Pular para o conteúdo principal

O medo é a medida da indecisão [2]


Estou cercada de dúvidas e novamente o medo é a medida da indecisão. Já confessei isso pra vocês. Tenho medo de tudo que não sei, que não tenho domínio, que não tenho certeza, mas, no final, sempre arrisco. Só que o período da dúvida é o que me mata. Mas, enquanto não me decido sobre a minha vida, vou me divertindo.

E começou logo na sexta-feira. Fui para o meu curso de mulher vaidosa, que sou e em vários sentidos. Lá encontrei duas adultas e três adolescentes. As guriazinhas, que chegaram na hora, logo pegaram o jeito de se maquiar e ainda tiraram foto do “antes” e outra do “depois”. Muito ligadas as crias. Fizeram um trabalho de primeira, naqueles rostinhos que já eram bem bonitos.

Consegui me atrasar apenas uma hora. Não sei como não apanhei dessa vez. As promotoras tiveram a delicadeza de esperar por 30 minutos por mim, então, na prática eu perdi apenas meia hora. Mas a culpa na verdade não foi minha. Foi daquela Frida. Ela voltou para a loja para ser reformatada e nisso, os técnicos esqueceram de que, o que importava nela era o Office 2003, oras. E lá fui eu para a lan house.

Mas no final deu tudo bem. Conheci uma fã ao final do curso. Ela foi buscar a filha e quando entrou na loja me cumprimentou pelo nome. Não reconheci a loira sorridente, mas ela foi logo se apresentando: “Eu leio a tua coluna”. Pronto! Disse a frase perfeita para mim. Maquiada, de vestido, e liberada pra noite, o ego da nêga bateu o gongo várias vezes. Logo começamos uma conversa afiada sobre nossas origens e amenidades.

Voltei pra casa pronta para a balada. Foi o tempo de fazer um lanche, trocar de roupas [não vem me chamar de porquinha por que havia me banhado antes de descer pro cursinho], arrumar a bolsa-carteira e esperar a carona. Resultado: “Me diverti pá caraiô”. Agora, só preciso enfrentar meus medos. Mas creio que eles ainda podem esperar até depois da faxina do flat.


No sábado, dei sequência no esquema “tudo é festa, tudo é alegria”, confraternizando num almoço campestre cheio de comes, bebes e trelelês. À noite tava daquele jeito: um bagaço.

Comentários

Bom gente, a sorte foi lançada na noite de ontem. Esperemos agora. Beijo na bund...

Postagens mais visitadas deste blog

Se o queijo mofou está estragado [1]

Errado! E só soube disso uma semana depois de ter posto aproximadamente um quilo de queijo colonial no lixo, cheia de dó no pensamento, no estômago e principalmente nos olhos. Logo eu, que sou como avestruz e como até pedra com pimenta do reino moída na hora [se não for assim eu não gosto].

O fato aconteceu logo que vim de casa, após comemorar meu aniversário com minha família e amigos do peito [Jana, sua jararaca, não se inclua nesse núcleo]. Na bagagem sempre trago vários mimos e a cesta básica patrocinada pelo Araújo. Mas, dessa vez, tinha algo a mais: duas metades de queijo redondo, de diferentes sabores, no estilo colonial.

Depois de uma semana degustando o melhor deles, aquele mais branquinho e molinho, levemente salgado - diria que quase um polenguinho - decidi saborear o outro, mais amarelinho, sequinho e oleoso, com doce de leite. Dez dias a base de queijo e salame e enjoei. Sob orientação da minha mãe, deixei os queijos num pote bem ventilado, a sombra.

Mas a umidade no Flat fo…

Sóis

Sexta-feira de manhã. Não precisei abrir o aplicativo que controla meu ciclo menstrual para saber que estava de TPM. O mau humor era latente e já o percebia insuportável até para mim. E chovia. Muito. Dia perfeito para ficar em casa, hibernando, como costumo definir dias e este estado de espírito. Mas não. Tinha que encontrar um amigo-cliente, que ontem estava sem comunicação via smartphone. Não havia escapatória. Teria que ir.
Fechava assim meu período de pré-aniversário, antecipadamente. Não suportaria mais uma semana. Teria eu mesmo que dar o start em novas energias e começar Setembro com os dois pés direitos.
E hoje, no primeiro dia do mês, ainda cinza e molhado por aqui no Sul do país, um novo sol surgia. Mesmo que ainda de TPM, a virada do mês sopra em mim mudanças. Novos tempos. Renovação.
Fiz a mesma coisa que nos últimos sábados do calendário letivo. Acordei, peguei a mochila gasta e sai respirando o ar úmido e cheio de partículas de vida e possibilidades dentro de mim. E quand…

Nos phones: Todo homem

O sol Manhã de flor e sal E areia no batom Farol Saudades no varal Vermelho, azul, marrom Eu sou Cordão umbilical Pra mim nunca tá bom E o sol Queimando o meu jornal Minha voz, minha luz, meu som

Todo homem precisa de uma mãe
Todo homem precisa de uma mãe

O céu Espuma de maça Barriga, dois irmãos O meu Cabelo, negra lã Nariz e rosto e mãos O mel A prata, o ouro e a rã Cabeça e coração E o céu Se abre de manhã Em abrigo, em colo, em chão

Todo homem precisa de uma mãe
Todo homem precisa de uma mãe