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Diário Dietético: Engolidora de espetos...


Bom, vim dar uma satisfação a vocês que acompanham esse diário. E ela não é nada boa... Sim, comecei o “plano alimentar” nessa segunda-feira e no mesmo dia já o boicotei. Mas, sinceramente, quem está acostumada a comer um boi pela perna e, de uma hora para outra, passa a comer 1/3 dele, até é compreensível perder as estribeiras...

Porém, não fiquem decepcionados. Vou melhorar... Aos poucos eu percebo que já não é mais agradável encher a pança. Sinto-me mal após fazer isso. Fico com o estomago pesado, com os movimentos lentos e a digestão atrasada. Só que essa maldita gula não me larga!

Deveria aproveitar que meu organismo se adapta perfeitamente a mudanças, por mais radicais que sejam, muito rapidamente. Pareço, inclusive, a mulher elástico. Se, de repente, passo a comer demais, em dois ou três dias o estomago está “lassiado”. Se faço o contrário, reduzo a ingestão de alimentos, também rapidamente sou capaz de saciar a fome com pouca comida. Só tem esse problema de ter o olho maior que a barriga, como diz minha sábia mãe.

Hoje, confesso, foi o pior dia da semana. Enfiei o corpo inteiro na jaca banana. Depois de comer uma fruta pela manhã, lanchar uma barra de cereais, almocei feito uma leoa. Comi uma bela de uma costela gorda, deliciosos pedaços de picanha com aquela manta de gordura, filezinho com alho, várioooosss coraçõezinhos, lingüiça calabresa [e quando falo calabresa, é com pimenta mesmo], um purê de aipim, um mísero pedaço de beterraba, de cenoura e de brócolis. Para ajudar na digestão depois, comi meio abacaxi assado.

Ba! Sai da churrascaria rolando... Quase. E nem a tarde de caminhada pelo centro da cidade serviu para reduzir a sensação de uma quase indigestão. Bem feito! Isso que dá querer comer um boi inteiro... [mais ½ muffins de chocolate e outro ½ de limão agora a pouco]. Nesse momento, o que me salva é o chimarrão com hortelã e, depois, antes de dormir, uma xícara de boldo, ou de alcachofra, ou de macela, ou de qualquer outro chá digestivo. Aff...

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