Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Junho, 2016

Seguir em frente

Terça-feira. 9h30. Já estou na lida há 2 horas, mas a sensação de abraçar o Mundo ainda me acompanha.
Sabe aquela vontade de ler todos os livros da estante, participar dos seminários que lhe desperta o interesse, aceitar os inúmeros convites sociais e ainda cumprir com os compromissos profissionais assumidos? Pois é, acordei assim.
Mesmo sabendo que não tenho braços e pernas para realizar tudo que gostaria, ter essa vontade novamente me tranquiliza. E me impulsiona a seguir em frente. 

Obrigada meu Pai.

Boas vibrações

Celular toca. Olho o  número no identificador e imagino: "Outro alguém a me cobrar". Não. Boas notícias! Imediatamente veio-me um brilho no olhar e alegria instalou-se no sorrir.

Outra ligação. Outro sim. E pensei: "Para que tanto receio em arriscar? Afinal, as mudanças são sempre para melhorar..." Logo formou-se uma corrente de boas vibrações.

E a segunda inteira foi assim: em um clima de festa. E eu a agradecer ao Universo.

Eu te entendo...

Ao longo da minha atividade como driving children vou conversando com minhas crianças. São trajetos curtos, mas o suficiente para falarmos, rapidamente, sobre vários assuntos – e até brincar. Essa semana, uma deles teve um gesto condescendente comigo. Meigo, fofo mesmo. Simpático, generoso.
Contei-lhe que há algum tempo vinha emagrecendo, mas que havia parado de me pesar por falta de tempo. Mesmo tendo balança em casa. Mas que naquele dia, ao sair do prédio do dentista, decidi usar a balança que fica na frente da farmácia localizada ao lado do tira-dentes.
Ainda incrédula disse-lhe: “guria?! Não é que engordei tudo de novo?”
Ela, jovem bailarina e aplicada, muito séria me questionou: “Elaine, quantos quilos tu pesa?” Pensei rapidamente: ela tem dez anos, faz balé desde os sete, não vou assustar a guria dizendo quanto peso. Apenas disse: “Ah, não posso revelar meu peso”, sob um tom de igual importância inserido por ela na conversa.
E, inesperadamente, sob uma generosa compreensão infantil …

Página em branco

Preciso de um novo plano de vida. Preencher meus dias com desejos, sonhos, planos e traçar objetivos e metas para eles. Reorganizar-me.
A boa notícia é que depois de dois meses, vislumbro perspectivas. E vontade de concretizá-las. Aos poucos, a página em branco que tenho a minha frente se tinge em cores, em letras, números e esboços. E não estou sozinha nesse novo projeto de vida. As ações tem se apresentado de forma cooperativada. Ao menos é assim que estou chamando uma rede de apoio e de trocas que tem se formado em minha volta.
Ainda bem! Não nego que preciso de ajuda. E de todos os tipos. O melhor de tudo é que ela surge de vários lugares e por parte de várias pessoas: seja da família ou do círculo de amigos. Isso me tranqüiliza, apazigua meu coração, é um bálsamo em minha vida entristecida.
Seja escambo ou doação. A questão é que vem pessoas queridas que buscam ajuda mútua, de forma solidária, igualitária, bem democrática. Ou as tias fiéis que, de coração aberto, me estendem suas …

Tipo sorriso Colgate

Um dia de dieta liquida e fria, a base de açaí [não gosto de sorvete, mas degusto um milkshake de ovomaltine do Bob’s. Vá entender...]. Dois dias sem mastigar e com dieta pastosa e morna. Três dias tomando chimarrão morno, quase frio. E nada de vinho. Aliás, nada de bebida alcoólica devido ao antibiótico cavalar em dose única que ingeri no dia da extração do meu primeiro, e espero que único, dente de siso.
Por minha conta fiquei uma semana sem usar fio dental. Outros sete dias escovando apenas os dentes da frente e os de três cantos da boca.  E também estou todo esse período sem usar minha placa antibruxismo. Pronto, depois de tudo isso, hoje, nem precisei tirar os pontos, por que eles caíram sozinho, sabe-se lá quando. Oh beleza!
Depois de um dia de vitimização completa, meu sorriso Colgate está ótimo. Imagina se tivesse ficado 48 horas de repouso, como o recomendado pelo dentista? Teria me recuperado já na sexta feira passada. Mas, imagina se meu irmão ficaria dois dias cozinhando p…

