo sabendo o que tenho que fazer.

Não tenho saído quando vou para casa, com exceção desse último final de semana, claro. Fico lá, ao lado deles, recuperando a energia que gasto com o Téo. Tenho ímpetos de chegar perto dela, colocar a cabeça em seu colo e falar, falar, falar, até que ela diga: “Chega!!! Não te criei para ficar sofrendo por homem nenhum”. Mas não posso fazer isso com ela agora. Com meu pai a ponto de perder outra perna, com meu irmão se digladiando com a ex-mulher e com a crise financeira lá de casa, agravada com as despesas de saúde dos velhos. Não tenho esse direito.

Por isso queridos, agüentem mais um pouco, por favor, só até agosto. Depois disso eu vou voltar ao normal, juro!!!!
O Téo pensa que sou palhaça dele. Porra, deixo ele pensar que me engana, deixo ele pensar que pode ser o bom e o melhor me muitas coisas, mas isso não basta para ele ou ele não percebe suas limitações, mesmo quando desagradam quem o ama. Não basta que conceda o que não deveria conceder, não basta que eu aceite sua ignorância, não bastam muitas coisas que faço, sentindo muito no fundo do peito, só para poder ter uns poucos momentos ao seu lado. Mesmo assim ele faz questão de me preterir, até quando aceito ser a segunda do dia.

Estou cansada e estou avisando há tempos. Um dia eu deixo de ser cachorro e paro de corres atrás do osso. Por isso que gosto mais de gatos, além de independentes quando mal tratados vão embora. Amor próprio felino... ou, quem preferir ditos populares, “gato escaldado tem medo de água fria”.

Martha Medeiros

Mais uma ela está em minha vida. Quem diria, uma escritora, cronista, contista, poeta, que nem um pouco havia me chamado a atenção até ler Persona Non Grata. Além de desta obra, que estou relendo no momento, leio apenas sua coluna no jornal Zero Hora, de Porto Alegre, e nem é sempre. Ela não acerta o ponto na maioria das vezes. Mas em seu livro de poemas...

Martha apareceu em minha vida quando estava no Rio de Janeiro, uma parada breve de quatro meses que me fez ver que aonde quer que eu esteja, tenho que ser firme, ter coragem, além de crer em mim mesma, na minha capacidade e força de vontade.

Eu pegava praia no Leblon todas os sábados e segundas. Durante a semana ia distribuir currículo e tentar entrevistas informais para possíveis oportunidades de emprego. No domingo eu ia a feira, uma delícia. Descia cedo para a avenida e percorria, com um pastel na mão e um copo de cana na outra, a feira de verduras, carnes, especiarias e roupas, de ponta a ponta. Conversando com os vendedores, é …

Téo

Você faz tudo para que os outros percebam que você gosta de mim

E agora que estamos sós
Você não tem dó e me deixa assim

Porque você não me agarra
E dá um fim no que me atormenta

Porque você não se senta
E me explica o que é isso enfim?
_____________Relendo Martha Medeiros, Persona Non Grata, descobri alguns poemas que têm tudo a ver com minha história com o Téo, se é que temos alguma. Portanto, estarei publicando aqui esses textos, sempre com o título de Téo. Os poemas desta obra de Martha, não títulos.

Três dias

Nossa!!! Um final de semana intenso e bem divertido. Gostei. Sabia que tinha investido bem. Valeu as quase 30 horas de viagem, batendo a bunda em bancos de ônibus desconfortáveis, com gente estranha do lado. Valeu ter gasto o dinheiro não tido e não podido. Valeu ter desviado o tempo precioso ao lado dos meus pais, para ficar com pessoas naturalmente sinceras e esclarecidas sobre suas vidas.

Sexta-feira. Encontro com a minha amiga Rê. Aquela minha companheira de anos, que nunca mediu esforços para me agradar. Que nunca esqueceu de mim, mesmo estando ocupada com problemas familiares, mesmo trabalhando 18, 20 horas por dia. Que sempre teve tempo para fazer minhas comidinhas favoritas quando minha mãe não estava e que me deixava dormir até tarde no dia seguinte, mesmo quando chegava de madrugada na sua casa, vindo de festas alheias.

Foi esta amiga que passou por maus bocados do coração e que agora imagino, pelo menos 1/3, o que possa ter passado. É ela que me incentivou, me apoiou, me ensi…

Sempre Assim

Não poderia imaginar que ouvir Djavan faria tão bem ao meu espírito. Foi instantâneo. Liguei o meu aparelho e coloquei o CD com as músicas que gravei em MP3 – álbum Dois. Mas a porra não funcionou. Então, liguei meu fiel escudeiro, o Fred Astaire, meu computador. Pronto, lá estava o gostosão do Djavan cantando só pra mim, no meu quarto, hehehe.

