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#naofoiacidente



Eu tenho vergonha... Já o motorista que atropelou ciclistas do Massa Crítica na noite de 25 de fevereiro, no bairro Cidade Baixa, não teve vergonha na cara ao dizer que não teve outra opção...

Comentários

R.B.Côvo disse…
Como se diz lá em Portugal: "bateu mal". Abraço.

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Ode aos detalhes do cotidiano

Porto Alegre, 6 de julho de 2018.
Vinha distraída pelo caminho, como acontece sempre que caminho e foco o pensamento no que tenho que fazer em seguida e o tempo que disponho.
Cuidava o trânsito, desviava de pessoas e seus cães pelas calçadas úmidas ou irregulares. Engraçado! Um homem de seus 50 anos levava um cão na coleira pelo caminho estreito de pedras. Não sei se ele pensou que iria parar para deixa-los à vontade. Mas, fui condicionada a ser gentil com o próximo. E naquele momento, eu era essa próxima.
Nesta sociedade machista que estamos inseridas, o normal seria o homem e seu cão dar passagem, ao invés de manter seu ritmo firme. Irritada, pensei: se fosse loira e magra, ele até pisaria no barro com seu amigo, sorriria e daria bom dia.
Fiquei chateada com o que cogitava: soberba feminina ou falta de educação alheia?
Alguns diriam que isso é mimimi. Eu chamo de educação. Em algumas situações, poderia conceituar como bom senso. Enfim, segui. Esqueci-me do que só eu percebi e senti n…

Sóis

Sexta-feira de manhã. Não precisei abrir o aplicativo que controla meu ciclo menstrual para saber que estava de TPM. O mau humor era latente e já o percebia insuportável até para mim. E chovia. Muito. Dia perfeito para ficar em casa, hibernando, como costumo definir dias e este estado de espírito. Mas não. Tinha que encontrar um amigo-cliente, que ontem estava sem comunicação via smartphone. Não havia escapatória. Teria que ir.
Fechava assim meu período de pré-aniversário, antecipadamente. Não suportaria mais uma semana. Teria eu mesmo que dar o start em novas energias e começar Setembro com os dois pés direitos.
E hoje, no primeiro dia do mês, ainda cinza e molhado por aqui no Sul do país, um novo sol surgia. Mesmo que ainda de TPM, a virada do mês sopra em mim mudanças. Novos tempos. Renovação.
Fiz a mesma coisa que nos últimos sábados do calendário letivo. Acordei, peguei a mochila gasta e sai respirando o ar úmido e cheio de partículas de vida e possibilidades dentro de mim. E quand…

Meu choro, meu coração, minhas lembranças

Não consigo me acostumar com despedidas. Com a partida. O adeus! Com o tempo a gente acostuma a não ligar mais, não programar o reencontro, a ter que perder (mais) uma referência. Mas não sou amiga do tempo. Ainda não.
Em (mais) um ano precisei reaprender uma porção de coisas. A ter uma opção a menos. E hora foi fácil, hora foi difícil. Recomeçar a vida sem a presença dela ainda marca meu dia-a-dia. Existem muitas etapas em aberto ainda para poder ser apenas a saudade. Sem o choro. Só o coração e as lembranças.
E enquanto a vida burocrática não se ajeita, agradeço aos céus por ter nascido Barcellos e Araújo. Por ter sido a irmã caçula. E por ter me despedido. Foi por pouco tempo, mas foi importante. Vejo agora, que, talvez, o tempo tenha sido meu amigo, então. Mesmo eu não entendendo...
Obrigada Pai.