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Não entendo...

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Estou triste demais hoje. Quando se está doente, ou em torno de ente enfermo, se fica mais sensível às mazelas do mundo. A gente se torna imã, também, de notícias que não queríamos ter. Dá para optar em não assistir telejornais. Eles são cheios de fatos ruins, da maldade humana, tristes, do desfortuno de alguém. Eu sei, sou jornalista. E por isso peguei gosto por ler notícias pela internet. Assim faço a minha seleção. Mas não dá para fugir da vida. E da morte. Essa última está sempre no topo, aliás. Chega até nós pela boca de amigos, parentes, médicos, desconhecidos... Nesta segunda, por exemplo, uma amiga querida comunicou a partida de sua avó. Chorei por ela, por sua mãe, que é um doce de pessoa, e por mim também. Que, lamentavelmente, posso não estar longe de enfrentar tal situação. Ontem, uma jornalista global também desencarnou. E uma retrospectiva, breve, sobre seus amores em vida foi feita. Mas seu recado aos amigos é que me tocou. Pessoas dem...

Mais amor, menos planilhas

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Quando se passa um tempo em hospital, nosso comportamento perante a vida (e sobre ela) muda. Adotamos novos valores.  Aliás, a busca pela saúde faz isso com a gente. Muda nossa visão. A possibilidade da morte é inerente. No entanto, a proximidade dela, sua vigília, ou sua visita aos vizinhos nos mete medo, nos choca e até nos motiva. Dá forças para continuar lutando. Traz à tona detalhes latentes, como o papel das enfermeiras. Dezessete dias nos faz conhecer o staff da saúde completo. As picuinhas, divergências, as associações e amizades... A gente conhece as pessoas de bem, a rotina médica, o cotidiano do pessoal da higienização. E, de novo, o papel das enfermeiras. Elas lidam com papeis mais do que com gente. Penso eu que quatro anos intensos de estudos, pós-graduação, mestrado, doutorado para os corajosos, é empenho demais para que tu se pare atrás de uma escrivaninha, coordenando a equipe do turno do dia ou da noite. Mediando relações interpessoais entre colegas e co...

Dei um tempo

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Ontem (quinta 6/8) dei um tempo. Um tempo nos problemas e no jejum da cerveja. Faz um calor do caralho aqui no Porto dos Casais. E precisa ver meus amigos. Então sai. Sai da privação por cevada e me enchi de lúpulo cremoso. O saldo foi: três canecas de Ipa da Imigração (adoro), três longneck de Budweiser, vários cigarros de menta, um laricão do cacete, e, noutro dia, uma ressaca leve acompanhada de palpitações nervosas. Só pode... Em contrapartida, dei risada. Muita risada. A Mari e a Jana são ótimas parceiras de copo e de bobagens. O Luiz é um querido e estava desde o verão sem vê-lo. Precisava articular o laço, azeitar. Depois, tive que compartilhar minha big ideia com eles. Aliás, precisei solicitar apoio dos amigos, companhia também. Sei que, ao certo, só uma vai topar a executar meu plano. Mas é uma parceria de peso. Então galera, e Big Brother Brasil 2016, preparem-se, aí vamos eu e a Jana. Rá! (Disse que era uma big ideia.) Claro, se passarmos pela seleção regional que ...

Cerveja: parei com ela, só por hoje

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Parceiros de viagem à Buenos Aires - Porto Madero Um ano sem o líquido dourado... É. Pasmem! Agora, na verdade, já serão onze meses. E não, não é mentira, nem promessa. Apenas um momento estratégico, a fim de buscar o equilíbrio na vida. Quero tentar uma mudança de comportamento, praticar exercícios regulares e me alimentar melhor. E não exagerar mais - em muitas coisas e ao mesmo tempo. Pareceu-me mais fácil e saudável começar pela bebida alcoólica. Cerveja era o que mais consumia. E a vibe da ceva artesanal estava, além de entorpecendo frequentemente, deixando-me desprovida de recursos. A ideia de unir o útil ao agradável veio de uma orientação espiritual. E se é algo que respeito é a minha crença religiosa. O ideal seria para de beber tudo, mas um passo de cada vez. Não está sendo fácil não beber cerveja, quando se fazia isso cotidianamente. Porém, voltar a beber vinho e acentuar a preferência pela espumante é uma decisão me agrada e supera a de parar com a...

Não. Não estou madura para envelhecer...

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O problema de tirar um cochilo à tarde é que à noite, o sono não vem... Logo, o controle remoto começa a ser nosso melhor amigo. E o despertador do celular, se torna a causa de se precisar trocar de aparelho mais seguido, por que na tentativa de silenciá-lo de manhã cedo pode haver uma consequência mais grave. Enfim, a pouco, trocando de canal, parei, é claro, no GNT. E as gurias do Saia Justa falavam sobre a velhice. Fiquei por ali. Por dois motivos (três, na verdade): porque adoro o programa (e amo a Astrid desde os tempos que era VJ) e por que tenho problemas com a idade. Ainda não sei o que é, nem por que. Mas sei que tenho.  Enfim, sei sim, é mais do mesmo: medo de envelhecer. Talvez seja uma boa discussão para eu fazer com a minha terapeuta. Por um longo tempo, aliás. Porém, agora, fico eu com meu medo  (Bobo,  talvez). Dá uma olhada nessa entrevista com alguns velhinhos safos :  http://gnt.globo.com/programas/saia-justa/materias/eu-estou-co...

Máscara da discórdia

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O clima estava quente. Dentro e fora do carro. E depois de um beijo ousado, e um afago na face, a temperatura interna deveria elevar-se, não fosse uma percepção e uma observação indevidas. ´- tu estás com os cílios azuis? Sim, ela respondeu já desconfiada. E na defensiva arremeteu uma pergunta: - porque, não gostou? - gostei... é diferente. só isso. Ainda melindrada, ela o questiona novamente: - não gosta de azul? Com voz doce, mirando o olhar colorido da moça (já ferida em sua vaidade) e sabedor de sua preferência, ele busca a única alternativa possível para desviar do assunto, de forma que o favoreça. - gosto sim, embora eu seja colorado.

Sobre mulheres gordas e homens magros

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Uma das belas mulheres gordas de Fernando Botero (colombiano) Alguns homens que não sentem atração por mulheres gordas, e são idiotas, tendem a fazer piadas discriminatórias com elas e entre seus amigos. Brincadeirinhas essas que têm a ideia de sacanear o parceiro. Então, eles te chamam e apontam para o companheiro, ao mesmo tempo em que dizem alguma coisa do tipo (com aquela expressão de riso no rosto...): - Meu amigo gostou de ti e quer falar contigo. Isso acontece comigo. E agora não fico mais em dúvida sobre o que fazer. Chego na roda de amigos, mas me aproximo do cara sorridente e olho para o candidato. E digo algo do tipo para os dois [com a minha expressão (vingativa) de riso  no rosto], mas que dá para os coleguinhas ouvirem também: - É mesmo? E ele tem pau pequeno como tu deve ter? Inesperadamente a brincadeira acaba para eles. E por alguns instantes, em que aproveito para me deleitar com a réplica, surge o silêncio no grupo... Nesse momento, eu p...