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Mostrando postagens com o rótulo Flash back

O carnaval foi assim:

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Na segunda de carvanal fui ao cinema. Bruna Surfistinha! Sim, fui ver a guria de programa mais famosa do Brasil. E achei bem legal o filme. Tudo bem, confesso que também gostei do livro... E fique atento: não estou dizendo que o filme ganhará o leão de Cannes ou a estatueta do Oscar, nas próximas edições. E sim que o filminho cumpre bem seu enredo. A sala do Cinesystem que freqüento fica perto da minha casa, num centro comercial, que depois de anos começaram a chamar de shopping. Lembro-me que na hora do intervalo escolar – há mais de 20 anos -, era no Super que ficava no João Pessoa que comprava o pacotinho de pastelina ou a bolacha recheada sabor doce de leite. De segunda a sexta... Talvez seja por isso que até hoje não suporto recheio de bolachinhas e nem como mais pastelina. Eca! Deixando os rodeios de lado, fui ao Shopping João Pessoa ver Bruna Surfistinha, em plena segunda de carnaval. E como tudo muda, o cinema também mudou. Foi reformado e agora, de duas pequenas salas desconfo...

A enxada seca...

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O Estado do Ceará sofre com a estiagem, que é a pior dos últimos 12 anos. São 135 municípios dos 184, que declararam situação de emergência pública. As comunidades são abastecidas com caminhões pipas, por que a pouca água que as pessoas têm acesso – quando tem – são impróprias ao consumo. Ouvi a notícia no Jornal Nacional e vim ler mais sobre a situação dos nordestinos... Lembrei-me do tempo que era pequena, no bairro Partenon, poucas quadras de onde moro agora. Muitas vezes, no verão, ficávamos sem água também. A situação era muito comum na década de 80, quando chegávamos a ficar uma semana ou mais sem abastecimento. Minha mãe, que é guerreira há décadas, corria pro pátio de casa para colocar bacias e panelas de água quando chovia. Às vezes, a incidência era pouca e nem chegava a molhar o solo. Não dava nem pra refrescar a terra ou molhar a grama, que já amarelava pela seca dos verões de antigamente. Quando o caminhão pipa chegava era uma festa. As crianças corriam com jarras para enc...

Estrelas

Parece brincadeira do destino, mas lembrei desse comercial dias antes do meu velhinho ir embora. Tinha o registro como perdido até agora a pouco. Mas a Mimi [sim gente, a Mirela está dominando a internet agora] achou o comercial das Lojas Quero Quero, gravado há aproximadamente cinco anos. Relíquia de família agora queridona. Obrigada pelo presente. Ah, além do meu Pai, que dança alegremente a beira do Lago Guaíba, eu tô na fita também, fazendo uma pontinha. É. A família toda tem dotes artísticos... Não duvide!

Polar de litro, só aqui

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A moda agora é tomar Polar de litro, que também usa o mesmo slogan: “No Export”. Uma pena! Cerveja de gaúcho tem que ser encontrada pelos gaúchos em qualquer lugar do Mundo. Ta, tudo bem... Já me dou por contente em encontrar Polar em lata no Texacão em Videira. O único problema é que bebê-la na companhia de amigos, só mesmo no Rio Grande do Sul. Foi o que fiz. Em Videira, no meio da cerimônia de colação de grau, uma ligação. Era o PP, marcando o encontro de recepção na cidade-lar. Não poderia me furtar encontrá-lo, primeiro p or que é meu amigo do peito, segundo pela oportunidade de por a conversa em dia e por último, mas não menos importante, para tomar Polar de litro. A novidade do momento e de preço. Era R$ 5, agora é R$ 6. Mas a gente pagou igual, vários litros dela. Já o trelelê de estréia ficou para outro encontro. No boteco que promove as cervejas populares – lá também tem Skol e Brahma de litro, a R$ 5, só a Polar que inflacionou -, encontramos de cara, o Arl...

