Pular para o conteúdo principal

Os olhos da cara...




Eu adoro Havaianas! Não sei por que, mas sempre gostei. Desde que elas tinham cores básicas e eram bicolores: branco com preto, branco com azul e assim por diante. Os mais espertos, viravam o solado para ficar com os chinelos da mesma cor. Eu gostava demais de Havaianas, até para saber que o slogam: “Não deformam, não solta as tiras e não têm cheiro” era o maior engodo.

Os chinelos eram baratos e vendiam no bar da esquina. Qualquer boteco tinha os chinelos para vender, principalmente os populares de vila. Mesmo assim a gente economizava e colocava um grampo de cabelo para prender as tiras quando elas soltavam ou arrebentavam. Mas quando não tinha jeito, o negócio era trocar. Esse era o momento de felicidade e a torcida para que houvesse uma cor diferente era grande.

Bom, quem é fã da sandália sabe bem que durante anos o comediante Chico Anysio era o garoto propaganda da marca. Ele que dizia essa frase enganosa, pelo menos na época. As Havaianas deformavam sim e ainda dava o pior de todos os chulés que já senti por aí. Vira e mexe a gente tinha que escovar o negócio e colocar no sol para secar e torcer que daquela vez demorasse mais um pouco para dar cheiro.

Hoje elas parecem ter passado por um processo de “reengenharia”, digamos assim. Difícil soltar as tiras e deformar. Mas, cheiro ainda corremos o risco. Afinal, é borracha a matéria prima... Em compensação, há tantos novos modelos que deixa a gente tonta na loja. Me dá vontade de pegar uma de cada cor e modelo. O único problema é que elas estão os olhos da cara [se ainda viessem com o Cauã Reymond...].

Quando vim pra Videira em 2007 trouxe uma sandália rosa. Linda! Usava aquilo todo dia, até para ir trabalhar. O povo me olhava meio de viés, mas não tava nem aí. Até o governador do estado, Luiz Henrique da Silveira, eu entrevistei vestindo elas, bem feliz.

Mas feliz mesmo fiquei essa semana. Eu havia reservado um chinelo caríssimo, mas confortabilíssimo, numa loja pop da cidade. Quando fui buscar, a vendedora já havia dispensado para outra cliente. Uma pena... Porém, por outro lado, coloquei as mãos numa sandália Havaianas Tip, dourada ou bege. Nossa... Paguei os R$ 29,90 por elas, mas sai feliz da vida mesmo. Tanto, que pus a belezura nos pés assim que cruzei a esquina da rua e subi flutuando pra casa.

Agora é resistir para não vesti-las sempre que fizer uma calor e precisar caminhar pacas por aqui. Vai ser difícil...





Pra dizer a verdade, seria uma maravilha se tivesse um desses maridos aí de baixo. Mas seria muito mais delicioso se ele me desse um par de Havaianas cada vez que aprontasse. Nem precisaria desembolsar uma grana para tê-las. Pra sorte do povo masculino, sou solteira. Mas o que eu conheço de marido safado por aí que iria enriquecer dono de lojas, ah, isso tem aos “dardalhéus”.

Site das Havaianas


postagem programada.

Comentários

JANA disse…
UIII
TENHO HORROR DE HAVAIANAS E AQUELA MALDITO ALL STAR
Eugenia disse…
Havaianas,havaianas, adoro demais,
Beijinhos Cor de rosa

Postagens mais visitadas deste blog

Se o queijo mofou está estragado [1]

Errado! E só soube disso uma semana depois de ter posto aproximadamente um quilo de queijo colonial no lixo, cheia de dó no pensamento, no estômago e principalmente nos olhos. Logo eu, que sou como avestruz e como até pedra com pimenta do reino moída na hora [se não for assim eu não gosto].

O fato aconteceu logo que vim de casa, após comemorar meu aniversário com minha família e amigos do peito [Jana, sua jararaca, não se inclua nesse núcleo]. Na bagagem sempre trago vários mimos e a cesta básica patrocinada pelo Araújo. Mas, dessa vez, tinha algo a mais: duas metades de queijo redondo, de diferentes sabores, no estilo colonial.

Depois de uma semana degustando o melhor deles, aquele mais branquinho e molinho, levemente salgado - diria que quase um polenguinho - decidi saborear o outro, mais amarelinho, sequinho e oleoso, com doce de leite. Dez dias a base de queijo e salame e enjoei. Sob orientação da minha mãe, deixei os queijos num pote bem ventilado, a sombra.

Mas a umidade no Flat fo…

Sóis

Sexta-feira de manhã. Não precisei abrir o aplicativo que controla meu ciclo menstrual para saber que estava de TPM. O mau humor era latente e já o percebia insuportável até para mim. E chovia. Muito. Dia perfeito para ficar em casa, hibernando, como costumo definir dias e este estado de espírito. Mas não. Tinha que encontrar um amigo-cliente, que ontem estava sem comunicação via smartphone. Não havia escapatória. Teria que ir.
Fechava assim meu período de pré-aniversário, antecipadamente. Não suportaria mais uma semana. Teria eu mesmo que dar o start em novas energias e começar Setembro com os dois pés direitos.
E hoje, no primeiro dia do mês, ainda cinza e molhado por aqui no Sul do país, um novo sol surgia. Mesmo que ainda de TPM, a virada do mês sopra em mim mudanças. Novos tempos. Renovação.
Fiz a mesma coisa que nos últimos sábados do calendário letivo. Acordei, peguei a mochila gasta e sai respirando o ar úmido e cheio de partículas de vida e possibilidades dentro de mim. E quand…

Nos phones: Todo homem

O sol Manhã de flor e sal E areia no batom Farol Saudades no varal Vermelho, azul, marrom Eu sou Cordão umbilical Pra mim nunca tá bom E o sol Queimando o meu jornal Minha voz, minha luz, meu som

Todo homem precisa de uma mãe
Todo homem precisa de uma mãe

O céu Espuma de maça Barriga, dois irmãos O meu Cabelo, negra lã Nariz e rosto e mãos O mel A prata, o ouro e a rã Cabeça e coração E o céu Se abre de manhã Em abrigo, em colo, em chão

Todo homem precisa de uma mãe
Todo homem precisa de uma mãe