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Três dias




Nossa!!! Um final de semana intenso e bem divertido. Gostei. Sabia que tinha investido bem. Valeu as quase 30 horas de viagem, batendo a bunda em bancos de ônibus desconfortáveis, com gente estranha do lado. Valeu ter gasto o dinheiro não tido e não podido. Valeu ter desviado o tempo precioso ao lado dos meus pais, para ficar com pessoas naturalmente sinceras e esclarecidas sobre suas vidas.

Sexta-feira. Encontro com a minha amiga Rê. Aquela minha companheira de anos, que nunca mediu esforços para me agradar. Que nunca esqueceu de mim, mesmo estando ocupada com problemas familiares, mesmo trabalhando 18, 20 horas por dia. Que sempre teve tempo para fazer minhas comidinhas favoritas quando minha mãe não estava e que me deixava dormir até tarde no dia seguinte, mesmo quando chegava de madrugada na sua casa, vindo de festas alheias.

Foi esta amiga que passou por maus bocados do coração e que agora imagino, pelo menos 1/3, o que possa ter passado. É ela que me incentivou, me apoiou, me ensinou e estudou comigo durante a faculdade. Foi ela que me emprestou dinheiro para muitas situações, inclusive para o pós, mesmo sem ter e nem saber quando iria ter de volta. Foi esta amiga, mãe, companheira, orientadora espiritual que me ouviu durante uma tarde toda, no Naval, entre várias Brahmas Extras e filés de peixe com limão, risos e lágrimas.

À noite. Aula surpreendente com um uruguaio coroa, mas bonitão. Charmoso. Tipo latino dos cinemas, que toda a mulher quer na sua cama. Hehehehe, o único problema é que ele da escola clássica dos professores, assumidamente. Ou seja, não come alunas. Por outro lado, aula instigante, abordagem interessante, tema relevante, inclusive para mim, que passo por isso quase que diariamente com o Téo: Negociação Estratégica.

Sábado. Mini-case com a Lê. Sugeri fazer sobre o Movimento dos Sem Terra, tendo como gancho a “degola” do policial militar há 16 anos, sob a ênfase do Poder (da polícia, da mídia e do governo) e de Ideologia, Mitos, Rito e Sombra. Pegou. Foi uma delícia. Começamos a produzir a apresentação, a idéia era fazer uma leitura teatral, mas as amadoras não foram hábeis o suficiente para incluir a manipulação dos bonecos que fizemos. Mesmo assim, foi lindo. Ah, não preciso dizer que as atrasadas e portoalegresenses foram motivos de ironia, fina, de Carlos, mas tudo bem, eu o perdôo, hehehehe. O cara é bom e adoro gente irônica.Atrasadas, como sempreParabéns professor Carlos.

À noite. Podre de cansada fio ára o níver do Rafa, meu colega do pós. Foi bem bacana. Poucas pessoas, mas gente entrosada, divertida, que despertaram a minha curiosidade, e inteligentes. Foi uma noite diferente, tranqüila, com churras macio e ceva gelada, risos, conversas tórpidas com gente estranha, mas bacana, e fotos digitais (nem quero vê-las, heheheh). Parabéns Rafael.

Domingo. Dia frio e ensolarado em Santa Maria. Eu, é claro, havia errado mais uma vez a escolha das roupas e tiritei de frio. Fui acordada pelo Paulo, meu anfitrião,, e Sílvia, sua esposa e e minha cicerone. Eles me levaram para a serra da cidade para almoçar num restaurante italiano bem bacana. Vocês não têm noção. Se soubesse que o Rio Grande do Sul tivesse coisas tão lindas assim, teria começado a explorar antes. Passeio agradabilíssimo, regado a história do local e companhia majestosa. Paulo, obrigada pela oportunidade e pelo teu sorriso torto e lindo, hehehe.


À noite. Cheguei na Rodoviária de Porto Alegre e fui direto ao banheiro vestir uma meia calça fio 40 para ver se parava de sentir um pouco de frio. Funcionou. Depois fui direto para oguarda-volumes, pois não haveria tempo para ir até em casa beijar os velhos. Foi então que tive agradável surpresa. Ao lado, a Jacque, guardando duas malas de quinquilharias, antes de ir assistir um filme no Santander Cultural (mesma idéia minha), antes de embarcar para Irai, seu novo lar. É claro que não fomos, hehehe. Mais um boteco, com ceva gelada e besteirinhas. Junto estava a Lia, sua amiga, que também conheço. Foi pouco menos de duas horas, insuficiente para nós, que não nos víamos há milênios, aliás, desde que vim para essa cidade, em janeiro. Bom encontro.

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