Pular para o conteúdo principal

Eu, promotora de vendas




Ontem à tarde comecei com o desafio de comercializar espaço na minha coluna. Depois de fechar a edição da semana, desci para almoçar e começar a rascunhar um plano de ação e listar os anunciantes em potencial. De repente, decidi já fazer a primeira abordagem...
Que horror! Eu não consigo vender nem minha própria mãe, que sabe convencer as pessoas de cara e por si só já se promove, imagina publicidade?! Mas tudo bem. A primeira experiência a gente nunca esquece. E foi nesse momento que lembrei a época em que vendia um plano de saúde tabajara, que eu mesma não queria nem para o meu gato, quem diria para as pessoas. Foi uma vivência horrível, que levou 30 dias para que eu assinasse minha incapacidade para vendas.
O negócio não tinha nem meta. Era um plano de serviços na área da saúde, em que os médicos e laboratórios a recém estavam sendo credenciados, assim como os hospitais também. O escritório ficava numa firma de informática, era o negócio secundário de um dos sócios dessa empresa. Eu caminhava horrores, abordava pessoas e empresas, e nada! Nem emagrecer eu consegui, já que era verão e trilhava quadras no calor escaldante de Porto Alegre, só enchendo a mesma garrafinha d’água nos bebedouros. Quando chegava em casa comia um “boi pela perna”, o calçado estava mais gasto do que pela manhã e a roupa toda suada.
Depois de um mês eu desisti. Deixei meus vale-transportes e meu convênio, peguei o percentual de uma das vendas que fiz - resultado da panfletagem nos portões da PUC/RS – e fui para casa, resoluta a procurar outra atividade que não fosse vendas.
Agora, para aumentar os rendimentos, que não duram 48 horas em minhas mãos, volto à atividade, um pouco mais otimista do que antes, cheia de expectativas sobre resultados, que tem que serem positivos. Talvez tenha sucesso nessa empreitada – ou não. Mas, não custa tentar.

Comentários

Nanda Assis disse…
boa sorte querida.
gosto demais de ler aqui, seus textos parecem aquelas cronicas que a gente le em jornal é muito gostoso sabe. por isso que vc é jornalista. muitos e muitos
bjossss...

Postagens mais visitadas deste blog

Se o queijo mofou está estragado [1]

Errado! E só soube disso uma semana depois de ter posto aproximadamente um quilo de queijo colonial no lixo, cheia de dó no pensamento, no estômago e principalmente nos olhos. Logo eu, que sou como avestruz e como até pedra com pimenta do reino moída na hora [se não for assim eu não gosto].

O fato aconteceu logo que vim de casa, após comemorar meu aniversário com minha família e amigos do peito [Jana, sua jararaca, não se inclua nesse núcleo]. Na bagagem sempre trago vários mimos e a cesta básica patrocinada pelo Araújo. Mas, dessa vez, tinha algo a mais: duas metades de queijo redondo, de diferentes sabores, no estilo colonial.

Depois de uma semana degustando o melhor deles, aquele mais branquinho e molinho, levemente salgado - diria que quase um polenguinho - decidi saborear o outro, mais amarelinho, sequinho e oleoso, com doce de leite. Dez dias a base de queijo e salame e enjoei. Sob orientação da minha mãe, deixei os queijos num pote bem ventilado, a sombra.

Mas a umidade no Flat fo…

Uma pegada forte e 15 dias

Faz tempo que não escrevo sobre sexo. Talvez por que venho praticando pouco. Ou a qualidade tenha decaído. Creio que é isso. Tem muito cara se achando por aí. E não tem idade. É jovem, maduro ou... vividos.
Não me lembro de ter transado com um cara jovem que não fosse afoito. Imagino que pensam que basta meter, forte, que a mulher afrouxa a musculatura e goza. Sei não...
Já os maduros apostam na experiência para agradar sua parceira. E expressam isso. Eu chupo, eu pego, eu belisco... Na hora da cama, eles não sabem nem tocar uma mulher com volúpia. Quem dirá cumprir todas as falsas afirmações. E pior: tem homens maduros que não curtem “cunnilingus”, mas adoram uma felação. Que merda. Há machismo até no sexo. :o E tem os vividos, o sexo sênior. Desculpa aí, mas tenho pouca experiência nessa área. Ufa! Ainda bem. No entanto, se o Djavan me pedisse qualquer coisa chorando, eu faria sorrindo, ajoelhada. Ou coisa parecida. J
No meio de tudo isso tem “os caras”. Os que sacam do paranauê. E qua…

Eu, entre o público e o privado

Adoro quando tomo decisões. E agora nem sofro mais. Este ano está sendo tão importante e definitivo para algumas questões, que está me fazendo amadurecer com tranqüilidade e consciência de forma em geral. E isso tem me trazido paz de espírito. Isso é muito bom!

Hoje, eu vejo um possível problema e o tento resolver de imediato. Se não consigo, continuo buscando uma solução ponderada e sem interferência em outros aspectos e pessoas. Por fim, se isso não é possível, trato tudo da melhor maneira possível. E claro, sem perder a graça, a irreverência e o meu jeito todo especial de ser.

Assim também acontece com inutilidades. Apenas listo as tranqueiras da minha vida, ainda dou uma avaliada profunda nos prós e contras, para logo dizer BASTA! Em seguida abro um sorriso e digo a mim mesma: “Estou orgulhosa de ti, Elaine!” E o dia todo cinza de um inverno chuvoso se torna luminosamente ensolarado. E passo a gostar ainda mais de mim e dessa vida.

Nesta terça, a alegria ficou por conta de uma simple…