Pular para o conteúdo principal

tudo vale a pena se a alma não é pequena



Pode parecer contraditório, mas não é. Eu gosto de Roberto Carlos, mas da fase do automobilismo ou jovem guarda, pelo que me lembro. Esse momento atual da índia velha não me agrada e também não acrescenta nada na MPB. Mas o acústico MTV que ele gravou com as canções mais lindas da sua carreira é de emocionar. É esse álbum que ando ouvindo nos últimos dias, repetidamente ao longo da tarde e até parte da noite, como hoje.

Além do horizonte, canção do Erasmo e Roberto Carlos, é um hino a liberdade e a paz. Pelo menos é o que eu e Rogério Fausino pensamos. Já de cara sua letra já revela um desejo simples e comum entre as pessoas, mas tão difícil de se obter.

Além do Horizonte deve ter

Algum lugar bonito

Prá viver em paz

Onde eu possa encontrar

A natureza

Alegria e felicidade

Com certeza...


Acho que tem faltado amor, dedicação entre as pessoas, humildade, simplicidade, compreensão, abdicação, enfim, acho que anda faltando uma porção de coisas. A modernidade tem afastado as pessoas e criando necessidades estranhas de mais, em detrimento das emoções, dos verdadeiros sentimentos. Às vezes eu não entendo minha raça, embora ainda deponha esperanças sobre toda a humanidade. Sou do lema: Tudo vale a pena se a alma não é pequena...

Se você não vem comigo

nada disso tem valor

de que vale o paraíso

sem amor

Comentários

Elaine disse…
Olá!
Sabe que eu concordo contigo?
Sobre o Roberto, sobre gostar dele como ele era...
Depois que embarcou numa vibe de esotérico, sei lá, perdeu a mão...
E sim. o mundo parece que também perdeu a mão...
Beijos, "guria"(gosto demais dessa palavra!
Eu perdi meu sotaque desde que vim morar no interior de sta. catarina. Porém, o gauchês se mantém. Hehehehe. E sim, o RC perdeu as duas mãos pro negócio e a humanidade vem perdendo o pouco de sentimento que conhecia. Bjos guria.

Postagens mais visitadas deste blog

Se o queijo mofou está estragado [1]

Errado! E só soube disso uma semana depois de ter posto aproximadamente um quilo de queijo colonial no lixo, cheia de dó no pensamento, no estômago e principalmente nos olhos. Logo eu, que sou como avestruz e como até pedra com pimenta do reino moída na hora [se não for assim eu não gosto].

O fato aconteceu logo que vim de casa, após comemorar meu aniversário com minha família e amigos do peito [Jana, sua jararaca, não se inclua nesse núcleo]. Na bagagem sempre trago vários mimos e a cesta básica patrocinada pelo Araújo. Mas, dessa vez, tinha algo a mais: duas metades de queijo redondo, de diferentes sabores, no estilo colonial.

Depois de uma semana degustando o melhor deles, aquele mais branquinho e molinho, levemente salgado - diria que quase um polenguinho - decidi saborear o outro, mais amarelinho, sequinho e oleoso, com doce de leite. Dez dias a base de queijo e salame e enjoei. Sob orientação da minha mãe, deixei os queijos num pote bem ventilado, a sombra.

Mas a umidade no Flat fo…

Sóis

Sexta-feira de manhã. Não precisei abrir o aplicativo que controla meu ciclo menstrual para saber que estava de TPM. O mau humor era latente e já o percebia insuportável até para mim. E chovia. Muito. Dia perfeito para ficar em casa, hibernando, como costumo definir dias e este estado de espírito. Mas não. Tinha que encontrar um amigo-cliente, que ontem estava sem comunicação via smartphone. Não havia escapatória. Teria que ir.
Fechava assim meu período de pré-aniversário, antecipadamente. Não suportaria mais uma semana. Teria eu mesmo que dar o start em novas energias e começar Setembro com os dois pés direitos.
E hoje, no primeiro dia do mês, ainda cinza e molhado por aqui no Sul do país, um novo sol surgia. Mesmo que ainda de TPM, a virada do mês sopra em mim mudanças. Novos tempos. Renovação.
Fiz a mesma coisa que nos últimos sábados do calendário letivo. Acordei, peguei a mochila gasta e sai respirando o ar úmido e cheio de partículas de vida e possibilidades dentro de mim. E quand…

Nos phones: Todo homem

O sol Manhã de flor e sal E areia no batom Farol Saudades no varal Vermelho, azul, marrom Eu sou Cordão umbilical Pra mim nunca tá bom E o sol Queimando o meu jornal Minha voz, minha luz, meu som

Todo homem precisa de uma mãe
Todo homem precisa de uma mãe

O céu Espuma de maça Barriga, dois irmãos O meu Cabelo, negra lã Nariz e rosto e mãos O mel A prata, o ouro e a rã Cabeça e coração E o céu Se abre de manhã Em abrigo, em colo, em chão

Todo homem precisa de uma mãe
Todo homem precisa de uma mãe