Pular para o conteúdo principal

Revitalizando o cotidiano



Depois de um domingo que começou como sendo o Dia do Pijama e terminou como o Dia da Faxina, melhor começar a semana cumprindo o prometido. Contarei as novidades e iniciarei com a mais fresquinha de todas. Essa é tão fresca, que estou postando às 7 horas da matina pra vocês, depois de meses de sonoterapia pela manhã.

Pra quem tem boa memória e costuma vir aqui sempre [mesmo], sabe que vivo dias de inferno astral. Há duas semanas dos 35 anos estava a ponto de bala, com um humor do cão, espírito de porco [que nem o vírus da Influenza A se arriscava a me contaminar], chorosa, reclamona [isso não é muito diferente dos dias normais], entre outros temperamentos instáveis e insustentáveis. Vivia o período que começo a estruturar as resoluções de aniversário, que são bem mais eficazes que as falsas promessas que faço anualmente, no Réveillon. Confesso!

De todas as minhas necessidades, carências, indecisões, a única resolução que se formava e estruturava-se em base sólida era a partida. Insatisfeita com o trabalho, desestimulada, sem desafios, sem amparo e com baixa remuneração, já me imaginava voltando para casa, com um sorriso no rosto, de orelha a orelha. A única coisa que faltava decidir era o mês: setembro [da independência] ou outubro [da criança]?

Mas, de repente, tudo mudou e a proposta nem partiu de mim. A uma semana dos 35 anos, cá estou eu com mais trabalho para desempenhar, com uma carga horária maior, por isso que estou acordando cedo, claro - coisa que não faço desde o início do outono, quando parei com a natação. E a melhor parte: com uns trocados a mais no benefício mensal. Ufa! Obviamente que não dá para chamar de promoção e muito menos de aumento salarial. Digamos que seja um remanejo de atividades, uma reciclagem de horário ou, como as pessoas preferem dizer e caracterizar: uma “revitalizada” no cotidiano.

Sim! Vou precisar ter mais criatividade, mais empenho, mais agilidade [putz, essa é a parte foda pra a mamute aqui] e paciência... Mas tudo bem! Mudanças sempre são bem vindas, principalmente a, exatamente, uma semana do aniversário. É o momento do mais ou menos, já que ainda não posso ter tudo e estou cansada do pouco [ou nada]. Não dá para reclamar, quando se sente que se está amadurecendo e se quer ir com calma, sem atolar o burro no azevém. Bem na hora H.

Agora vocês vão me dar licença, que tenho que ir até a cozinha, tomar a quinta xícara de café, antes de sair para o trabalho...
.

Comentários

Frances disse…
Gostei do seu blog.
Parabéns!
Frances disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
Silvia Palma disse…
Ir até a cozinha??hauhauhauhauahua...quantos comodos tem o flat mesmo???uhauahuah
Angélica: três, contando com o banheiro. mas sai de um, já muda o nome, oras. e de manhã cedo, com sono, qualquer centímetro é quilômetro tá? oras, bolas!

Frances: obrigada pela visita guria. Vou retribuir, caso tenha blog tb. Bjocas
Juju´s Avon disse…
Aniversário? Uma data cheia de renovações, trazendo sempre novos caminhos para o futuro.
Aproveite as portas que se abriram para vc!
=***
jana disse…
e aí fofa
dormiu bebum e faltou imaginação para responder minhas msgs
he he he

Postagens mais visitadas deste blog

Se o queijo mofou está estragado [1]

Errado! E só soube disso uma semana depois de ter posto aproximadamente um quilo de queijo colonial no lixo, cheia de dó no pensamento, no estômago e principalmente nos olhos. Logo eu, que sou como avestruz e como até pedra com pimenta do reino moída na hora [se não for assim eu não gosto].

O fato aconteceu logo que vim de casa, após comemorar meu aniversário com minha família e amigos do peito [Jana, sua jararaca, não se inclua nesse núcleo]. Na bagagem sempre trago vários mimos e a cesta básica patrocinada pelo Araújo. Mas, dessa vez, tinha algo a mais: duas metades de queijo redondo, de diferentes sabores, no estilo colonial.

Depois de uma semana degustando o melhor deles, aquele mais branquinho e molinho, levemente salgado - diria que quase um polenguinho - decidi saborear o outro, mais amarelinho, sequinho e oleoso, com doce de leite. Dez dias a base de queijo e salame e enjoei. Sob orientação da minha mãe, deixei os queijos num pote bem ventilado, a sombra.

Mas a umidade no Flat fo…

Sóis

Sexta-feira de manhã. Não precisei abrir o aplicativo que controla meu ciclo menstrual para saber que estava de TPM. O mau humor era latente e já o percebia insuportável até para mim. E chovia. Muito. Dia perfeito para ficar em casa, hibernando, como costumo definir dias e este estado de espírito. Mas não. Tinha que encontrar um amigo-cliente, que ontem estava sem comunicação via smartphone. Não havia escapatória. Teria que ir.
Fechava assim meu período de pré-aniversário, antecipadamente. Não suportaria mais uma semana. Teria eu mesmo que dar o start em novas energias e começar Setembro com os dois pés direitos.
E hoje, no primeiro dia do mês, ainda cinza e molhado por aqui no Sul do país, um novo sol surgia. Mesmo que ainda de TPM, a virada do mês sopra em mim mudanças. Novos tempos. Renovação.
Fiz a mesma coisa que nos últimos sábados do calendário letivo. Acordei, peguei a mochila gasta e sai respirando o ar úmido e cheio de partículas de vida e possibilidades dentro de mim. E quand…

Nos phones: Todo homem

O sol Manhã de flor e sal E areia no batom Farol Saudades no varal Vermelho, azul, marrom Eu sou Cordão umbilical Pra mim nunca tá bom E o sol Queimando o meu jornal Minha voz, minha luz, meu som

Todo homem precisa de uma mãe
Todo homem precisa de uma mãe

O céu Espuma de maça Barriga, dois irmãos O meu Cabelo, negra lã Nariz e rosto e mãos O mel A prata, o ouro e a rã Cabeça e coração E o céu Se abre de manhã Em abrigo, em colo, em chão

Todo homem precisa de uma mãe
Todo homem precisa de uma mãe