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Desprezo as marcas do tempo



Prestem bastante atenção por que só confessarei uma única vez: tenho medo de envelhecer. Esse lance de que quanto mais idade, mais experiente, sábia e coisa e tal é balela. Não quero ter rugas, não quero ter cabelos brancos, não quero entrar na meia idade ou nesse engodo de melhor idade [mesmo sonhando em viver até os 85 anos]. Quero ficar assim como sou: jovem e linda!

Deus me livre de virar uma velha tarada, que fica dizendo piadinhas para os gurizinhos quando eles passarem por mim. Odeio velho babão e não quero me tornar uma. Tenho 36 anos e um comportamento de uma jovem de, no máximo, 24 anos. Não consigo amadurecer, mas minha pele, meus cabelos, minha voz e minha disposição já não correspondem a minha idade mental. Insistem em acompanhar a realidade...

Sou viciada em cremes de mãos. Gosto delas cheirosas e perfumadas. Macias e sedosas. E hoje me preocupo em usá-los para evitar o envelhecimento do único lugar do corpo que diz a verdade sobre a idade da mulher. Adoro hidratantes corporais, pois gosto de sentir minha pele hidratada e de ver seu aspecto saudável. Mas hoje não deixo de usar, nem com a temperatura abaixo de zero. E, creio, vocês já sacaram o motivo, nem preciso reafirmar o porquê.

E os cabelos então? Nem sei mais qual o tom natural deles. Coloração artificial sempre. Não quero saber daquele brilho desagradável ofuscando minha beleza. Um fio grisalho, em crescimento, e já fico nervosa. Dois e penso que preciso partir para medidas drásticas. Três deles - que é o que tenho - já se tornaram uma mecha audaciosamente necessitada de cuidados permanentes.

Setembro se aproxima, rápido demais, e estou sem saber como vou receber os 37. A única certeza que tenho no momento é que meus dedos já não são mais como antigamente, embora continuem dedilhando o teclado com a mesma agressividade de sempre. Ufa! Ao menos a força não me falta. O problema é que as malditas também não...

Comentários

Gaúcho disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
Gaúcho disse…
Eu também tenho medo da velhice, mas por um único motivo: quem irá me cuidar se, por um acaso, adoecer gravemente? Vou mais longe: e se eu ficar lelé da cabeça (mais do que já sou)? Resumindo, a pior coisa que pode me acontecer, é ter que depender dos outros até pra tomar um copo d'água. Isso é terrível.

E outra coisa, não sou fino nem fresco. Simplesmente sou inquieto. Enquanto eu não deixo a coisa como eu quero, não paro de mudar. Tá isso é frescura. Você sabe que eu trabalho com arte gráfica, não?

Beijos minha amiga Carbonífera.
Gauchito...

Eu adoro velhinhos. E, mesmo maniáticos, eu cuido dos meus com prazer. Sem falar das conversas divertidas com eles... Espero, tb, que na minha velhice eu não precise de cuidados, mas se assim for, que tenha alguém para me amparar.

Querido, ainda bem que recebo os comments por email. Consigo ler tudo antes. Tu é engraçadinho...

Bjo
Gabi Rosa disse…
Concordando com o Gaúcho... tb ñ tenho medo da velhice, mas sim do trabalho q vou dar aos outros pq se hj em dia sou turrona pra kct, imagina qdo chegar aos 80...

Mas infelizmente isso é inevitável né? E já q é assim, melhor mesmo é relaxar! rsrs

Bjs Amada!
gabirosaflor.blogspot.com
Anônimo disse…
kkk, falamos ontem sobre isso.
não tenho medo das marcas do tempo.
hj 37 anos, cabelos brancos pintados, mãos enrugadinhas, marcas de expressão.
mas o melhor é que estou pegando de 27 anos, kkkk.
claro que com o aval e incentivo dos amigos. vc sabe, vc minha testemunha.
bj nega
Gabi, queridona:

Eu fui lá na tua casa e achei tudo uma lindura de bonito. Adorei! Ainda bem que deixastes o endereço no blog do Gaúcho e agora no meu. Ufa!!!

Querido anônimo aniversariante:

O único problema que te aflige, ainda, é esse medo bobo que te faz incógnito no meu blog. Pára de dar importância meu querido. Pára! E sim, depois de velho fica pegando franguinho de 27. Ao menos isso! Hehehehe.

Beijos

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