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Um cigarro para relaxar



Ontem pela manhã o dia parecia começar calmo, sem cobranças e correrias ou preocupações por pautas para a edição do jornal. Estava eu então relaxando os pensamentos matinais, em pé na sacada, baforando “um raro prazer” quando olho para a rua de cima e vejo a figura de um guri, acenando. Era o Almir, o jovem estudante secundarista que está escrevendo um livro de auto-ajuda.

Pensei logo: “ainda bem que já terminei minha participação!” Lembrei aliviada com um sorriso no rosto e acenando em sentido positivo. Não demorou muito para o jovem adolescente apontar no sopé do prédio onde moro e perguntar sobre o texto. “Sem cobranças? Acorda Elaine, hoje é terça-feira!”

- Oi Almir, que bom te ver.
- E o texto, já terminou? Saiu perguntando ele de supetão.
- Sim, já terminei. Desculpe não ter enviado, mas eu perdi teu e-mail. Me passa novamente que eu te envio agora pela manhã ainda.

E foi o que ele fez e o que fiz também, porque havia terminado de escrever minha participação no seu livro na segunda-feira 29. Parecia que estava prevendo que meu prazo como escritora convidada estava mais que esgotado. Fiquei com vergonha pela demora, mas estava sem inspiração para falar sobre Amizade, embora o tema muito me atraia. Tenho estado assim ultimamente: sem tesão para escrever, ler e até trabalhar, mas tenho que fazer tudo isso, se não vou me tornar uma ignorante completa.

Enfim, terminei o cigarro, que degustava antevendo um dia calmo, e ainda de pijamas e com os cabelos indomados. No final da tarde, o que antes realmente poderia ter sido tranqüilo se transformou num período de acontecimentos e correria. O corpo de uma mulher foi resgatado do Rio do Peixe, já em decomposição e de maneira que não poderia ser identificado nem as características físicas. Lá fui eu do Fórum, onde tinha uma pauta agendada – do outro lado da cidade -, para o Corpo de Bombeiros verificar a ocorrência e ainda verificar se chegava em tempo de flagrar o resgate com a minha BBB Câmara Digital. Que nada! Voltei apressada para o Fórum para ver se ainda pegava o final da coletiva com o juiz eleitoral. Que nada também! Voltei para casa.

Ao final do dia eu estava um bagaço de cansada, com as tais bolhas nos pés de tanto caminhar com sandálias pela cidade e com duas pautas pela metade, incompletas. E louca para fumar um cigarrinho, relaxadamente, na sacada aqui de casa...

Comentários

Nanda Assis disse…
é, o melhor de tudo é o cigarrinho mesmo.

bjosss...
Oi depois do cigarrinho, aparece por aqui.
Um lindo e sem bolhas, final de semana.
Maurizio
Elisangela Sottili disse…
Estou amando ler seus posts.Já estou virando sua fã!Bom final de semana!

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