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Hein?!


Eu não sei o que é. Mas, tudo que acontece comigo vira entretenimento entre os amigos. Meu cotidiano tem sido simples, assim como meu comportamento perante ele. Mesmo assim, os fatos acontecem, do banal ao relevante, e pela graça que as pessoas acham dos meus relatos, creio que poderiam virar, tranquilamente, episódios do antigo seriado da Globo, A Comédia da Vida Privada.

Só para exemplificar, logo que cheguei a cidade, os parentes começaram a visitar. Nunca entendi esse interesse dos parentes em saber da vida dos outros. A mim basta saber que estão todos com saúde e ganhando a vida honestamente. O resto é fofoca.

Num desses encontros, um primo em segundo grau me falou do point noturno do momento. Eu fiquei meio assim, meio assado, mas não quis perder para um guri de 25 anos e fui logo tascando a afirmação: Opa! To dentro. Combinamos um esquenta na minha casa, com comes e muito bebes para chegar embalado no ritmo do esquema. Logo, desconfiei...

“E que babado é esse?” Preferi saber a fim de prevenir para não ter que sair correndo depois. “Tu vai gostar. É um pancadão de primeira qualidade que ta rolando na Ceiça [esse é o apelido do village people que fica a três quarteirões da minha casa]. Eu que tenho amor ao meu pescoço já sai caindo fora. “Não meu caro. Uma pessoa da minha estirpe não vai em funk de morro. Ta ficando doido?” Ele foi logo dizendo que é coisa de primeira...

Putz, não fui nem em ensaio da Mangueira por que era num morro do Rio do Janeiro, não vou em pancadão num beco sem saída na Maria da Conceição. Há uns dez anos eu estaria dentro do esquema, dançando a popozuda, as preparadas, durante o baile todo. Mas agora... To fora!

Comentários

jana disse…
kkk
to te devendo uma ceva ainda, não esqueci
mas agora estou sem tempo,
bjs

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