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Mais notas musicais no céu


Foto: Divulgação

Não precisa ser nativista para lamentar a morte do cantor campeiro Leonardo. Ele, batizado de Jader Moreci Teixeira morreu na madruga de domingo (7) no Hospital de Viamão, aos 71 anos de idade. Gostava de ouvi-lo cantar. Era um dos poucos interpretes e gaudério de respeito no mercado fonográfico tradicionalista.
Mas eu não contribuía para seu sustento. Nunca comprei um disco seu. Só prestigiava seus shows públicos ou em comícios. Não há um petista nessa cidade, ou em Viamão, que não tenha ouvido Céu, Sol, Sul, Terra e Cor na sua voz, num dos palcos políticos nos antigos showmícios. Grande espetáculo o dele.
Agora, ele está encantando lá em cima. Depois de sofrer três paradas cardíacas – em decorrência de problemas renais detectados na última semana - seu corpo carcomido pelo tempo não resistiu. Pediu passagem, e deve ter ido num cavalo bravo, xucro como dizem por aqui, para ir amansando até chegar a São Pedro. Vendo o porteiro de batina, com certeza Leonardo deve ter tirado uma bombacha da mala de garupa e entregue para ele. O cantor respeitava as tradições. Até Michael Jackson deve estar vestindo um traje gaudério, comendo churrasco e tomando seus “barbitúricos" com canha de alambique.
Para quem não o conhece, nunca ouviu falar, ou não se lembra, Leonardo é autor de sucessos como Céu, Sol, Sul, Terra e Cor; Tertúlia; Viva Bombacha; Batismo de Sal, entre outras. Nascido em Bagé, o cantor dedicou sua carreira à música típica gaúcha. Em 1982, conquistou o troféu Calhandra de Ouro da Califórnia da Canção Nativa de Uruguaiana com a canção Tertúlia. Ele apresentava o programa Província de São Pedro, que vai ao ar na Rádio Guaíba de Porto Alegre aos domingos, entre 6 e 8 horas.

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