Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Agosto, 2011

Vivendo e aprendendo a ganhar

Se eu nascesse


assim pra Lua,


não estaria trabalhando!



Tirando o fato de ser algo instável, passageiro; adoro fazer frilas. Esse perfil de “faz tudo” me atrai. A gente sempre descobre o terceiro lado da moeda e ignorado por todos. Aprende-se uma ou duas coisas a mais. Estressa-se, se cansa - muito -, mas a interação com pessoas diferentes do seu grupo de afins é uma oportunidade enriquecedora para o crescimento pessoal.

Mas é um “job”. E ele acaba. Recebe-se e depois a grana acaba. Tudo passa. E o fato positivo nesse aspecto é: Folga! E bem na sexta-feira...

Durante esse período de trabalho fiquei uma semana sem ver a Jade, sem dormir mais de seis horas - assim, de repente -, passando frio, sentindo dores nos músculos dos braços de tanto digitar. Mais de sete dias sem tempo, sem disposição física e mental para escrever aqui. Minhas costas doíam, meus braços doíam. Precisei fazer alinhamento vertebral para minimizar o mal estar causado pela má postura.

E sim. Eu acho bom. Eu gosto. Sinto…

A Lua e eu

Eu já peguei a Lua na mão. Em uma mão apenas. Na verdade, entre dois dedos: o indicativo e o polegar. Outrora, toquei-lhe a face arredondada e nem senti suas crateras. Para mim, ela, realmente, é achatada, fria, embora exuberante em sua luminosidade. E exerce influências sobre mim...

Curiosamente ela não é feita de queijo. Mas de vidro fumê. E só consigo essa proximidade com o satélite natural quando viajo à noite. De ônibus. É em qualquer momento do trajeto que sinto meu olhar sendo atraído para a janela. Abro a cortina velha, poeirenta e fedorenta e lá está ela - resplandecente.

Para garantir que ela está pertinho de mim, estico a mão direita. Raramente à esquerda. Quase nunca, creio... Nesse êxtase, nem percebo quando ela começa a fugir de mim, ficando para trás. Logo ela muda a situação, acelera o passo e corre atrás do meu toque.

Ao nosso redor está apenas a paisagem bucólica e noturna. Iluminada por seu esplendor seguimos num romance sem testemunhas. Ninguém dá valor à Lua por d…

Elas falam demais!

Agora é uma constatação. As mães falam demais. Parece que é uma sede incessante de tal gosto. Algo automático. Basta um olhar para elas ou apenas sentirem a nossa presença que começam a descarregar centenas de palavras, às vezes, sem sentido. Tudo isso pra cima da gente. Os filhos!

Não sei se faz parte da maternidade, se são treinadas, desenvolvem com a idade ou é apenas um dom natural das mulheres. Alugar os filhos com assuntos novos ou velhos, tanto faz, lhes dá um prazer incrível. Dá para perceber isso na hora.

Meu papel nesses momentos é apenas um: ouvir! Entre uma respirada ou outra dela eu tento introduzir algumas palavras minhas. Para travar um diálogo, sabe? Porém, logo sou vencida pelo respeito que nos é peculiar na hierarquia familiar. Acabo cedendo e volto a ouvir, paciente.

De repente, levanto os olhos; esboço um sorriso; pronuncio sussurros ou expressões prontas. É o estímulo que a mãe espera para continuar com o falatório.

Num encontro etílico com a amiga Jana, ontem, co…

Abre a porta Mariquinha!

Feliz.com

Sim. Estou feliz. Talvez, para alguns, seja por motivo irrelevante. Para mim faz diferença. E muita!

Depois de um ano afastada do jornalismo, retomei as atividades. É um “job”. Uma produção textual, algo que sempre me gabei de fazer bem. No entanto, depois de algum tempo sempre se fica com um “pé atrás”. Mas não sou de correr da raia e encarei o trabalho com os dois peitos.

A grana é suficiente. Suporta as minhas despesas fixas do mês e mais alguma bobagem pessoal. O valor poderia ter sido melhor, mas quando se tem medo ou dúvidas, até orçar me dá arrepios.

Porém, tudo deu certo. Certo mesmo! O cliente provou e aprovou da minha capacidade. E, de repente, o sorriso foi surgindo... Meu corpo foi tomado por aquela letargia provocada pela felicidade após momentos de tensão. Era o resultado de um “feedback” mais que positivo.

Era um sinal. Eu não perdi o taco. O tino. Como me disse um amigo “paulista”, isso nunca se perde. É da gente. Ponto!

Aconteceu de verdade!

Adoro cinema e abandonei o hábito das estréias. Péssima ideia, eu sei. Mas, aos poucos retomo o gosto pela sétima arte.

Esse final de semana foi uma feliz oportunidade para esse encontro. O Assalto ao Banco Central. Essa foi a pedida. Troquei a visita numa feira de artesanato com a participação de 36 países por uma sessão de cinema nacional. Delícia!

O filme, dirigido por Marcos Palmeira, é bom. E aguça a curiosidade da gente sobre o fato real. Um dos crimes mais bem bolados em minha opinião. Coisa de cinema mesmo...

Sim, eu tenho mais de 20 anos!

... e voltei a sorrir!

Tive um momento de fraqueza hoje. De raiva, de temeridade. Mas quem disse que seria fácil por tudo nos eixos - e ainda de uma só vez? Não, não...

As lágrimas foram inevitáveis por alguns segundos. Aquela sensação de frustração, de derrota... Mas o telefone não me deixou choramingar por muito tempo. Duas vozes familiares e uma estranha foram suficientes para cessar a crise que se intensificava. Duas lágrimas, um pensamento lastimoso e pronto, tudo voltou a clarear.

Disfarcei o choro, atendi as ligações, fui educada. Senti-me melhor em minutos. E comecei a pensar sobre o obstáculo que teria que transpor, nas conseqüências negativas que ele acarretaria nas minhas metas e no que precisaria fazer para que ele seja transposto com eficiência. Ufa! Nada impossível. Como tudo na vida.

Talvez seja menos um motivo de comemoração nos próximos dias. Mas, com certeza, será um ponto positivo ao final do ano, quando ver que terei resolvido esse problema ou vencido uma dificuldade. E voltei a sorrir!