Sem pai, nem mãe (nem irmã)!

 


Às vezes eu fico assim, com um marzão turbulento no peito. Às vezes sou água parada. Em outros momentos, com um infinito oceano dentro de mim, balançando... Essas e muitas outras sensações que podem ser atribuídas a água salgada que me forja em alguns períodos. Que escorre em minha face.

É meu  estado de órfão que assume minhas emoções, gestando sentimentos e salgando meu rosto, pensamentos, palavras e falas.

Em frente a TV, neste domingo de 19 de abril, não pude evitar: Lembrei a dor de ficar sem pai, nem mãe e irmã. Senti o vazio no peito, de novo, na potência de três. Do outro lado da telinha, Ana Paula Renault, participante camarote nesta edição do BBB26, soube que perdeu seu pai. Tadeu Schmidt está de luto pelo irmão e ídolo, o Mão-Santa, morto há dois dias. 

Climão!

Já comentei com algumas pessoas que não sei dizer adeus. Este blog registra isso, já que deve ter dezenas de posts com chorumelas infinitas de meus lutos. A escrita é curativa para quem escreve. Acreditem!

Não havia me dado conta que abril chegou e com ele, a data de partida dos meus pais: 13 de abril de 2010 e 17 de abril de 2016, de longe meu pior ano. Meses depois, em 26 de novembro, mais uma despedida. Foi o universo e os orixás que me colocaram em pé em cada momento dessa tríade. 

São 16 anos pensando: Como as crianças e adolescentes suportam o Domingo dos Pais, sem eles? Dez anos tentando superar a ausência de uma mãe para homenagear no segundo domingo de maio. Nesse tempo todo, o que sei é que para ser órfão não tem idade. Só saudades!

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