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Preferiria a Bella Donna, mas a Maria é minha

Quando cheguei aqui, no último sábado, quem me recepcionou foi o locatário de um espaço, usado para guardar a moto dos riscos da rua, pois do mal tempo não faz diferença. Ele, que é um gato e ainda não sei o nome, perguntou se era eu que havia me mudado. Disse-lhe, sonolentamente às 6h30 da manhã, que não. E logo deduzi que estava sozinha novamente, no condomínio dos flats.

Sim, os gringos de Iomerê foram embora. E com eles, as discussões, a música ruim do Djavú, os choros da guria durante à tarde, as farras noturnas de adolescentes todo santo dia, as manias dele, as manias dela e as manhas de casal. Com eles, também se foi a instalação e o bom funcionamento da Maria. Sim, minha máquina de lavar, que é personalizada, não faz mais os ciclos completos, mesmo depois que o locador comprou o cabo de abastecimento de água, para repor o que estava rompido e com marcas de cola bonder.

Agora, eu lavo roupas em duas etapas, no nível baixo de água e na lavagem normal ou rápida. Gringos FDP! Eles só precisavam pegar o tanquinho e a centrífuga deles e vazar. Agora, terei que mandar a Maria para a autorizada com seis meses de uso. Faço o que sem ela? Acho que até prefiro continuar lavando roupas aos poucos, embora gaste mais energia e água.

Em Porto Alegre saí com a minha tia e mãe para comprar uma Brastemp de 11 litros lá pra casa. Quem se deu bem foi meu irmão, que levou a Diva, de cinco litros que ela tinha. Foi lá, usando o wirelles de algum café, que abri o e-mail da Jana, que tem tempo para achar e mandar esses vídeos, propagandeando essa maravilhosa máquina de lavar roupas. Se soubesse o que me esperasse, teria comprado ela pela internet antes mesmo de voltar à Videira. Assim, chegaria em casa e trocaria a “roupa suja e velha por uma nova e limpinha”.

Enfim, férias é bom só quando se está fora, se divertindo. Voltar para casa pode ser bom também, mas sempre traz surpresas. A maior delas é que essa tecnologia ainda não está disponível. Pena!

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