domingo, 17 de agosto de 2014

Amor tem CEP ou IP?

Foi a Drika Cake que fez esse bolo lindo, veja outros aqui

Os tempos mudam tudo. Até a forma que nos relacionamos com as pessoas. Que se ama, digamos assim.

Hoje em dia não é difícil de ouvir das pessoas a forma mais atual de como conheceram os maridos. Adeus fila do supermercado, balada, festa de família, escola ou faculdade, CLJ... Há muito tempo o lance é a internet e seus aplicativos. E sim, eu aderi às novas modalidades faz tempo.

Na semana passada, minha terapeuta lembrou das antigas agências de casamento . Tu pagava para que uma pessoa buscasse possibilidades de acordo com o perfil pré estipulado por um candidato.

- Por favor, eu quero me apaixonar e casar por um homem alto, bem estabelecido, de nível superior, que goste de viajar, de aventuras, que não fume, mas pode beber socialmente. Ele não pode ter filhos, ou que tenha apenas um filho, mas disposto a adotar um ou mais crianças caso eu ou ele não possamos ser pais biológicos. O candidato tem que ter casa própria e que more sozinho. Prefiro homens negros, fortes e que goste de uma vida sexual ativa. De preferência, seu pênis não pode ser pequeno, ou seja, deve estar entre mediano e grande.

Eu não sei como as casamenteiras profissionais conseguiam atender a perfis tão exigentes assim. Mesmo assim, os casais se formavam. Alguns davam certo. Outros recorriam ao cadastro novamente.

Hoje em dia, a internet faz essa triagem para nós. As redes sociais, o Tinder e demais aplicativos, e sites de relacionamento, além de facilitar também fazem a pré seleção. A paquera já é mais objetiva, afinal, tu já sabe quais os gostos, afinidades, profissão e local de trabalho, quem são os amigos, a família, a formação educacional e etc. Não sei se gosto de tudo isso (e se também prefiro esse novo método), mas é uma alternativa. Certo.

Nesse final de semana, durante um aniversário, surgiu essa conversa. Lembramos e rimos de fatos que criamos com o 138 durante a adolescência; o falecido ICQ, que promoveu muito namorico virtual; as salas de bate-papo o UOL e Terra; os correios eletrônicos de jornais... Tudo movido pela carência afetiva das pessoas. E uma dose boa de sacanagem, claro.

Enfim, estou na pista. E utilizando métodos virtuais e reais. O negócio é ter resultados. Positivos, sensitivos, com delírios. Repletos de carinho, amor e tesão. O resto é o resto. <3>

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