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Mostrando postagens de Agosto, 2019

Eu, dona de mim!

Às vezes,  me percebo distraída em frente a tevê. Chorando! É novela, reportagem, seriado, documentário, comercial. Não precisa mais do que emoções para me fazer chorar.



De imediato sorrio. Lembro o que dizia à minha mãe: "Por que pobre tem que aparecer na tevê chorando? Não é bonito!"

Ela sempre ria quando eu dizia isso. Talvez por que soubesse que eu, se estivesse expondo emoções ou sob influência delas, também choraria. Muito! Fazendo boca quadrada, como ela costumava dizer. E eu ria dessa outra bobagem.

Hoje, eu ando pelas ruas chorando. Muito! Ainda não estou acostumada a só ter lembranças. E elas vêm em onda, como o mar. E para completar esse maremoto de emoções, me afogo em algumas fotografias publicadas nas redes sociais.

Sem pai, nem mãe nesse plano, eu ando nesse mundo dona de mim. Eu, que na adolescência imaginava que isso seria tão libertador, tão fácil e divertido, não esperava me deparar com a estrada da perdição que a vida poderia ser.

É isso: Perdição! É como…