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Perdas


No episódio 16 da terceira temporada de Ally MacBeal, o amor da sua vida morre... Eu levei em torno de oito a nos para poder assistir a este episódio, já que esse seriado é de 1997. Está entrando para a puberdade já e eu continuo assistindo. E me emocionando. E me identificando com as fantasias mais doidas desse grupo de advogados estranhos.

Bom, o que sei é que na sexta-feira passada eu sentei em frente a tevê, às 13 horas, e comecei a assistir ao episódio. Tinha perdido uns dois capítulos consecutivos e não sabia que o câncer do Billy já havia sido diagnosticado. Então, quando ele começou a se declarar para a Ally, bem no meio do tribunal, falar de uma vida de amor e família que nunca tiveram, mas sempre quiseram, eu vi que era o fim da relação deles.

Parece bobagem, mas chorei feito doida em frente naquele sofá, de soluçar... Como já fiz antes quando senti que havia perdido o amor, que talvez nunca tenha tido, mas que de antemão já sabia que se tratava de algo infrutífero. Chorei porque lembrei da dor no abdómen de tanto choro convulsivo e sem sentido, de tantos suspiros, de tanta mágoa e tristeza. Por lembrar que perdas são ritos de passagens em nossa vida, talvez imprescindível para o crescimento, eu ainda acredito serem desnecessárias.
Não quero perder mais nada na minha vida. Mais ninguém! Não quero perder mais oportunidades de trabalho, de encontros com amigos, vivência saudável com a família. Não quero mais perder dinheiro, nem tempo, nem conhecimento.

São tantas coisas para lutar, buscar e viver, que o que se conquista não deveria ter tanta importância quando se perde. Mas tem... mas tem...

Comentários

menina fê disse…
não adianta, sempre lamentamos quando perdemos algo!

lindona,
pensei que vc já tivesse o selo... venha buscar, teu blog ferve de tudo, principalmente de inteligência - mega afrodisíaco!

peço que mude o link para degusta!, não será mais degustação íntima. tá?! brigadão.


bjão da fê =D
Fabi disse…
Eu sou suspeita pra dizer algo sobre esse post, pois confesso que não sei lhe dar com perdas, sejam de que tipo for.
Sofro, choro, é fico com aquilo dentro de mim, revivendo incansavelmente lembranças de algo que se foi... e isso me mata.
Preciso aprender a perder, nem sempre se ganha.
E eu ainda não sei lhe dar com isso.
Anônimo disse…
Olá querida amiga Elaine, realmente , na vida real ou na ficção as perdas sempre movem com o nosso coração e a alma fica fragilizada. É a vida e ponto final.
Muita paz, harmonia e inspiração em sua vida.

Forte abraço

caurosa

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