Pular para o conteúdo principal

O carnaval foi assim:


Na segunda de carvanal fui ao cinema. Bruna Surfistinha! Sim, fui ver a guria de programa mais famosa do Brasil. E achei bem legal o filme. Tudo bem, confesso que também gostei do livro... E fique atento: não estou dizendo que o filme ganhará o leão de Cannes ou a estatueta do Oscar, nas próximas edições. E sim que o filminho cumpre bem seu enredo.

A sala do Cinesystem que freqüento fica perto da minha casa, num centro comercial, que depois de anos começaram a chamar de shopping. Lembro-me que na hora do intervalo escolar – há mais de 20 anos -, era no Super que ficava no João Pessoa que comprava o pacotinho de pastelina ou a bolacha recheada sabor doce de leite. De segunda a sexta... Talvez seja por isso que até hoje não suporto recheio de bolachinhas e nem como mais pastelina. Eca!

Deixando os rodeios de lado, fui ao Shopping João Pessoa ver Bruna Surfistinha, em plena segunda de carnaval. E como tudo muda, o cinema também mudou. Foi reformado e agora, de duas pequenas salas desconfortáveis, agora temos quatro salas novas e com equipamentos de ponta. Um lado, uma metade do pequeno centro de compras, apenas para a sétima arte. No piso do meio, 50% do andar corresponde a uma Loja Americanas. Delícia...

Sai do cinema e fui direto para lá. E prêmio pra mim. Resisti aos chocolates. Fui para o setor de perfumaria. Preciso de um óleo perfumado para o corpo. Que não comprei agora, por que não resisti as cores do inverno que a Impala lançou. Olhem que meigos? Comprei cinco esmaltes de uma só vez. E de cara já pintei as unhas com o Paparazzi. Um azul fantástico, misto de marinho com metalizado. Uma loucura!

Testei também uma cor mais neutra. Um café com leite bem básico para os pés. Depois de, claro, lixar os pés, que estavam uma vergonha, e empurrar a cutícula. Só que não tenho dotes de manicure e pedicure. Tirei bifes de dois dedos, por que com o alicate perto, não são só os calos que somem. Pedaços de dedos se vão também. É nessa hora que vejo a importância de terceirizar os serviços. Definitivamente, não sei fazer as unhas.

Mas a causa era boa. Ontem à noite eu fui me encontrar com minha amiga Márcia. Sim, o tal encontro anual que não ocorreu em 2010 acabou acontecendo ontem. Dessa vez com o desfalque da presença da Docinho, que estava na praia com o namorado. Como vou vê-la amanhã, no seu aniversário, e tenho mantido contato seguido com ela, remediarei essa ausência. Mas a MMS não. Então me pus bonita e fui.

Como sempre, ela me trouxe um mimo. Essa pulseira linda que estou usando ai na foto. A minha melhor “inimiga”, como disse ela ao ligar, me conhece bem. Sabe meus gostos e – também – minhas fraquezas. Mas o melhor de tudo foi saber que está bem. A workaholic não tirou férias e por isso foi um encontro rápido. Hoje ela teria a agenda cheia e ainda voltaria para Feira de Santana, na Bahia.

Agora é só esperar o próximo encontrinho. Que já está marcado e será em breve. Ishalá!

Comentários

TECA disse…
O filme ainda não vi,mas a pulseira que sua amiga lhe deu é realmente um mimo de linda.
Minhas unhas estão péssimas pois nao achei quem fizesse para mim e minha manicure está de férias,pode?Claro,ela merece.
Seu blog e´muito lindo e simpático.
Beijos
Teca
Mais chique que tu só a Kokuszka que está em tour pela Europa....e eu aqui...pagando aluguel..hehehe
jana disse…
nega eu te vi naquele pijama surrado terça de carnaval sentada a mesa com dona odete.
eu estava voltando da rua do perdão com o Pp
kkkk

Postagens mais visitadas deste blog

Ode aos detalhes do cotidiano

Porto Alegre, 6 de julho de 2018.
Vinha distraída pelo caminho, como acontece sempre que caminho e foco o pensamento no que tenho que fazer em seguida e o tempo que disponho.
Cuidava o trânsito, desviava de pessoas e seus cães pelas calçadas úmidas ou irregulares. Engraçado! Um homem de seus 50 anos levava um cão na coleira pelo caminho estreito de pedras. Não sei se ele pensou que iria parar para deixa-los à vontade. Mas, fui condicionada a ser gentil com o próximo. E naquele momento, eu era essa próxima.
Nesta sociedade machista que estamos inseridas, o normal seria o homem e seu cão dar passagem, ao invés de manter seu ritmo firme. Irritada, pensei: se fosse loira e magra, ele até pisaria no barro com seu amigo, sorriria e daria bom dia.
Fiquei chateada com o que cogitava: soberba feminina ou falta de educação alheia?
Alguns diriam que isso é mimimi. Eu chamo de educação. Em algumas situações, poderia conceituar como bom senso. Enfim, segui. Esqueci-me do que só eu percebi e senti n…

Sóis

Sexta-feira de manhã. Não precisei abrir o aplicativo que controla meu ciclo menstrual para saber que estava de TPM. O mau humor era latente e já o percebia insuportável até para mim. E chovia. Muito. Dia perfeito para ficar em casa, hibernando, como costumo definir dias e este estado de espírito. Mas não. Tinha que encontrar um amigo-cliente, que ontem estava sem comunicação via smartphone. Não havia escapatória. Teria que ir.
Fechava assim meu período de pré-aniversário, antecipadamente. Não suportaria mais uma semana. Teria eu mesmo que dar o start em novas energias e começar Setembro com os dois pés direitos.
E hoje, no primeiro dia do mês, ainda cinza e molhado por aqui no Sul do país, um novo sol surgia. Mesmo que ainda de TPM, a virada do mês sopra em mim mudanças. Novos tempos. Renovação.
Fiz a mesma coisa que nos últimos sábados do calendário letivo. Acordei, peguei a mochila gasta e sai respirando o ar úmido e cheio de partículas de vida e possibilidades dentro de mim. E quand…

Meu choro, meu coração, minhas lembranças

Não consigo me acostumar com despedidas. Com a partida. O adeus! Com o tempo a gente acostuma a não ligar mais, não programar o reencontro, a ter que perder (mais) uma referência. Mas não sou amiga do tempo. Ainda não.
Em (mais) um ano precisei reaprender uma porção de coisas. A ter uma opção a menos. E hora foi fácil, hora foi difícil. Recomeçar a vida sem a presença dela ainda marca meu dia-a-dia. Existem muitas etapas em aberto ainda para poder ser apenas a saudade. Sem o choro. Só o coração e as lembranças.
E enquanto a vida burocrática não se ajeita, agradeço aos céus por ter nascido Barcellos e Araújo. Por ter sido a irmã caçula. E por ter me despedido. Foi por pouco tempo, mas foi importante. Vejo agora, que, talvez, o tempo tenha sido meu amigo, então. Mesmo eu não entendendo...
Obrigada Pai.