Pular para o conteúdo principal

Vaidade e Ego


Tem coisas que eu ainda não vou entender nessa vida. Primeira coisa delas é a vaidade. Muitos de nós somos vaidosos. Eu não condeno isso. Pessoalmente eu tenho uma boa dose de vaidade na minha personalidade. O que eu acho triste são pessoas vaidosas e que não assumem isso. Agem nos seus cotidianos dominados pelo desejo imoderado e, em alguns casos que conheço, infundados e desmerecedores da admiração dos outros. Esse conceito consta no dicionário e se aplica bem para parte do povo que conheço e me relaciono no momento.
Eu sou vaidosa sim. Não nego. Pelo contrário. Fico ressaltando minhas qualidades e características, obviamente, omitindo minha própria opinião sobre o “lado B” do mesmo assunto. Os defeitos eu conheço bem, sei o que tenho que remediar, melhorar, minimizar para que o “lado A” se potencialize. Mas também tenho a consciência de que eu omito isso não para que as pessoas não saibam. Ninguém é burro no círculo de amizades e conhecidos que estou inclusa. Mas porque eu acredito que devemos nos valorizar. Potencializar nosso perfil qualitativo, porque para ver e jogar na cara nossos defeitos, como forma pejorativa, tem dez pessoas em cada moita. Agora se fosse para ajudar com uma crítica construtiva, se houve uma pessoa a frente de uma moita, tu és um cara sortudo.
Por exemplo, aqui, a vaidade das pessoas vira com a mente das criaturas. Eu sou o melhor, eu sou único especialista, eu sou o mais procurado, eu isso, eu aquilo... Olha, essa conversa toda já está me irritando. Cada um tem o direito de ter o conceito que mais lhe convém. Eu me acho linda, mesmo tendo a consciência de não faço parte do padrão social de beleza. Mas e daí? Vou me matar por ser negra e gorda? Claro que não! Vou ficar pensando que – e alimentando – pré-conceitos sociais e estéticos à toa? Muito menos! Nem pensar que mereço menos do que qualquer outra pessoa por causa de raça, crenças ou forma física. Claro que me mantenho ciente de que há preferências, mas eu também as tenho. Isso é só um exemplo banal. O que me motiva a escrever sobre vaidade e ego é o âmbito profissional.
Agora, o extremismo da vaidade é o ego. Um quer a aceitação social e o outro quer impor seu conceito “maior” a todos como experiência única e inquestionável. Graças aos bons guias meu Ego é bem pequeno. Diria até que ele é bulímico e anorexo. Mesmo com um perfil carregado de falsa modéstia e teimosia. O ego é algo que cega as pessoas, que as fazem cair quando estão no topo e tropeçar quando estão no plano. Ele faz com que as pessoas esqueçam a humildade ou a capacidade de crescerem. Uma lástima para o ser humano.
Afora tudo isso, a concorrência é livre e saudável. E como sempre digo: a Cezar o que é de Cezar. O resto é puro divertimento.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Se o queijo mofou está estragado [1]

Errado! E só soube disso uma semana depois de ter posto aproximadamente um quilo de queijo colonial no lixo, cheia de dó no pensamento, no estômago e principalmente nos olhos. Logo eu, que sou como avestruz e como até pedra com pimenta do reino moída na hora [se não for assim eu não gosto].

O fato aconteceu logo que vim de casa, após comemorar meu aniversário com minha família e amigos do peito [Jana, sua jararaca, não se inclua nesse núcleo]. Na bagagem sempre trago vários mimos e a cesta básica patrocinada pelo Araújo. Mas, dessa vez, tinha algo a mais: duas metades de queijo redondo, de diferentes sabores, no estilo colonial.

Depois de uma semana degustando o melhor deles, aquele mais branquinho e molinho, levemente salgado - diria que quase um polenguinho - decidi saborear o outro, mais amarelinho, sequinho e oleoso, com doce de leite. Dez dias a base de queijo e salame e enjoei. Sob orientação da minha mãe, deixei os queijos num pote bem ventilado, a sombra.

Mas a umidade no Flat fo…

Sóis

Sexta-feira de manhã. Não precisei abrir o aplicativo que controla meu ciclo menstrual para saber que estava de TPM. O mau humor era latente e já o percebia insuportável até para mim. E chovia. Muito. Dia perfeito para ficar em casa, hibernando, como costumo definir dias e este estado de espírito. Mas não. Tinha que encontrar um amigo-cliente, que ontem estava sem comunicação via smartphone. Não havia escapatória. Teria que ir.
Fechava assim meu período de pré-aniversário, antecipadamente. Não suportaria mais uma semana. Teria eu mesmo que dar o start em novas energias e começar Setembro com os dois pés direitos.
E hoje, no primeiro dia do mês, ainda cinza e molhado por aqui no Sul do país, um novo sol surgia. Mesmo que ainda de TPM, a virada do mês sopra em mim mudanças. Novos tempos. Renovação.
Fiz a mesma coisa que nos últimos sábados do calendário letivo. Acordei, peguei a mochila gasta e sai respirando o ar úmido e cheio de partículas de vida e possibilidades dentro de mim. E quand…

Nos phones: Todo homem

O sol Manhã de flor e sal E areia no batom Farol Saudades no varal Vermelho, azul, marrom Eu sou Cordão umbilical Pra mim nunca tá bom E o sol Queimando o meu jornal Minha voz, minha luz, meu som

Todo homem precisa de uma mãe
Todo homem precisa de uma mãe

O céu Espuma de maça Barriga, dois irmãos O meu Cabelo, negra lã Nariz e rosto e mãos O mel A prata, o ouro e a rã Cabeça e coração E o céu Se abre de manhã Em abrigo, em colo, em chão

Todo homem precisa de uma mãe
Todo homem precisa de uma mãe