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Mostrando postagens de Agosto, 2010

This Is It

É fácil se acostumar a não fazer nada. Absolutamente nada. Basta decidir e pronto. Está perdido o dia, a semana, o mês. Estou no meu segundo mês completo de ostracismo e não me arrependo. Trinta dias antes de voltar para Porto Alegre eu parei de trabalhar e fiquei vadiando em Viddex. Trinta dias depois de chegar a capital dos gaúchos continuo fazendo nada profissionalmente. E continuo gostando disso.

This is it. Não me arrependo mesmo e ainda pretendo ficar mais um mês na vadiagem. Emprego mesmo só vou procurar em outubro. Até lá vivo com o “mensalinho” - bem feliz. Confesso que se conseguia gastar todo o meu salário com coisas banais, agora, com a grana da parcela do acordo deveria estar tudo mais restrito. Mas nunca fui comedida, econômica, sensata. Não seria nesse momento no qual - estou sem o compromisso de aluguel, supermercado, internet e coisa e tal - eu me conteria. Não! Ao contrário. Continuo me mimando.

Um deles está na literatura, afinal, aqui em casa sempre consigo ler. Essa…

Contra burguês...

Eu me divirto diariamente com o horário político. Há velhos jargões sendo usados pelos candidatos no pleito deste ano e alguns poucos novos. Alguns bem bolados, mas já outros... É isso que acho muito engraçado.

Para exemplificar, tem aquela clássica do PSTU – Contra burguês, vote 16 –, que aliado aos rostinhos ‘revolucionários’ de Júlio Flores e Vera Guasso, nos faz refletir sobre o processo de desenvolvimento dos partidos, ainda, pequenos.

Outro motivo de graça é o reaproveitamento de jingles de campanhas municipais, como o peemedebista Fogaça, hoje candidato ao Governo do Estado dos gaúchos. Putz, o cara é compositor, podia muito bem ter inovado neste ano... Mas, garanto, que ouviria outro velho dito popular: “em time que está ganhando não se mexe...” Então ta.

Dos novos tem este: “é gorvernando que governantes aprendem a governar”. Putz grilo! Eu sou de esquerda, mas devo admitir que o povo está mal de marketing político. Mas acho que consigo escapar, dizendo que essa afirmação é dos …

Eu, super bonita

Já contei pra vocês que estava vivendo uma fase mulherzinha. Acho que é esse lance de mulher solteira, de meia idade [afinal, tenho quase 36 anos e sim, isso me incomoda pá caraiô!] e que não faz força para deixar de ser gorda. Ah, mesmo sabendo que as roupas não têm caimento com os pneus que existem em volta de mim.

Pensei que esse lance todo fosse só uma fase. Que o interesse com maquiagens, perfumes e a busca por roupas estilosas [e baratas] fosse passar com o verão. Que nada! Ainda uso e compro maquiagens, estou adorando o perfume Arbor que ganhei da minha amiga Sandra e na primeira semana na capital já passei na loja dos gordos para comprar duas peças multiuso e bem bacanas. Mas não é só isso.

Agora estou fã do programa Superbonita, da GNT. Para atuar, achei que a Taís Araújo não tivesse futuro. Mas alguém disse o contrário pra guria e lhe deu vários personagens. Agora ela está com a corda toda. Mas confesso que gosto dela apresentando o programetes na tevê fechada [até por que não…

Hein?!

Eu não sei o que é. Mas, tudo que acontece comigo vira entretenimento entre os amigos. Meu cotidiano tem sido simples, assim como meu comportamento perante ele. Mesmo assim, os fatos acontecem, do banal ao relevante, e pela graça que as pessoas acham dos meus relatos, creio que poderiam virar, tranquilamente, episódios do antigo seriado da Globo, A Comédia da Vida Privada.

Só para exemplificar, logo que cheguei a cidade, os parentes começaram a visitar. Nunca entendi esse interesse dos parentes em saber da vida dos outros. A mim basta saber que estão todos com saúde e ganhando a vida honestamente. O resto é fofoca.

Num desses encontros, um primo em segundo grau me falou do point noturno do momento. Eu fiquei meio assim, meio assado, mas não quis perder para um guri de 25 anos e fui logo tascando a afirmação: Opa! To dentro. Combinamos um esquenta na minha casa, com comes e muito bebes para chegar embalado no ritmo do esquema. Logo, desconfiei...