Driving children’s

Não estou jornalista. Por hora, vendo o serviço de transporte infantil - e dou de brinde carinho e atenção por trás do volante - a pais que não tem tempo para transportar seus filhos em todas as atividades infantis. E o melhor: ainda há vagas no meu coração, digo, hora na agenda.
Estou fora do mercado de comunicação há algum tempo. Aliás, até pouco mais de três meses atrás não estava trabalhando. Desse período até agora, conduzo crianças até suas atividades educacionais, culturais e de formação transversais. Como digo, sou uma espécie de Morgan Freeman em Driving Miss Daisy. Acho phino!
Ao todo são quatro crianças sob minha tutela [Grande responsa...]. E tem sido uma experiência incrível! Além de por em prática, estimular e exercer responsabilidades, pontualidade e a paciência, eu tenho aprendido muito com essa nova rotina. Na verdade, elas têm me ensinado algumas coisas novas e outras já esquecidas com a maturidade.
Sinto-me uma pessoa melhor a cada dia. [1]Sou uma motorista mais consc…

Me chamo Rê

Admiro as crianças. Elas vivem intensamente sua rotina. Mesmo acreditando que a vida é difícil, elas se saem muito bem em seus primeiros anos.
Essa galera sabe enfrentar medos. Crianças aventuram-se, seguem ordens, rebelam-se, brincam, são más, são queridas, erram e pedem desculpas, vencem, acertam, choram, reclamam... Tudo isso numa simplicidade única.
E elas sabem recomeçar...
Por que gente grande não sabe. Eu ao menos nunca sei de imediato. Tenho um Delay para recomeçar. E já passei algumas vezes por esse processo. No entanto, sempre é preciso reaprender a fazer um novo caminho.
Por enquanto, a única coisa que sei é que me chamo Rê agora. De Recriar, Reorganizar, Refazer, Reconstruir...  Antes fosse de Rebordosa.



Perdas

Sou virginiana. Ser possessivo, fiel, carente... sim carente. Tão carente que quando extrai um dente, sente como se fosse um ente querido. A comparação é grotesca, mas não poderia ser mais verdadeira. Acredite! Palavra de quem perdeu um dente de siso e pais queridos.

Mode on

Revistas de viagens, canais de aventuras, informativos de agências de turismos, sites promocionais... Andava com o pé que era um leque para sair por aí. Vontade de por a mochila nas costas e me juntar aos cidadãos do Mundo, pronta a aliviar a mente, conhecer gente, locais e culturas diferentes, bem diferentes...
No entanto, confesso, dessa vez não conseguiria executar uma viagem desse porte. Não emocionalmente. E a saída foi acionar as amigas, pô-las em “mode on”, e curtir.
Por isso não convidei, convoquei. Assim começou a trip para o Uruguai, cujo local também foi escolhido por mim. Acompanhada de três guerreiras, parti num tour gastronômico, cultural e comercial por Punta Del Este, Punta Ballena, Montevidéu, Colônia Del Sacramento e Chuí. E foi como era para ser: ótimo!
“Las chicas”, como carinhosamente fomos identificadas no bus, cumpriram a meta demarcada por onde passaram: Dispersar as energias negativas e divertirem-se.
Obrigada gurias, sem vocês eu nada seria.



Falar e sair andando

O sol tem brilhado com pouca intensidade nos últimos dias. É outono. E o astro rei anda aquecendo outro hemisfério... E juro, nunca pensei que sentiria falta da primavera, estação que anuncia a chegada do calor.
Mas, sei, ainda tenho um inverno inteirinho pela frente. Dias frios e cinzas, que remetem a gente há tempos passados, emoções fortes, lembranças, saudades... Tudo que queria evitar nesses primeiros meses de ausência da minha velhinha.
Sim, ela agora é minha estrela guia. Está viva somente na minha memória e no meu peito. Por isso o coração agoniado. Apertado. Saudoso e ainda incrédulo.  Não há um só dia que não me venha algo que remeta a ela. Confesso que não está sendo fácil sorrir.
Queria poder chorar todas as dores dessa perda. Secar as lágrimas e seguir a vida. Tipo falar e sair andando, entende?
Devia ter alguém que pudesse dizer como se faz para amenizar a dor, quando a mãe da gente se despede. Pois elas não nos preparam para isso. É a única coisa que não nos ensinam. Expli…