claro, sem o urubus com os rasantes Coisa doida é a vida. As pessoas estão sempre agitadas, apressadas, correndo de um lado pro outro, sem tempo se quer para levantar e ir ao banheiro. Eu, como sou ágil como um cágado, chego ao cúmulo de ir ao banheiro antes de sair de casa e só voltar a utilizar um sanitário no final do dia. Mas, às vezes, não dá. Preciso de um intervalo para sorrir, tomar água [e eu saio da redação, onde não há bebedor, para buscar o líquido no prédio da frente, onde trabalham os amigos], conversar, trocar experiências... Não sei como funciona com todos, mas para mim viver é usufruir o melhor do cotidiano. Caindo no pleonasmo: o dia a dia. Nele está o tempo para o afago e a troca de miados com o gatinho; a conversa com a vizinha; o bom dia para o locatário e ouvi-lo comentando sobre as notícias, que eu mesmo escrevo, enquanto leio, entenda-se folhear, A Notícia dele sobre o balcão. É trocar sinais, mímicas, ou bilhetinhos com o João, que é mudo, durante o almoço na p...