Me faltam palavras
Estou sem vocabulário. Esqueço a grafia de palavras pouco habituais e dúvidas surgem em relação a escrita de outras, de uso cotidiano. Me faltam palavras, simples ou complexas, para expressar meus pensamentos, idéias, para divulgar as notícias, relatar os fatos. E a culpa de tudo isso é a falta de leitura. Nas últimas semanas, conhecidos me dizem que leram tal livro, terminar aquele outro, vão começar a biografia do ciclano ou que odiaram o romance ficcional do beltrano. Gente, eu lia dois livros ao mês há dois anos atrás. Tava sempre com um exemplar na bolsa. Dava tempo de ler meu romance ou contos preferidos, de estudar (sim, eu estudava, era aluna aplicada que fazia todas as tarefas de casa) e ainda vadiava pela Internet e zoava com os amigos pelas noites da Cidade Baixa em Porto Alegre. Ah, claro, e trabalhava. Não entendo porque aqui em Videira entrei num ostracismo, onde o livro de cabeceira só mudou porque ganhei de presente de Natal, do meu amigo Alexandre, o Castelo dos Destin...