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Enxerguei melhor, mas fiquei surda




Eu adoro bolsas. Minha mãe fica “puta” comigo quando me vê chegando em casa com uma sacola nova. “Pra que outra bolsa, se o cabide tá cheio?”. Dessa vez eu lhe disse: “Pra ti variar quando sai, como tá fazendo agora!”.

Ela não se cansa de repetir essa frasezinha e não me canso de me encantar com os modelos mais diversos do acessório, que, como sempre, os que gosto e me caem bem são aqueles bem salgadinhos no preço. Hoje por exemplo, subindo para o café do shopping, vi numa loja gostosinha a bolsa verde na vitrine. Minha cor também. E mesmo imaginando que custaria os olhos da cara, fui lá experimentar.

“Bolsa bonita assim geralmente é desconfortável pra gordo”, pensei enquanto entrava na loja e a vendedora se aproximava para me atender. Fiz o teste e nem precisei ver no espelho o quanto ela estava ótima agarrada em mim. O quanto era espaçosa por dentro e de bom tamanho por fora. De couro, verde, macia e bem acabada. Bolsa pra uma vida inteira... e barata!

Ela falou das condições e eu gostei. Perguntou se poderia reservar e eu disse não. Preciso me conter agora que terei um óculos novo. Um Carmim, lilás, bem bonito. E bem mais em conta do que o maravilhoso modelo Alain Mikli que experimentei em Porto Alegre. Nunca “vesti” um óculos que, de cara, tenha ficado perfeito como aquele. É esse modelo aí, no cantinho superior da foto, xadrezinho nas astes.

Enquanto apreciava o efeito visual delicioso, pedi o orçamento da peça com as lentes. Ela, primeiro começou a falar de estilo, bom gosto, aparência e blá, blá, blás. Daí vi que tinha vocação para madame, só pela explicação, que, provavelmente antecederia o valor exorbitante para mim, que tem um reles salário de jornalista do cú do mundo. R$ 1.790,00 em até 10 vezes no cheque ou no cartão. Sem as lentes, claro. Somente a armação do designer francês que, pelo visto, é bem visto em todo o Mundo...

Já sentada, levantei. Agradeci, peguei minha bolsa, devolvi o óculos com dor no coração, e fui embora. Sem antes deixar de ver a doida da vendedora correndo atrás de mim, com a calculadora numa mão e a armação na outra, quase gritando: “Vamos conversar! Ficou lindo em você. É a mesma marca que o Jô Soares usa. Dá pra ver que tu tem estilo...” Depois daquele preço, que no total chegaria a quase R$ 2 mil, comecei a enxergar melhor, mesmo sem óculos, mas, momentaneamente fiquei surda.

Comentários

Ná! disse…
Menina.....me acabo por uma bolsa também. Aff agora estou tentando me conter,mas é dificil.

Bjs!
Lidia Ferreira disse…
rsrs tambem sou louca por bolasa rsr adorei seu texto menina
bjs
Feliz Pascoa
Gurias, eu, sinceramente, pus olho gordo na bolsinha linda do Lado Avesso. Por sorte, consigo mantê-la na vitrini até o dia 15... Qdo já terei assaltado um mercado, farmácia ou a própria loja. Hehehehe. Bjocas pras duas.
Nanda Assis disse…
amiga bolsa é tudo!! a gente pode estar com uma roupinha básica q se a bolsa for poderosa ja ta pronto um figurino arrasador. amoo bolsas.


bjosss...
VASCODAGAMA disse…
OI AMIGA
OBRIGADA PELO COMENTARIO NO M/BLOG

JAMAIS SE ESQUECA DE QUE....
AS BOAS E MàS ACCÕES.....SÃO APENAS PRA QUEM AS PRATICA....

BEIJO DE PORTUGAL
jana disse…
kkk
eu não sou muito fã de bolsas, tenho 11, as uso por muito tempo. tenho pena de colocar fora, de dar para alguém....
a única extravagância foi uma "legaspi" grande (e para mim linda). custou uma pequena fortuna, depois de tanto uso ela esta com um ar de couro envelhecido (um luxo) mas mesmo assim continuo usando, kkkk
Onze bolsas e não é muito fã... Guardar bolsa velha pra mim significa duas coisas: avareza ou louca por bolsas! Que mentirinha boa essa hein! Hehehe. Mas tens razão, eu gosto de várias bolsas só pra esquecer as contas numa e pensar que sou rica com outra.

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