quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Não entendo...




Estou triste demais hoje.

Quando se está doente, ou em torno de ente enfermo, se fica mais sensível às mazelas do mundo. A gente se torna imã, também, de notícias que não queríamos ter.

Dá para optar em não assistir telejornais. Eles são cheios de fatos ruins, da maldade humana, tristes, do desfortuno de alguém. Eu sei, sou jornalista. E por isso peguei gosto por ler notícias pela internet. Assim faço a minha seleção.

Mas não dá para fugir da vida. E da morte. Essa última está sempre no topo, aliás. Chega até nós pela boca de amigos, parentes, médicos, desconhecidos...

Nesta segunda, por exemplo, uma amiga querida comunicou a partida de sua avó. Chorei por ela, por sua mãe, que é um doce de pessoa, e por mim também. Que, lamentavelmente, posso não estar longe de enfrentar tal situação.


Ontem, uma jornalista global também desencarnou. E uma retrospectiva, breve, sobre seus amores em vida foi feita. Mas seu recado aos amigos é que me tocou.

Pessoas demais têm morrido este ano. De câncer. Essa doença maldita, adjetivo que lhe cai bem, põe a prova crianças, jovens, adultos e velhinhos. Ela não tem preconceito de idade. Não mexe apenas com a nossa saúde, envolve também a nossa crença ou fé, nossa família e amigos, atinge nosso humor, a nossa psique. Ou o que resta dela. Põem-nos a prova em vários sentidos.

Não consigo entender por que ela sempre vence, se reafirmamos nossa crença e fé – e se não as temos, adquirimo-las -, unimos nosso núcleo familiar, fortificamos as amizades, evoluímos nosso senso de humor e descobrimos a força da nossa mente e situações de crise e caóticas. Temos períodos em baixa sim, mas bem mais frágeis dos que os de alta. E mesmo com a saúde fragilidade, enfrentamos tratamentos agressivos só para garantir de que mais uma batalha será vencida. E muitas vezes vencemos.


Só não dá para entender por que tudo isso não é suficiente...

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