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Saudades da querência amada


Já falei aqui e pelo visto vai ser comum durante os próximos meses. Domingo de sol, aquela manhã linda de outono, música nativista no rádio. Hoje não mudei a estação. Ouço o programa Rodeio, na Transamérica Hits de Videira. De repente me veio a mente a cozinha de casa. Depois lembrei de um tempo de infância, na casa da vó, em Cruz Alta. Desse jeito não tem como nao lembrar da querência amada.

No quintal, o gaúcho véio de bombachas e botas afia a faca no amolador para carnear o tira-gosto do espeto, posto no fogo de chão. Na caneca de alumínio o limãozinho, para abrir o apetite e aquecer o corpo em companhia do sol. O chimarrão amigo passa de mão em mão, enquanto na porteira de casa vem o cumpadre para a prosa rápida.

A música campeira sai da caixa de abelha fanhosa, mas ritmida, lembrando aos mais novos que mais tarde tem matinê. Na copa, a nêga véia faz a salada de batata, bate a polenta ou termina de cozinhar no fogão a lenha o molho de tomate para a massa caseira. O pão sobre a mesa, ao lado do queijo e do salame, espera o cumprade tardio, que cumprimenta a todos na roda e bica a cachaça do amigo, já de olho no boi gordo, que devagarzinho vai corando com a lenha.

Comentários

RosanaK disse…
Nossa, a saudade tá mesmo grande hein...pra vc escutar nossa "rádia" hoje, onde só toca música gaúcha, é pq o negócio tava feio mesmo...rsrsrss!
Mas brincadeiras a parte, eu tb estou com sdds de casa e nem tenho previsão de ir pra lá ainda...menos mal que agora sigo acompanhada por uns dias...
Beijus queri!
guria, bem que lembrei de ti enquanto ouvia o radinho. e sim, tá infinita, mas acho que vou ter que aguentar por mais alguns mesinhos... ou não! ;)
Nanda Assis disse…
aaaôÔÔÔÔÔ saudadess!!!
nossa bom demais ne amiga!!

bjosss...

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