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Adeus ano velho, a Deus ano novo

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A vida é como uma gangorra. Um sobe e desce rápido demais para quem gosta de aproveitar os bons momentos. Por isso nunca gostei deste brinquedo. Uma hora se está feliz. Em outro instante, triste. E a merda nesse vai e vem é que nem dá tempo para sentir aquele arrepio da instabilidade. É num rompante que tudo acontece. 2016 foi uma gangorra para mim. Como os momentos de baixa foram muito fortes, passei muito tempo perto do chão. E não é isso que almejei para mim. Queria estar mais perto da copa das árvores, sentindo a brisa fresca que passeia pelos galhos a tocar minhas bochechas rechonchudas. Dona Morte visitou minha família duas vezes nesses 365 dias. Em fevereiro, quando minha mãe teve alta hospitalar, os médicos pediram para que começássemos a nos despedir dela. Levei oito meses após sua partida para acostumar com sua ausência. Para que a dor virasse saudade, ainda que intensa. No meio desse período, meu irmão ficou dois meses hospitalizado. Antes disso teve crise...