Recordar é chorar emoções

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Já passam das seis e meia da tarde e o calor continua agonizante. Depois de alguns minutos de chuva intensa em Videira, voltei a ligar o ventilador, pois o sol voltou a brilhar, vigorosamente. Há uns dez anos atrás, aproximadamente, eu costumava gostar desse clima incerto de Santa Catarina. Dentro de uma barraca, num camping de Garopaba, tudo era festa e alegria. Uma hora de maiô e na hora de pijama. Na cidade, e bem mais velha, isso não tem nada de divertido... Enfim, tento me habituar a mais essa condição na Terra do Nunca. Confesso que não é nada fácil, principalmente num domingo. Num solitário final de domingo. Principalmente, num solitário final de domingo e 24 horas depois de momentos de saudosismo, de emoção, de lembranças difíceis, mas doces. Há essa hora, ontem, eu estava sentada em uma poltrona no auditório da Universidade do Oeste de Santa Catarina da cidade. Era a cerimônia de outorga de bacharelado da Taciana Denise Tomasi. Hoje enfermeira graduada. Ao meu lado estava a co...

Balada do Louco

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“...Eu juro que é melhor, Não ser o normal...” Acabei de assistir ao Profissão Repórter. Adoro o Caco Barcellos, meu conterrâneo, meu xará de sobre nome. Mas aquela expressão dele de “se tu não és eu louco, eu é que sou então?” ao entrevistar dos doentes mentais, me deixou um pouco descrente do seu profissionalismo. Mesmo assim, gostei do programa que retratou, de certo, uma partícula da realidade de quem sofre de alguma deficiência mental ou psíquica. Eu sou de Porto Alegre e sei bem como era o tratamento aplicado no Hospital Psiquiátrico São Pedro, mesmo vivendo do lado de fora dos muros e grades do manicômio - e nunca quis entrar lá. Até hoje, depois do hospício ter sido desativado e com o espaço adaptado às artes cênicas, não consigo ir. Parte disso se dá, de repente, a um medo desenvolvido ainda criança, quando ouvia história sobre choques, camisas de força e o efeito dos barbitúricos. Só que ali na Avenida Bento Gonçalves, tão perto de casa, não havia somente o hospital psiquiátr...

Eu peco diariamente, várias vezes ao dia

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Poderia relatar vários tipos de pecados que cometo sem vergonha ou pudores, mas o que mais me maltrata é a gula. Essa semana, e não fazen nem três dias, ganhei uma caixa de Alfajores Punta Del Este do namorido da Rou. Ela, muito gentil, veio me trazer em pessoa o mimo importado do Uruguai. Conseguiu, entre um compromisso e outro, me deixar os doces na porta de casa antes de seguir viagem para Europa com seu querido e charmoso Sergio. Pois então que adentrei pro meu cafofo feito guria boba quando ganha prenda do velho pai. Final de tarde, a vontade pelo doce já me corroia as veias estomacais devido o ciclo menstrual, e com aquela embalagem a minha frente, ficou difícil resistir. E não me fiz de rogada. Abri a caixinha "dourada" e retirei uma das 12 unidades de seu interior e comecei a me deleitar. A massinha fofa do bolinho de mel com recheio de doce de leite, envolto em chocolate, me remeteu direto a infância. Esse era um dos doces que meu pai me presenteava quando chegava do...

Saudades da querência amada

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Já falei aqui e pelo visto vai ser comum durante os próximos meses. Domingo de sol, aquela manhã linda de outono, música nativista no rádio. Hoje não mudei a estação. Ouço o programa Rodeio, na Transamérica Hits de Videira. De repente me veio a mente a cozinha de casa. Depois lembrei de um tempo de infância, na casa da vó, em Cruz Alta. Desse jeito não tem como nao lembrar da querência amada. No quintal, o gaúcho véio de bombachas e botas afia a faca no amolador para carnear o tira-gosto do espeto, posto no fogo de chão. Na caneca de alumínio o limãozinho, para abrir o apetite e aquecer o corpo em companhia do sol. O chimarrão amigo passa de mão em mão, enquanto na porteira de casa vem o cumpadre para a prosa rápida. A música campeira sai da caixa de abelha fanhosa, mas ritmida, lembrando aos mais novos que mais tarde tem matinê. Na copa, a nêga véia faz a salada de batata, bate a polenta ou termina de cozinhar no fogão a lenha o molho de tomate para a massa caseira. O pão sobre a mesa...