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Madrugada

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4:45, marcava o relógio do celular, que às vezes serve de despertador e agenda de compromissos. O gato miava para sair. Queria fazer suas necessidades. Como de costume levantei e abri a janela para ele sair e voltei para a cama, a fim de recuperar o sono, porque o sonho não queria. Estranho demais... Impossível também. 5:45 o sono ainda não havia voltado. Sei a hora certa porque novamente olhei no visor o celular. Sou um pouco assim, cronometrada. Levantei, fiz xixi, tomei água e olhei pela janela [em tempos de nicotina teria fumado uns três cigarros e bebido duas taças de vinho na sacada]. Fazia muito tempo que não perdia o sono, muito tempo mesmo... Por várias vezes tentei a técnica de contar carneirinho [funcionava na infância e juventude], de imaginar situações irreais, um romance torridamente feliz. Mas também não deu certo como antes. Nesses 60 minutos ouvi períodos de silêncios na emissora de rádio de Videira [Transamérica Hits]. O vigia deveria estar trocando “a fita” e a inson...

Minha cashmere amarela

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A foto está ruim, mas no canto direito, em pé, está o casal Evanyr e DIlvo Michelin Sinto falta da minha câmara de fotografias. Sem ela minha memória digital está vazia. Encontros com amigos, façanhas do baby e, principalmente, registros jornalísticos deixaram de ser feitos. Isso tem me chateado muito, porque já havia me acostumado a guardar momentos em imagens, além dos sentimentos e lembranças dessas circunstâncias. Por não ter câmara não pude mostrar minha "cashmere" amarela, novinha, que ganhei da dona Evanyr Michelin. Ela é uma simpática senhora que conheci quando trabalhava no Jornal A Coluna, no bairro Matriz. Geralmente nos encontramos na rodoviária, quando voltamos de Porto Alegre, também na academia, entre uma aula e outra de natação, ou pela rua, no cotidiano. Há duas semanas nos encontramos numa reunião festiva, onde podemos conversar mais a vontade, além da entrevista feita com ela e seu marido, Dilvo. Adoro esses encontros dos Amigos do Museu da Uva e do Vinho,...

Prêmio Fatma de Jornalismo

Em meio a vários fatos e versões para contar a todos, tenho demorado a vir aqui e postar. Acabo perdendo muitas idéias legais e assuntos divertidos sobre a comédia da minha vida privada, digamos assim. Porém, não poderia deixar de me exibir, informar, dividir, compartilhar com todos que vêm aqui (galera do bem e do mal), sobre um dos acontecimentos mais relevantes da minha vida profissional. Fui selecionada para a final do Prêmio Fatma de Jornalismo. Venci a etapa regional ao qual estamos ligados, que é Caçador e agora meu trabalho estará na disputa com mais 13 matérias na área de meio ambiente, aqui no Estado de Santa Catarina. Dessa vez, o alarde começa com orgulho 100%, já que a apuração, entrevistas e redação - inclusive fotos - são exclusivas minha. Pra mim, mesmo não vencendo a etapa final, esse prêmio já é meu... Como diria o Fred Flinstone: Iabadabaduuuú!

Quais livros tu seria?

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Eu adoro testes sobre comportamento. Já falei isso por aqui também. Dessa vez eu fiz um que estava no blogue Borboletas no Estômago , da Patty Meirelles. Gente, vale a pena visitar a guria. É uma delícia de se ler. Adoro borboletas e adoro ficar com elas no meu estômago cada vez que entro lá. Parabéns pelo espaço queridona. Bom, voltando ao teste... Se clicar no link e responder dez perguntinhas, tu ficará sabendo que livro você é. Putz, assim como aquele teste sobre que música do Los Hermanos você é (só clicar para ir no posto que tem esse link), esse também deu certo. Então; é legal e rápido. Faz aí tchê, seguindo as orientações. Se você fosse um livro nacional , qual seria ? Para fazer o teste clique aqui . Meu resultado: "Carmen – Uma biografia" Ruy Castro Boa história é com você mesmo. Adora ouvir, contar, recontar. As de pessoas interessantes e revolucionárias são as suas preferidas. Tem gente que liga para você só para saber das últimas fofocas. E confesse: com...

Saudades da querência amada

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Já falei aqui e pelo visto vai ser comum durante os próximos meses. Domingo de sol, aquela manhã linda de outono, música nativista no rádio. Hoje não mudei a estação. Ouço o programa Rodeio, na Transamérica Hits de Videira. De repente me veio a mente a cozinha de casa. Depois lembrei de um tempo de infância, na casa da vó, em Cruz Alta. Desse jeito não tem como nao lembrar da querência amada. No quintal, o gaúcho véio de bombachas e botas afia a faca no amolador para carnear o tira-gosto do espeto, posto no fogo de chão. Na caneca de alumínio o limãozinho, para abrir o apetite e aquecer o corpo em companhia do sol. O chimarrão amigo passa de mão em mão, enquanto na porteira de casa vem o cumpadre para a prosa rápida. A música campeira sai da caixa de abelha fanhosa, mas ritmida, lembrando aos mais novos que mais tarde tem matinê. Na copa, a nêga véia faz a salada de batata, bate a polenta ou termina de cozinhar no fogão a lenha o molho de tomate para a massa caseira. O pão sobre a mesa...

tudo vale a pena se a alma não é pequena

Pode parecer contraditório, mas não é. Eu gosto de Roberto Carlos, mas da fase do automobilismo ou jovem guarda, pelo que me lembro. Esse momento atual da índia velha não me agrada e também não acrescenta nada na MPB. Mas o acústico MTV que ele gravou com as canções mais lindas da sua carreira é de emocionar. É esse álbum que ando ouvindo nos últimos dias, repetidamente ao longo da tarde e até parte da noite, como hoje. Além do horizonte, canção do Erasmo e Roberto Carlos, é um hino a liberdade e a paz. Pelo menos é o que eu e Rogério Fausino pensamos. Já de cara sua letra já revela um desejo simples e comum entre as pessoas, mas tão difícil de se obter. Além do Horizonte deve ter Algum lugar bonito Prá viver em paz Onde eu possa encontrar A natureza Alegria e felicidade Com certeza... Acho que tem faltado amor, dedicação entre as pessoas, humildade, simplicidade, compreensão, abdicação, enfim, acho que anda faltando uma porção de coisas. A modernidade tem afastado as pessoas e criando...

Hoje estava

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- gripada. o que significa que também estou com as vias nasais obstruídas. ou seja, viciada em sorine, alimentando a indústria de lenços de papel e papel higiênico. Também me encontro sem vontades, olfato e paladar. - reflexiva. organizando os pensamentos e adotando idéias que se aplicam as circunstâncias atuais. - aplicada. consegui baixar da internet o convertor do Docx e agora estou estudando as novas regras ortográficas para o concurso. também abri o arquivo que recebi por e-mail sobre o manual de redação oficial do governo federal. quase cem páginas que terei quer ler na tela de 14 polegadas do lacraia... putz! - procurando. todas as kitnet's da cidade bem arejadas, localizadas e baratas foram alugadas. putz, que sorte! - pobre. fiquei tão chocada com o preço de anti gripais, pastilhas, expectorantes e compostos vitamínicos que entrei na padaria e comprei uma nega maluca e um bolo de ricota e subi ansiosa pra casa, louca para degustar meus carboidratos. - calma. meu esta...