Pular para o conteúdo principal

Às vezes, chegar em casa é tudo que se imagina num dia cinza como hoje



Hoje, pus os pés no flat e no mesmo instante me imaginei chegando em casa. A tevê ligada na Globo, com os pais vendo a novela das seis. "Oi filha! Como foi o passeio?" [Longo!] Meu pai sempre foi educado e gentil. A mãe, mais seca, já daria os recados ou então iria direto ao ponto: "Então, como foi?" Mas, dependendo da missão social, logo um sorriso despontaria...

Sempre que tenho essa vontade, me pego olhando o celular para ver o horário e calcular o tempo que teria para fazer as malas e partir no próximo ônibus. Mas partir pra sempre. Pro cheiro das panelas fumegantes, até quase sempre alguma queimar. Pras discussões banais, pro riso bobo; para a ansiedade duma cidade grande. De novo.

E por falar em cidade grande, me adaptei tanto a uma pequena e sua ínfima estrutura, que quando leio blogue de amigos da capital, lembro o que era, o que fazia e com quem ia. Às vezes, penso que estou me apegando a coisas tão insignificantes, que me parece um retrocesso na minha formação... Mais uma penso [penso e penso...], nesses momentos, de que uma hora chega o fim dos tempos de um ciclo, que tarda a ser encerrado, mas que, a cada dia, sinto estar perto do final...

Só não me perguntem do depois, pois do futuro nada sei e aos deuses pertencem. Do que sei se chama presente e passado, nada mais. E está bom demais.


* * *



Depois de cinco anos de tentativas virtuais e de oito a procura nas lojas de CDs, consegui fazer o download da maioria das músicas que compõem a trilha sonora do filme Trainspotting. E talvez, a anta aqui só conseguiu baixar o álbum agora porque o filme foi escolhido o melhor dos últimos 25 anos produzido pelos britânicos.

Estou curtindo agora e garanto, é uma delícia! Um misto de rock com música eletrônica de qualidade, ao invés do que se toca hoje nas rave.
.
E não, continuo não gostando de raves e tuc, tuc. Mas, para uma ex cinéfila como eu, que adorou o filme mais "hard core" dos britânicos, até que faz sentido. Só para lembrar, a cena com o bebê é a única que não consigo esquecer...

Comentários

Nanda Assis disse…
li tudim, so fiquei pensando, se isso é so saudade, ou tristeza, ou nada disso...

bom domingo.

bjosss...
Nanda querida, tem uma quarta opção: saudade e tristeza, hehehehe. Mas passou assim que terminei de escrever o post. Bjo queridona. Obrigada pelo carinho
Adoro Transpotting e também quero a trilha,hehe

Eiii, vim te avisar que tem um pequeno e simples desafio pra vc e acompanhado de um selo, segue o link:


http://opublicoalvo.blogspot.com/2009/09/blog-frescuraviva-sorrindo.html


beijoooo e ótima semana.

Postagens mais visitadas deste blog

Se o queijo mofou está estragado [1]

Errado! E só soube disso uma semana depois de ter posto aproximadamente um quilo de queijo colonial no lixo, cheia de dó no pensamento, no estômago e principalmente nos olhos. Logo eu, que sou como avestruz e como até pedra com pimenta do reino moída na hora [se não for assim eu não gosto].

O fato aconteceu logo que vim de casa, após comemorar meu aniversário com minha família e amigos do peito [Jana, sua jararaca, não se inclua nesse núcleo]. Na bagagem sempre trago vários mimos e a cesta básica patrocinada pelo Araújo. Mas, dessa vez, tinha algo a mais: duas metades de queijo redondo, de diferentes sabores, no estilo colonial.

Depois de uma semana degustando o melhor deles, aquele mais branquinho e molinho, levemente salgado - diria que quase um polenguinho - decidi saborear o outro, mais amarelinho, sequinho e oleoso, com doce de leite. Dez dias a base de queijo e salame e enjoei. Sob orientação da minha mãe, deixei os queijos num pote bem ventilado, a sombra.

Mas a umidade no Flat fo…

Sóis

Sexta-feira de manhã. Não precisei abrir o aplicativo que controla meu ciclo menstrual para saber que estava de TPM. O mau humor era latente e já o percebia insuportável até para mim. E chovia. Muito. Dia perfeito para ficar em casa, hibernando, como costumo definir dias e este estado de espírito. Mas não. Tinha que encontrar um amigo-cliente, que ontem estava sem comunicação via smartphone. Não havia escapatória. Teria que ir.
Fechava assim meu período de pré-aniversário, antecipadamente. Não suportaria mais uma semana. Teria eu mesmo que dar o start em novas energias e começar Setembro com os dois pés direitos.
E hoje, no primeiro dia do mês, ainda cinza e molhado por aqui no Sul do país, um novo sol surgia. Mesmo que ainda de TPM, a virada do mês sopra em mim mudanças. Novos tempos. Renovação.
Fiz a mesma coisa que nos últimos sábados do calendário letivo. Acordei, peguei a mochila gasta e sai respirando o ar úmido e cheio de partículas de vida e possibilidades dentro de mim. E quand…

Nos phones: Todo homem

O sol Manhã de flor e sal E areia no batom Farol Saudades no varal Vermelho, azul, marrom Eu sou Cordão umbilical Pra mim nunca tá bom E o sol Queimando o meu jornal Minha voz, minha luz, meu som

Todo homem precisa de uma mãe
Todo homem precisa de uma mãe

O céu Espuma de maça Barriga, dois irmãos O meu Cabelo, negra lã Nariz e rosto e mãos O mel A prata, o ouro e a rã Cabeça e coração E o céu Se abre de manhã Em abrigo, em colo, em chão

Todo homem precisa de uma mãe
Todo homem precisa de uma mãe