quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Porto Alegre é fashion




Minha cidade é habitada por gente brega, como em todas as outras, e gente muito elegante. Cada vez que cruzo com algum conterrâneo pelas ruas, me dou conta que Porto Alegre é fashion demais. Não bastam as vitrines, os ateliês, ainda há a moda das ruas. A criatividade aqui é latente, é emergente, é visível. Às vezes feia, às vezes bonita, mas sempre no geral, tem muita gente vestido muito bacana por aqui.

Eu, de certo, estou no básico. Um acessório aqui, outro acolá me eleva para o alternativo. Ponto. Isso me agrada e me basta. Mas, naqueles dias do “sei lá o quê” fico bem brega e também me sinto bem. No meio de milhares de pessoas se é apenas mais uma e isso não é demérito. Esse lance de estrela, de atenções, exclusivo é legal, mas ressalta um pouco muito do individualismo que há em nós. Gosto da ideia de voltar a saber quem sou, sem mais uma centena de estranhos também saberem ou pensarem que sabem.

Só o que não me agrada é saber, definitivamente, que para os meus cabelos lisos só tesouradas é a solução. O teste emborrachou a mecha, que quedou na hora todos os fios com a química não autorizada que sofri no Salão da Dete, em Videira. Isso mesmo gurias. Nesse estabelecimento a cliente pede e paga por um procedimento e recebe outro. Minha cabeleireira confirmou o que temia: incompatibilidade de agentes. Agora, crespos, só os que crescem, numa irmandade com o restante do fio bem pouco harmoniosa. Ou seja, rebeldes!

Nisso, lá vou eu investir R$ 32 [mais deslocamento] todos os meses numa reconstrução capilar, por no mínimo seis meses. Minha conta, zerada em março no Trançarte – salão especializado em penteados afro – deverá ser reativada. Enquanto não chega o mensalão do ex-empregador ou o benefício de um novo emprego, só no prego para manter a saúde dos meus lisos. Nesse mês ganhei o tratamento da mammy, mas ela mantém as rédeas e as contas curtas...

Bom saber que quando setembro chegar terei mimos de aniversário dos parentes, que já nem perguntam mais o que quero, só o número da conta bancária. Ufa!

Um comentário:

jana disse...

kkk
dona odete vai pensar melhor e soltar a verba, nem ela vai aguentar esse cabelo...
tua sorte que o ap é de esquina, qdo apertar é só ficar parada na calçada
kkkk