Nossa, foi uma maravilha. Sem choro, nem vela. Só alegria. Senti que estava recebendo a antiga Elaine de volta, tipo como aconteceu no filme “Um espírito baixou em mim”. Hehehe. Imagina o resultado: noite de sono bom, sonhos gostosos e uma manhã feliz. Acho que o email que enviei também me fez bem. Tudo que estava sentindo tava entalado na minha garganta. Já o Téo não tem coragem suficiente para ouvir, fiz o de sempre; escrevi. Leia ou não, o benefício já está feito.

Agora será sempre assim, como canta Rogério Flausino.

Jota Quest
Composição: Marco Túlio Lara, Rogério Flausino, PJ, Márcio Buzelin e Paulinho Fonseca

7:15 eu acordoE começo a me lembra…
"Amor não é se envolver com a 'pessoa perfeita', aquela dos nossos sonhos. Não existem príncipes nem princesas. Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos. O amor é lindo quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser". Mário Quintana _____________________________ plagiei do blog de minha amiga mari

Nada mais de festa no Apê

Pra resgatar um pouco da minha dignidade e sensatez, para manter o pingo de amor próprio em meu ser, decidi me mudar. É. Vou trocar minha cobertura por um apê que não conheço, longe pra caralho do jornal (e eu, que odeio caminhar e que já caminho pacas nessa cidade) e sem churrasqueira e muito menos a vista maravilhosa do meu apê.

Por outro lado, há uma grande compensação. A pessoa que habita esse apartamento é nada mais, nada menos, o ser mais maravilhoso que já vi nessa cidade. Foi ela que me deu o ombro quando mais precisava, quem me emprestou os ouvidos, quem me aconselhou e agora me oferece um teto amigo.

Ainda bem que os Deuses ainda olham por mim. Disso não posso reclamar, me colocaram um anjo caridoso em minha vida. Espero poder retribuir um dia. Se não a ela, pelo menos a outra pessoa que precisar de mim. Se eu não souber dizer, obrigada Silvia.

Vou feliz para a nova casa. Construir um espaço novo, aonde, nem que seja por pouco tempo, eu possa chamar de lar. Afinal, lá no início…
Soneto do Amor Eterno
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes e com tal zelo, e sempre e tanto
que mesmo em face do maior encanto
dele se encante mais meu pensamento.
Quero vive-lo em cada vão momento
e em seu louvor hei de espalhar meu canto
e rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou ao seu contentamento.
E assim quando mais tarde me procure
quem sabe a morte, angustia de quem vive
quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Para desfazer a má impressão que o post anterior possa ter deixado...

No chuveiro

Ontem foi o dia das percepções. Entendi que o que sinto não é ciúmes. É muito pior. Muito pior. É inveja. Nunca tinha sentido isso antes. Meus amigos sabem a aversão que tenho de pessoas invejosas, que cobiçam o que é dos outros. Que põem olho gordo na felicidade dos outros.

Eu não sou assim. Me olho no espelho, me vejo, mas não me sinto. O que sinto é um mal estar enorme de ficar vendo o carinho com o qual ele a trata. Os desejos absurdos que realiza e a atenção dispensada. Aliás, a paixão que sente. Por que a ela ele tem sentimentos e isso tudo é a minha dor de cotovelo, são as causas da minha inveja. Meu estômago passou a tarde embrulhado, dolorido de tanto chorar baixinho no banheiro. Minha concentração foi pro saco de novo. Meu trabalho tá atrasado e minha vontade se foi, mais uma vez. Tudo por pura inveja. Morte aos invejosos!!! Esse era o meu lema. É o meu lema. Mas eu não quero morrer, jamais.

Prefiro o ciúmes do que a inveja. Sentimento medíocre e vil que o ser humano pode te…

Site Oficial da Marrom

Pandora 3

Meu Vício é Você

Ontem estava ouvindo a Marrom. Nada mais romântico e realista, acreditem, é contraditório mas possível, do que ouvir aquela voz rouca falar de coisas de amor. Amor desencontrado, encontrado, paixão, tesão, traição, desejo. Alcione é a “mulher ideal” quanto se trata de interpretar esses sentimentos. Ela sabe o que faz.
Não conheço sua trajetória amorosa, mas suas músicas se encaixam em mim como se fossemos a mesma pessoa. Engraçado, não chorei com ela. Minha vida amorosa estava na boca dela, em muitas canções, gritada no último volume da caixa de som do meu computador. Ouvi, cantei, analisei, comparei, sorri e xinguei. Muiiiito. Filho da puta!!!! Mas não chorei.
Escuto o CD duplo Ao Vivo. Uma delícia para os sensíveis, para os sambistas, para os românticos e nada triste para os desenganados. Recomendo. E olha que disso eu entendo, hehehe. Dele, do primeiro, selecionei três músicas, de todas que adoro e que por muito tempo ouvi seguidamente. Agora ouço exatamente Nem Mort…

