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Sou brega sim...


Estava ouvindo Jorge Vercilo pelo computador e depois, à tarde, pelo MP3. Ele é o meu novo vício musical. Aliás, sempre resisti a comprar algo dele, pois sabia que seria paixão imediata. Mas, a Silvitcha voltou do recesso de final de ano com o DVD e o CD do cara... Então virou mania pra mim.

Então, agora à noite, enquanto voltava da minha aula experimental de Yôga, ouvinda essa delícia que é a música dele, me lembrei de que, para muitos, ouvir MPB e ser romântica é muito brega. Eu adoro MPB e sou bem romântica. Então, logo, sou brega, he he he.

Tem gente que não acredita no meu romantismo. Que eu possa ser carinhosa, atenciosa, delicada, dedicada, amorosa. Pois sou. Só que, hoje em dia, manifestar isso é ridículo, é brega, cafona, depressivo, dependente, humilhante... Os românticos hoje são discriminados, retalhados, rechaçados. São pessoas doentes... (se bem que nisso eu concordo. somos doentes de amor).

Eu gosto de MPB porque sou romântica. Gosto do estilo pela musicalidade, capaz de dizer eu te amo, ou eu te odeio, com tanta harmonia e emoção que só na música popular brasileira que todos os sentimentos do coração se manifestam sem ficar feio. Então, volto a ser novamente brega ou cafona, porque eu canto feliz letras de músicas desse estilo. Mesmo que digam que é deprimente ou depressivo, triste. Eu acho lindo. Lindo e romântico.

Não é à toa que esse blog se chama (verde, amarelo, anil) Cor de Rosa e Carvão. O sentido é duplo, mas 50% é pela musicalidade e pela melhor obra de Marisa Monte. Para quem apostou num significado ligado ao gênero e etnia, acertou também. São os outros 50%.

Enfim, esse ano eu volto a assumir meu lado cafona ou brega, ou os dois: I Love MPB and the Romantic. Chega de sertanojo e pagodes melosos (depois eu que sou a brega...)

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