“E que babado é esse?” Preferi saber a fim…

Quem vê cara não vê coração

Pensei que fosse chegada a hora de tirar o luto. Não visto preto. Não reduzo compromissos sociais. Não choro as picas, mas sinto dor e saudade. Aqui em casa é assim; cada um chorando a sua maneira. E claro que as dores são perceptíveis... Mas só para quem enxerga além do seu nariz.

Semana passada fui tomar um café com uma estranha. Sim, nos conhecemos, mas não somos íntimas e nunca quis ser. Mas ela se sentiu a vontade para me olhar e dizer: “Como tu está bem guria. Se eu tivesse perdido o pai não estaria assim. Meus pais são meu porto seguro”. Por hora eu fiquei pensando: “Mando tomar no cú agora ou depois?”

Respirei fundo e decidi explicar que 2+2 é quatro, mas que gosto mais do número cinco. Pronto! Com a morte a gente aprende que viver esta vida deve ser sempre levada mais a sério, com respeito e compartilhamento. O que é meu não necessariamente precisa ser só meu na verdade. Pode ser nosso!

Então, mantive meu equilíbrio emocional com a guria. O luto também. Tratei de assuntos gerais…

Readaptação

Cheguei dia 24 de julho e ainda nem desmanchei as malas. Não deu. Estou reorganizando tudo. E pasmem, nem sai à noite ainda. Não tive tempo e disposição para fazer contatos e ainda coragem de encarar o frio que fez nos primeiros dias e noites em que aqui estou. Um horror... Até neve caiu nos municípios da serra.

Porém, em breve cantarei: “Boemiaaaaa, a que me tem de regresso...”. Por mim tinha começado na quinta última, para ver o show de Arlindo Cruz no Bar Opinião. Samba dos bons! Mas não posso esquecer que estou sem o “mensalão” ainda. Por isso, sem poder desperdiçar grana.

Sim, sim, eu sei... Às vezes eu minto pra caramba!

Artesanatos

Larguem-me numa feira de artesanato com a carteira cheia de dindin. Adivinhem? Sim, eu gastei toda minha pequena economia da semana numa só tarde. E nem trouxe muita coisa. Só um par de palmilhas com pelinhos para a tia fazer uma sapatilha de lã. Mas esta havia comprado na rua mesmo.

Da Feira Mundial de Artesanato, instalada provisoriamente no Cais do Porto aqui da capital dos gaúchos trouxe algumas bugigangas apenas. Ou seja, um anel de miçangas pretas, um par de brincos com olho de tigre, cuja pedra adoro e só perde para o citrino [pelo menos das gemas semi preciosas], uma niqueleira e uma presilha de cabelos feitos pelos índios pataxós, em coco. Pronto!
Está bem. Também comi um doce de pistache com mel do Egito, um pastel de maça de Portugal, um acarajé e uma tapioca daqui mesmo, mas feitos por uma preta gorda cuja origem é do Estado da Bahia. Tudo uma delícia...

O quê? Está achando que é fácil manter esse corpo arredondado sem comer demais? Não, não!

Porto Alegre é fashion

Minha cidade é habitada por gente brega, como em todas as outras, e gente muito elegante. Cada vez que cruzo com algum conterrâneo pelas ruas, me dou conta que Porto Alegre é fashion demais. Não bastam as vitrines, os ateliês, ainda há a moda das ruas. A criatividade aqui é latente, é emergente, é visível. Às vezes feia, às vezes bonita, mas sempre no geral, tem muita gente vestido muito bacana por aqui.

Eu, de certo, estou no básico. Um acessório aqui, outro acolá me eleva para o alternativo. Ponto. Isso me agrada e me basta. Mas, naqueles dias do “sei lá o quê” fico bem brega e também me sinto bem. No meio de milhares de pessoas se é apenas mais uma e isso não é demérito. Esse lance de estrela, de atenções, exclusivo é legal, mas ressalta um pouco muito do individualismo que há em nós. Gosto da ideia de voltar a saber quem sou, sem mais uma centena de estranhos também saberem ou pensarem que sabem.

Só o que não me agrada é saber, definitivamente, que para os meus cabelos lisos só teso…

Cotidiano

As ideias borbulham a cada instante. Elas chegam com algum acontecimento banal, mas que lembra um fato marcante. Ou algo marcante que realmente remete a outra coisa muito importante mesmo! Tanto faz.