Fernando Pessoa, Chico Buarque

Autopsicografia
Fernando Pessoa

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

http://www.releituras.com/fpessoa_psicografia.asp

Até o Fim
Chico Buarque

Quando nasci veio um anjo safado
O chato dum querubim
E decretou que eu tava predestinado
A ser errado assim
Já de saída a minha estrada entortou
Mas vou até o fim

Inda garoto deixei de ir à escola
Cassaram meu boletim
Não sou ladrão, eu não sou bom de bola
Nem posso ouvir clarim
Um bom futuro é o que jamais me esperou
Mas vou até o fim

Eu bem que tenho ensaiado um progresso
Virei cantor de festim
Mamão contou que eu faço um bruto sucesso
Em Quixeramobim
Não sei como o maracatu começou
Mas vou até o fim

Por conta de umas questões paralelas
Quebraram meu bandolim
Não querem mais ouvir as minhas mazelas
E a minha voz chin…

Pandora 2

Tira o teu piercing do caminho, que eu quero passar com a minha dor 2

Agora que a caixinha de Pandora foi aberta, não consigo mais fechar. Portanto, peguem os lencinhos de papel, vão precisar.

O Alexandre, meu amigo, me chama de Drama Qüeen. Ele não lê blogs, acha chato. Mas vocês que gostam, vão ter exemplos claro do que é ser dramática.

Quem me “conhece” vai aprender a conhecer de vez, de verdade, quem é a pessoa simpática que sempre tem um sorriso no rosto ou uma palavra amiga. Agora, não me digam para voltar a sorrir, o que eu preciso é de um pouco de atenção de vocês, do ombro para chorar minhas lágrimas da amor, de ouvidos para agüentar minhas lamúrias.

Desculpe mes cherris, mais uma vez engano vocês. Nada de contos e crônicas por um bom tempo. Só isso, relatos do que vai dentro de mim, coisas do meu ser, sobre esse sentimento que consegue ser mais possessivo do que eu. Arraigado já. Mas é que estou sozinha nessa cidade aqui e além dos seres astrais, só meu computador meu entende…

Pandora 1

Tira o teu piercing do caminho, que eu quero passar com a minha dor

Se antes eu não escrevia meus contos ou crônicas por falta de tempo, agora não os escrevo por excesso de paixão ou amor. Ainda não sei. De uma paixão ou um amor não correspondido, de uma paixão ou de um amor doído.

Torço para que seja paixão, pois dizem que é um sentimento efêmero, passageiro, volátil, embora intenso e enlouquecido. Mas não sei não. Se fosse paixão, não seria problema para mim, que sou meio maluca e bastante intensa. Eu digo: “comigo é oito ou oitenta. Não tem meio termo”. Às vezes eu finjo que sim, na verdade, quase sempre, mas é para que no final, o resultado seja oitenta. Gosto do todo, do 100%, da integralidade. Por isso eu finjo, como o diz o poeta português, Fernando Pessoa em Autopsicografia.

O dicionário diz que Paixão é um movimento violento, impetuoso, do ser par o que ele deseja. Atração muito viva que se sente por alguma coisa. Objeto dessa afeição. Predisposição para ou contra. Arrebatament…

Sobreviventes

por Luís Fernando Veríssimo

Pensando bem, é difícil acreditar que estejamos vivos até hoje!
Quando éramos pequenos, viajávamos de carro, sem cintos de segurança,
sem ABS e sem air-bag!
Os vidros de remédio ou as garrafas de refrigerantes não tinham nenhum
tipo de tampinha especial... Nem data de validade...
E tinham também aquelas bolinhas de gude que vinham embaladas sem
instrução de uso. A gente bebia água da chuva, da torneira e nem conhecia água
engarrafada. Que horror!
A gente andava de bicicleta sem usar nenhum tipo de proteção...
E passávamos nossas tardes construindo nossas pipas ou nossos carrinhos
de rolimã...
A gente se jogava nas ladeiras e esquecia que não tinha freios até que
não déssemos de cara com a calçada ou com uma árvore...
E depois de muitos acidentes de percurso, aprendíamos a resolver o
problema... SOZINHOS!
Nas férias, saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo;
nossos pais às vezes não sabiam exatamente onde estávamos, mas sabiam
que não estávamos em perigo.
Não existiam…