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Mostrando postagens de Setembro, 2012

DIVÃ: É só uma crise, vai passar...

Não tenho Síndrome do Pânico e nem estou desenvolvendo uma. Ainda bem. Seria terrível sofrer disso. Mas tenho crises de ansiedades devido ao pavor de brigas, violência fortuita, e por discussões com gente tola. Fiquei aliviada em saber que isso é tratável e que nem vou precisar de drogas para isso. #FluoxetinaNão
Sai aliviada da terapia, como toda a semana. Mas desta vez ainda mais. Pois agora estou aprendendo a controlar minhas crises, sem passar mal e nem perder eventos sociais por medo de que alguma coisa possa acontecer.
É engraçado esse lance de quem procura, acha. Nunca tinha pensado em fazer terapia antes. Mas quando vi a necessidade disso, não perdi tempo e tratei de por em pratos limpos todas as neuras acumuladas. Essas crises são parte delas e nem sei ainda há quanto tempo elas habitam em mim. Só sei que tremo, perco a voz, tenho palpitação, formigamento nas pernas e pensamentos ruins ou raivosos, em situações que nem precisariam de tanta reação assim. Quase fico paralisada…

Pronto, 38 anos.

Pronto. Há quase sete dias estou de idade nova. 38 anos. E confesso que não tenho percebido muita diferença, a não ser os pensamentos que insistem em forçar uma maturidade que não sinto. Que não tenho. Mas que, inconscientemente, sinto a necessidade de ter.
Dois anos perto da idade da loba [os assustadores 40 anos para mim] e eu continuo usando anéis de missangas, embora o desejo de adquirir e usar jóias em ouro, pedras semi ou preciosas e com designer arrojado. Ainda sou palhaçona, brinco com crianças, tenho amigos adolescentes e uso roupas coloridas e extravagantes. E, às vezes, saio vestida como gente. Mas só às vezes...
E, percebi, que continuo sendo transparente. Dias de beiço, todo mundo sabe no meu olhar. O mau humor não disfarça em mim, ele se sobressai na verdade. Mas no dia de riso, e que são em maior quantidade que o contrário, os dentes brilham na face e fica quase impossível esconder a alegria. Então, sou contagiante.
Enfim, sou tão eu, como sempre. Seja aos 37, seja ao…

Nos 38, de sexta

Queria ser menos consumista e materialista. Mas sou de virgem, então, talvez não consiga me desprender de tantos modismos ou descrença. O desapego não faz parte do meu cotidiano. Logo, os meus amigos continuam sendo meus, o meu trabalho é o mais importante, a minha saúde tem que estar sempre boa, mas os meus problemas, meus medos e as minhas dívidas eu quero que sejam capeta. Pronto, falei!

Para os breve 38 anos:

Eu quero emagrecer. De fato! Não tenho mais condições físicas para ser gorda. A pele não tem mais o que esticar. Os passos não se prolongam mais do que as articulações enferrujadas permitem nos últimos tempos. A respiração voltou a ser ofegante e a resistência diminui a passos, contraditoriamente ao que disse a pouco, largos.
Então, que para a nova idade, que meu psicológico vença o organismo e consiga ficar menos gorda. Ou seja, saudavelmente gorda.

Para os 38, próximos:

Eu quero [não, eu preciso] continuar com a capacidade de ter amigos, conhecer outros queridos e tê-los sempre perto de mim, mesmo que no coração e na lembrança de momentos felizes.
A amizade... Nem mesmo a força do tempo irá destruir. Somos verdade... Nem mesmo este samba de amor pode nos resumir.
Quero chorar o seu choro, quero sorrir teu sorriso.
Valeu por você existir, amigo. [Amizade: Grupo Bom Gosto]











Para os 38, prósperos:

Eu quero uma dose reforçada de determinação. Pois aos 37, eu ainda não sei bem o que é isso.
Também preciso de menos teimosia [ou não], mais coragem e o dobro do meu corpo em benevolência. Que a impaciência e a ansiedade caiam de mim, todos os dias, como meus fios de cabelos maiores e mais bonitos.
E que a opinião própria se mantenha no mesmo lugar em que está. Gosto dela.

Para os 38:

Eu procuro um amor, que ainda não encontrei. Diferente de todos que amei. Nos seus olhos quero descobrir uma razão para viver e as feridas dessa vida, eu quero esquecer. Pode ser que eu o encontre numa fila de cinema, numa esquina ou numa mesa de bar. Procuro um amor que seja bom pra mim. Vou procurar, eu vou até o fim. E eu vou tratá-lo bem, pra que ele não tenha medo, quando começar a conhecer os meus segredos. Eu procuro um amor, uma razão para viver, e as feridas dessa vida eu quero esquecer. Pode ser que eu gagueje, sem saber o que falar, mas eu disfarço e não saio sem ele de lá. Procuro um amor que seja bom pra mim. Vou procurar, eu vou até o fim. E eu vou tratá-lo bem pra que ele não tenha medo, quando começar a conhecer os meus segredos... [Frejat: Segredos]