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Cantar a beleza de ser uma eterna aprendiz


Sempre desejada,

por mais que esteja errada,

ninguém quer a morte.

Só saúde e sorte...


O que é, O que é - canção de Gonzaguinha, teve seus versos eternizados por vários interpretes, além dele mesmo. Palavras simples numa canção democrática sobre o que é viver. Vou brincar com as palavras desse mestre da música popular brasileira, mas, pra mim, “viver é muito mais do que não ter a vergonha de ser feliz. É cantar, cantar e cantar a beleza de ser uma eterna aprendiz”.

Por isso, que cada vez que encontro meus velhinhos nos jantares da Sociedade de Amigos do Museu do Vinho [Samuvi] eu volto renovada, fortificada, animada. Não tem como não se encantar com um povo tão alegre, tão saudavelmente festivo. Ali, entre eles, por poucas horas a tristeza vai embora. O medo e as incertezas ficam de lado, e nasce a esperança de uma velhice divertida e saudável.

É esse mesmo ritmo que quero pro meu casal de velhinhos favoritos. Porém, nesta semana, a segunda não foi de boas notícias, mas também não foi desesperadora. Mesmo assim a gente tem que ir levando...

Na minha casa a gente costuma rir da própria desgraça. Antes, durante e depois que tudo passa. Afinal, filha de pai chorão, chorona tem que ser. Filha de mãe incrédula tem que ver pra crer. Logo, vou do riso ao choro na mesma facilidade, na mesma velocidade da luz, diria. Então, já saio fazendo piadinhas de humor negro, literalmente.

Mas, dessa vez eu perdi o riso. Fiquei com medo, agora bem menos do que há 50 horas. Meu paiaço está enfraquecido de novo e a vaga possibilidade de sua perda me apavora, me desnorteia, me faz tremer o leme. Porém, nada melhor do que o dia seguinte para amenizar o drama. Agora, nada parece tão ruim e a esperança retoma o lugar da descrença. O vento sopra e com ele vêm o acalanto, as notícias menos ruins.

Viver a vida, ver a vida me faz reforçar a ideia de que nem tudo está perdido. De que tudo é uma questão de prevenção. Pelo sim, pelo não, vendo o riso e cantoria das minhas “crianças” daqui, reanimei o fôlego e agora vou conferir a de lá. Afinal, sempre é bom lembrar pra ele, que brincadeira tem hora. “Que somos nós que fazemos a vida, como der, ou puder ou quiser...”


Comentários

Anônimo disse…
Poxa guria, teu véinho tá ruinzinho??? Estimo melhoras pra ele e logo! Sei bem o que é sofrer por isso...mas vai dar tudo certo!
Bjs da Rou.
jana trabalhando disse…
oi linda, to sumida mas estou com saudades.....
Seu sabará é forte, deus esta olhando por ele, fé nisso....

bjs
Silvia Palma disse…
Bah, Nêga...bate um papo com Deus aí....Pede pra ele cuidar do teu Paiaço... com saúde o resto fica fácil....

Qualqer coisa grite...

Ps: e eu bem que ví tu saracoteando com a ala das vovós taradas....hehehe

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