Pular para o conteúdo principal

Eu peco pela gula


Sim, vocês já sabem, eu já sei, meus sabem desde que eu nasci, meus amigos, a quem já não disse, já perceberam também: Eu peco pela gula - entre outros pecadinhos menos preocupantes, claro. E definitivamente, não sei me controlar! Basta ficar de olhos abertos, ou por mais de duas horas em casa (e isso acontece várias vezes ao dia), que estou mastigando alguma coisa. Pura compulsão, pura gula, olho grande, seja o que for.

Neste momento mesmo, eu pauso o dedilhado para pegar o pacotinho de Pingo D'Ouro - que surrupiei do armário - e por na boca bocados consistentes do petisco industrializado. A maioria das vezes em que como ao dia é para substituir o chocolate. Sei disso porque sinto gosto do cacau se derretendo na minha boca enquanto me direciono a cozinha. Abro o armário e na ausência de um Diplomata Crocante, de um Lacta Branco de Uvas com Cajú ou então, do não menos majestoso chocolate ao leite de qualquer marca (vale até aquele horroroso da Neugebauer), pego a primeira coisa que há pela frente.

Em vista da gula excessiva e dos 12Kg a mais que adquiri de novembro para cá, que decidi reduzir a alimentação. Eu e a Márcia estamos tentando policiar uma outra, mantendo um relatório cotidiano do que comemos diariamente. Confesso que fiquei assustada nos primeiros dias com tanta bobagem ingerida. E, depois, percebi que é fácil comer moderadamente, principalmente quando não guloseima nos armários, ou melhor, as que têm não são atraentes ao paladar.

A final da primeira semana, aliada a caminhadas necessárias devido a labuta, menos 1,3 kg. Que felicidade, que felicidade, que felicidade! Na segunda semana, a balança da farmácia que frequento na Saul Brandalise me indicou menos gordura corporal ainda. Foram quase 2,5kg a menos e já me imaginava vestindo, de novo, meu sunquinão verde no verão.

O único problema foi que, ao final da última semana, me larguei nas coxas e fui em três festinhas, cheias de comidinhas saborosas e doces, a base de chocolate, e cerveja e espumante e tudo de melhor que a vida pode oferecer para uma lumbriga mal criada... Nem quero imaginar o que vai indicar os ponteiros da balança... Pior, depois do próximo final de semana, nem quero passar em frente a farmácia de manipulação. Longe de mim!

Comentários

Nanda Assis disse…
kkkk li com um pacote de pao de queijo quentinho na mão, que meu marido acabou de trazer da padaria, eles são minha tentação! e são super caloricos, mas deixo de almoçar só pra come-los kkk, boa mineira que sou. mas o importante é ser feliz.
bjosss...

Postagens mais visitadas deste blog

Se o queijo mofou está estragado [1]

Errado! E só soube disso uma semana depois de ter posto aproximadamente um quilo de queijo colonial no lixo, cheia de dó no pensamento, no estômago e principalmente nos olhos. Logo eu, que sou como avestruz e como até pedra com pimenta do reino moída na hora [se não for assim eu não gosto].

O fato aconteceu logo que vim de casa, após comemorar meu aniversário com minha família e amigos do peito [Jana, sua jararaca, não se inclua nesse núcleo]. Na bagagem sempre trago vários mimos e a cesta básica patrocinada pelo Araújo. Mas, dessa vez, tinha algo a mais: duas metades de queijo redondo, de diferentes sabores, no estilo colonial.

Depois de uma semana degustando o melhor deles, aquele mais branquinho e molinho, levemente salgado - diria que quase um polenguinho - decidi saborear o outro, mais amarelinho, sequinho e oleoso, com doce de leite. Dez dias a base de queijo e salame e enjoei. Sob orientação da minha mãe, deixei os queijos num pote bem ventilado, a sombra.

Mas a umidade no Flat fo…

Escrita Criativa e Afetiva? Temos!

Sim! Temos novidade Rosa Carvão. E se você é de Porto Alegre, ou região metropolitana, e quer aperfeiçoar a tua comunicação escrita, este post é para ti.

Devido a acontecimentos tristes nos últimos tempos, percebemos que a humanidade anda carente de bons sentimentos. Então, decidimos espalhar amor por meio do que sabemos fazer de melhor: nossas profissões! Por que não distribuir energia positiva nas nossas relações de trabalho e pessoais, por meio das palavras (sem precisar ser um escritor profissional)? E sim. É possível!

Então organizamos o curso Escrita Criativa e Afetiva, que desenvolve a sua habilidade de escrever com afetuosidade, agregando valor à sua comunicação, estabelecendo empatia e, até, gerando engajamento das pessoas no seu projeto de vida ou profissional.

Venha aprimorar seu texto por meio de exercícios que estimulam sua criatividade, dos conhecimentos fundamentais da escrita e da produção. E prepare-se para ser introduzido a uma gama de formatos e possibilidades de l…

Eu choro

Sou temporã. Nasci dez anos depois da primogênita. E nove, depois do filho do meio. Vim quando ninguém esperava, e cá estou. A filha caçula da Maria e do José. Meu pai torcia para que nascesse no seu aniversário – 11 de setembro. Mas sou temporã nos dois sentidos da palavra. Na minha família sou a única que não veio ao mundo pelas mãos de uma parteira. Ufa! A moderninha. Confesso: gosto da ideia de romper paradigmas, mesmo que de pequeno porte. Também fui a única a participar de atividades do movimento estudantil durante o ensino médio e a cursar uma faculdade. Ah, mas o meu orgulho em casa foi ter sido a precursora em verbalizar o Eu Te Amo. Demorou, mas saiu. E depois do primeiro, banalizei. Espraiei. 

Mas de volta ao meu nascimento... Rompi à vida em silêncio. De madrugada. Meu Paiaço adorava contar este momento: “Tu não queria chorar, então, o médico deu um tapinha na tua bunda para que chorasse, para ver se estava tudo bem. E tu abriu o berreiro”.  Crendice ou ciência da época, eu n…