Entre outras coisas, hoje [05/08] recusei a proposta de trabalho para Santa Catarina. Minha mãe já havia pedido para ficar em Porto Alegre antes mesmo de ir fazer a entrevista. Mas fui e ainda agendei o início do período de experiência. Mas quem diz não para a dona Odete? Quem?!

Vim para cá por vários motivos afins. Entre eles é a busca por aperfeiçoamento profissional, plano de carreira, estabilidade e o fator determinante: ficar entre os meus. Então não havia motivo para voltar a ficar entre os barrigas verdes, mesmo que seja perto do litoral... Para isso existe o verão. Melhor esperar a estação do calor.








[post programado]

06 de Agosto de 2010 - Nesse cotidiano, só não entendo por que uma pessoa não pode entrar na fila dos velhinhos no banks e por que eu, que odeio supermercados, preciso en…

Amor com amor se paga

Quando a gente ama, tudo fica melhor. Ou algo parecido era o que cantava Renato Russo. Não lembro. Também não sei descrever o que sinto, mas sei que ainda vivo um período de luto. Por meu pai e pelos amores que deixei.

O primeiro amor não passa. Não ameniza e ainda me sensibiliza ao extremo nesses dias cujo tema são eles: os pais. Eu tenho um, mas não estou mais com ele. E esse lance de que ele está ao meu lado, sempre, não me satisfaz. Já não posso mais ouvir sua voz, sentir seu abraço, receber o seu beijo ou só brigar por estar de saco cheio ou ter sido contrariada.

A saudade e a distância nesses casos são ingredientes terríveis ao meu pobre coração. Às vezes esse músculo aperta ao lembrar dos momentos agradáveis ao lado dos meus amores da Terra do Nunca. E ele aperta. Mais uma vez resisto a tentação de contatá-los. Imagino que ao passar o período de luto a dor acaba. Daí, acredito, poderei rever e ouvir os amigos sem lacrimejar.

No final, a esperança que nunca me abandona reforça a id…

[Quase] A ferro e fogo

Somos cinco. Maria Odete e José são meus pais. Elenara e Jarbas meus irmãos. Eu, Elaine, sou a caçula. Claro que sei minha história de família, minha linhagem, a história dos antepassados e o nome, a data e o local de nascimento de cada um de nós.

Há quase dois anos, num feriado qualquer desses, estava sentada ao lado de meu pai, assistindo ao Globo Esporte. Um jogador de futebol, atleta de Deus ou devoto de algum santo católico, explicava o texto tatuado em torno de sua perna. Ao que me lembro era uma oração escrita em letras pequenas e em algumas linhas.
Achei linda e desde então criei a ideia fixa de tatuar os nomes de toda a minha família em torno da minha panturrilha. Voilá! Para acompanhar minhas primeiras sete tatuagens videirenses, fiz mais esta que vocês estão vendo. Uma homenagem a quem amo e me ama de coração e incondicionalmente. A referência as origens dos meus sentimentos mais nobres e puros, como o amor fraterno e sincero.

Agora tenho oito [e essa doeu pá caraiô]. Dizem q…

Hora aqui, hora lá

Talvez, quem sabe, de repente, assim meio do nada, eu tenha alma de cigana. Estou há oito dias em Porto Alegre [escrevo este post na manhã de domingo, 1 de agosto de 2010] e já penso em aceitar uma proposta de trabalho fora da capital gaúcha. Sei que é pouco tempo perto da família e que nem contatei os amigos daqui sobre minha chegada e muito menos distribui currículos ou procurei frilas nesses poucos dias. Mas, ultimamente, não tenho certeza sobre nada. Só o contrário...

Só o que sei é que tudo tem sido muito intenso. Em uma semana fiz e repeti as lidas domésticas, comecei a organizar minha vida administrativa - como ir a bancos, renovar o guarda roupas em busca de peças de trabalho, acompanhar mãe em suas atividades e agendei oftalmologista. Para finalizar a semana, viajei mais de mil quilômetros em 30 horas desde que cheguei aqui, entre outras “cositas mas”. Não vi Vídeo Show, Vídeo Game, Sinhá Moça e nem Escrito nas Estrelas.

Se esse ritmo se manter nessa semana, tudo que descansei …